Cratera Yilan na China revela impacto de meteorito ocorrido há cerca de 49 mil anos e mostra evidências preservadas de colisão cósmica na Terra
A cratera Yilan na China voltou ao centro de estudos científicos após pesquisas indicarem que a formação, criada pelo impacto de um meteorito há cerca de 46 mil a 53 mil anos, possui aproximadamente 1,85 quilômetro de diâmetro.
O que é a cratera Yilan
A cratera Yilan é uma estrutura geológica localizada na província chinesa de Liaoning. Ela se formou quando um corpo celeste colidiu com a superfície da Terra, criando uma cavidade ampla em rochas graníticas.
Essas rochas foram originalmente formadas há cerca de 200 milhões de anos, durante o período Jurássico.
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O impacto ocorreu sobre esse antigo material geológico, alterando profundamente a estrutura da região.
Mesmo após dezenas de milhares de anos, a cratera Yilan permanece bem preservada. Por esse motivo, tornou-se uma das evidências mais claras de impacto de meteorito já identificadas no território da China.
Perfurações científicas confirmaram o impacto
Pesquisadores confirmaram a origem da formação após uma série de perfurações científicas realizadas no centro da estrutura.
As equipes perfuraram o solo até cerca de 438 metros de profundidade para examinar as camadas internas e identificar marcas deixadas pela colisão cósmica.
Nas amostras coletadas foram encontrados quartzo impactado, granito parcialmente fundido e partículas vítreas formadas por temperaturas extremamente elevadas.
Esses elementos são considerados indicadores clássicos de impactos de meteoritos e ajudaram a confirmar a origem da cratera Yilan.
Dimensões da estrutura impressionam pesquisadores
Com aproximadamente 1,85 quilômetro de diâmetro, a cratera Yilan é considerada a maior cratera conhecida com menos de 100 mil anos.
O tamanho supera o de outra estrutura conhecida formada por impacto, a cratera Barringer, localizada no Arizona, que possui cerca de 1,2 quilômetro de diâmetro.
As bordas da cratera Yilan também chamam atenção. Elas se elevam cerca de 150 metros acima do fundo da cavidade, evidenciando a enorme energia liberada durante a colisão.
Durante a investigação, cientistas identificaram diferentes camadas internas formadas após o evento.
Entre elas estão 110 metros de sedimentos lacustres depositados depois da formação da cratera e 319 metros de granito fragmentado pelo impacto.
Também foram encontrados fragmentos de granito fundido, partículas vítreas e resíduos de carvão vegetal preservado dentro da estrutura.
O que os estudos indicam sobre o impacto
Análises realizadas nos sedimentos e no carvão vegetal encontrado dentro da cratera Yilan indicam que o impacto ocorreu há cerca de 49 mil anos.
Essa estimativa foi obtida por meio de datação utilizando carbono-14, método aplicado pelos pesquisadores para determinar a idade dos materiais.
Os cientistas também identificaram indícios de que a vegetação local pode ter sido queimada durante o evento.
Segundo os dados analisados, as temperaturas extremamente altas geradas pela colisão possivelmente provocaram incêndios na região logo após o impacto.
O estudo da cratera Yilan ajuda pesquisadores a compreender como grandes impactos moldaram a superfície da Terra ao longo da história geológica do planeta.
Com informações de O Antagonista.
