Na obra do Senna Tower, a máquina italiana de 87 toneladas com a maior hélice contínua do Brasil executa estacas hélice contínua e acelera a fundação profunda.
O clima pode ser de feriado nas ruas, mas no canteiro é o oposto. Enquanto muita gente dorme depois do bloco, engenheiro, operador e equipe estão ali, acompanhando cada manobra da carreta que traz a nova máquina. O objetivo é simples e pesado ao mesmo tempo: colocar essa gigante para furar estacas de até 40 metros de profundidade até a rocha, garantindo que a fundação do Senna Tower siga firme, dentro dos padrões de segurança e desempenho exigidos para um prédio desse porte.
Sábado de carnaval, 6h30 da manhã: a rotina diferente do Senna Tower
O vídeo começa com o apresentador do canal Fala JC dando bom dia direto da obra do CAT, onde está sendo executada a fundação do Senna Tower em Balneário Camboriú, SC. Não é qualquer dia. É sábado de carnaval, ainda escuro para muita gente, mas ali a movimentação é intensa.
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Enquanto o resto da cidade desacelera, a obra vai no sentido contrário. Engenheiro é chamado cedo, caminhão prancha entra devagar, trânsito é fechado, chão treme com o peso da máquina.
A nova perfuratriz chega ao lado da EK300 da CZM, que já vinha executando as estacas hélice contínua desde o fim do ano passado.
A diferença é que agora o ritmo vai mudar. Em vez de apenas uma perfuratriz, serão duas máquinas trabalhando ao mesmo tempo na fundação do Senna Tower, o que aumenta capacidade de perfuração e traz mais flexibilidade de operação para o cronograma do empreendimento.
A gigante italiana de 87 toneladas que veio reforçar a fundação

A estrela do dia é uma máquina italiana da MT, modelo CFA na faixa dos 36 metros de torre. Na prancha, ela já impressiona.
Desmontada, passa fácil dos 20 metros de comprimento, mesmo sem estar com a torre completa. Montada, o conjunto ultrapassa 110 toneladas, somando torre, patolas e acessórios.
Para chegar até a obra do Senna Tower, esse equipamento fez um caminho longo. Foi montado na Itália, embarcado em navio, desembarcado no porto de Paranaguá e, de lá, seguiu de caminhão até o canteiro.
O transporte exige planejamento milimétrico: várias carretas, equipe técnica acompanhando, cuidado com árvores, fiação, curvas e acessos da cidade.
Na chegada, o cenário é tenso e bonito ao mesmo tempo. A equipe espalha madeirite para proteger o asfalto, controla cada movimento, fecha o trânsito, orienta motorista e operador.
Uma máquina desse porte não permite erro. Qualquer descuido pode significar danos no equipamento, no entorno ou no próprio canteiro do Senna Tower.
Senna Tower com duas hélices contínuas: por que isso importa para a fundação
Antes da nova máquina italiana, a fundação do Senna Tower já vinha sendo executada com uma perfuratriz EK300 da CZM, fabricada no Brasil e baseada em tecnologia americana. Ela é a responsável pelas estacas hélice contínua que estão sendo perfuradas desde o ano passado.
Com a chegada da nova MT CFA, o jogo muda de patamar. Agora, duas máquinas vão furar estacas ao mesmo tempo, o que traz algumas vantagens claras para a fundação do Senna Tower:
- mais frentes de perfuração ativas no mesmo período
- maior capacidade diária de execução de estacas
- possibilidade de alternar diâmetros, profundidades ou setores conforme o planejamento da obra
- mais flexibilidade para lidar com eventuais paradas de manutenção em uma das máquinas
Na prática, isso significa que as estacas hélice contínua de até 40 metros de profundidade, com armadura completa até a rocha, conseguem ser executadas com mais fluidez.
É a base estrutural do Senna Tower sendo construída com redundância de equipamento e reforço de produção, sem abrir mão de controle e segurança.
