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Safra 2026 de olivas no RS dispara e promete 1 milhão de litros: depois de dois anos ruins, clima ajudou, 110 municípios colhem, e o azeite brasileiro tenta virar orgulho no mercado interno

Escrito por Carla Teles
Publicado em 16/04/2026 às 14:36
Atualizado em 16/04/2026 às 14:38
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No Rio Grande do Sul, safra 2026 de olivas prevê 1 milhão de litros e fortalece o azeite brasileiro.
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Com olivas em colheita em mais de 110 municípios, o Rio Grande do Sul prevê 1 milhão de litros na safra 2026 e quer colocar o azeite brasileiro na mesa do país.

Os pomares de olivas do Rio Grande do Sul entraram na fase de colheita e, desta vez, o clima é de alívio no campo. Depois de dois anos bem ruins, a safra 2026 chega com cara de virada, com produtores comemorando produtividade e qualidade dos frutos.

A previsão para 2026 aponta para 1 milhão de litros de azeite no estado. E o impacto vai além do número: essa colheita grande dá fôlego para o setor respirar e, ao mesmo tempo, aumenta uma esperança antiga de quem produz aqui, a de ver o azeite brasileiro virar escolha real no mercado interno. Porque não basta colher bem, tem que vender bem também.

Por que a safra 2026 de olivas virou assunto no RS

No Rio Grande do Sul, safra 2026 de olivas prevê 1 milhão de litros e fortalece o azeite brasileiro.

Em todo o Rio Grande do Sul, mais de 110 municípios cultivam olivas e, segundo a Secretaria Estadual da Agricultura, são mais de 6.000 hectares plantados. O peso do estado é grande: cerca de 75% do azeite de oliva brasileiro tem origem em pomares gaúchos.

O que faz 2026 chamar atenção é justamente a sensação de recuperação. O setor fala em super safra depois de uma sequência que apertou o produtor. E quando a colheita vem forte, ela muda o humor, o planejamento e até o apetite para investir.

Os números que mostram a montanha-russa recente

No Rio Grande do Sul, safra 2026 de olivas prevê 1 milhão de litros e fortalece o azeite brasileiro.

A base traz uma sequência que deixa bem claro por que a safra 2026 está sendo tratada como virada:

2023: 580.228 litros
2024: 193.500 litros
2025: 190.300 litros
2026: previsão de 1 milhão de litros

Para quem vive de oliveiras e azeite, isso não é só estatística. É a diferença entre passar o ano contando moeda e passar o ano respirando com mais calma.

O clima que ajudou as olivas a “pegarem” melhor

O clima aparece como o principal empurrão nessa safra. O relato aponta inverno bastante frio no ano anterior, primavera com temperaturas consideradas ótimas e chuvas bem distribuídas. Isso ajudou na floração e no pegamento dos frutos.

Em outras palavras, foi aquele tipo de sequência que o produtor sabe reconhecer: quando o tempo ajuda na hora certa, a lavoura responde.

Um retrato do trabalho: colheita por meses e indústria quase sem parar

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No pomar da Lagar Há, em Cachoeira do Sul, a base descreve 28.000 pés de oliveiras, de oito variedades, plantados em 170 hectares. O plantio começou em 2014 e a primeira safra foi colhida em 2020.

A colheita dura cerca de três meses, entre fevereiro e abril, e envolve maquinário e mão de obra que pode chegar a 30 trabalhadores. A previsão citada é colher 400 toneladas de azeitonas, que resultariam em 40.000 litros de azeite.

Do lado industrial, o trabalho é descrito como quase ininterrupto. As frutas são separadas de folhas e impurezas, higienizadas e passam por processos automatizados até virar produto final. Quando a safra vem grande, a engrenagem gira sem folga.

Qualidade, troféus e a barreira que ainda falta quebrar

A base menciona testagens, experimentos e o aval de especialistas antes do azeite ir para venda, além de troféus nacionais e internacionais que comprovam qualidade.

Mesmo assim, o desafio maior ainda é cultural e de mercado. A fala citada aponta que o azeite brasileiro precisa ser mais reconhecido e consumido pelos próprios brasileiros, e que a melhor forma de quebrar resistência é provar, comparar e sentir diferença. Existe até a ideia de “complexo de vira-lata”, como se o que é feito aqui fosse sempre inferior.

E tem um dado que coloca tudo em perspectiva: mesmo uma super safra de 1 milhão de litros não chega a 1% do azeite que o Brasil consome. Ou seja, espaço para crescer existe, mas depende de o consumidor pedir, escolher e repetir a compra.

E agora, falando como quem está no mercado e não só olhando de longe: você já deu uma chance para azeite feito com olivas do RS, ou ainda fica no importado por hábito e por confiança?

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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