Como funciona a maior hélice contínua do Brasil na prática
A tecnologia de estaca hélice contínua, ou CFA, tem algumas características que ajudam a entender por que uma máquina desse tamanho é necessária para a fundação do Senna Tower em Balneário Camboriú, SC.
A torre da perfuratriz leva uma hélice contínua que desce girando até a profundidade prevista em projeto. Enquanto a hélice desce, ela escava o solo. Na subida, o concreto é bombeado pela haste, preenchendo o furo de forma contínua. Em seguida, é introduzida a armadura metálica, que fica totalmente imersa no concreto.
No caso da obra do Senna Tower, as estacas vão até 40 metros de profundidade, chegando na rocha, e são 100 por cento armadas, justamente para garantir uma transferência segura de cargas da estrutura superior para o subsolo.
A nova máquina italiana tem motor mais forte, mais bombas hidráulicas e estrutura dimensionada para trabalhar com esse tipo de esforço em profundidade.
Ela não está ali para aparecer em foto, está ali para enfrentar solo difícil, grandes profundidades e ciclos repetitivos com o máximo de confiabilidade.
Logística pesada e segurança em primeiro lugar no canteiro
Uma das cenas mais delicadas da chegada da máquina é a manobra para entrar pelo portão da obra. A carreta precisa alinhar, girar, evitar bater em árvore, fio e estruturas do entorno. A equipe de apoio acompanha de perto cada passo.
No chão, tudo treme com as 87 toneladas descendo da prancha. Por isso, o processo é devagar, com comunicação constante entre operador, pessoal em solo e responsável técnico. O trânsito foi fechado para ninguém se aproximar sem controle.
A prioridade é garantir que a máquina entre inteira, sem risco para pedestres, veículos ou para o próprio canteiro do Senna Tower.
Depois da descarga, a perfuratriz parece até pequena dentro do terreno, de tão grande que é a área da obra. Mas essa “miniaturização visual” engana.
Quando a torre estiver com seus 36 metros montados e a hélice estiver cravando o terreno, a escala real dessa máquina vai aparecer, principalmente vista ao lado da primeira perfuratriz que já está perfurando para o Senna Tower.
O próximo capítulo da fundação do Senna Tower
Com a máquina entregue no canteiro, o próximo passo é a montagem completa dentro do terreno. Torre, patolas, acessórios e sistemas hidráulicos são ajustados até que tudo esteja em configuração de trabalho. A expectativa é que já na semana seguinte a nova perfuratriz esteja furando estacas ao lado da EK300.
A partir daí, o jogo é de rotina pesada de fundação. Estaca após estaca, a base do Senna Tower vai se consolidando, sempre com concreto bombeado até a rocha, armação posicionada corretamente e controle de cada lance executado.
Quem acompanha o canal Fala JC já viu em outros vídeos detalhes da perfuração, da concretagem e do processo de armação dessas estacas profundas.
Por trás desse sábado de carnaval diferente, o que aparece é um padrão de obra que não para. Enquanto uns descansam, o Senna Tower ganha fundação, equipamento e estrutura para sair do papel com segurança, apoiado em tecnologia de perfuração pesada e em uma equipe que acorda cedo para fazer o prédio acontecer.
E você, o que achou da chegada dessa gigante italiana na obra do Senna Tower em pleno sábado de carnaval: mais impressiona o tamanho da máquina ou a rotina de quem está por trás dessa fundação profunda?


CARAMBA!!!!!! GIGANTE !!!!!
SERÁ O PREDIO MAIS ALTO DO BRASIL????
ESTÁ SENDO CONSTRUÍDO EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ????
Q bost** estava esperando a imagem passando pelo portão.
Se ela é maior , pq não foi divulgado a profundidade máxima e diâmetro máximo que ela executa, a czm é 40 metros e 1200 de diâmetro, e essa mait? Eles poderiam buscar mais informações!