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Marca que fabrica motos desde 1901 lança sua primeira elétrica e o preço chocou o mundo: US$ 3.000, apenas 124 kg e aceleração de 0 a 60 km/h em 3,7 segundos…

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 18/04/2026 às 06:45 Atualizado em 18/04/2026 às 06:49
Royal Enfield Flying Flea C6 primeira moto elétrica da marca com design retrô e preço de US$ 3.000
A Flying Flea C6 é a moto mais leve que a Royal Enfield já fabricou: apenas 124 kg, motor de 60 Nm e preço a partir de US$ 3.000 na Índia
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Uma marca que fabrica motos desde 1901 acaba de lançar sua primeira elétrica — e o preço chocou o mercado: US$ 3.000 por uma máquina de 124 kg que acelera de 0 a 60 km/h em 3,7 segundos

A Royal Enfield nasceu em 1901. São 125 anos fabricando motocicletas que se tornaram ícones em estradas da Índia, da Europa e do mundo. Agora, pela primeira vez, a marca aposta na eletricidade.

Em abril de 2026, a empresa lançou oficialmente a Flying Flea C6, sua primeira moto elétrica, na Índia. Segundo o New Atlas, o preço de lançamento é de 279.000 rúpias indianas — aproximadamente US$ 3.000 ou R$ 11.000.

Para uma marca centenária que construiu sua reputação com motores a combustão, a Flying Flea C6 não é apenas um novo modelo. É uma aposta de futuro.

E o preço — significativamente abaixo de concorrentes europeus e americanos que cobram acima de US$ 7.000 — posiciona a moto como uma das mais acessíveis do mundo na categoria premium.

Motociclista pilotando a Royal Enfield Flying Flea C6 elétrica de 124 kg por avenida em Bangalore

A moto elétrica mais leve que a Royal Enfield já fabricou: 124 kg, 60 Nm e 154 km de autonomia

A Flying Flea C6 é descrita como a motocicleta mais leve que a Royal Enfield já produziu. São apenas 124 kg — peso comparável ao de uma scooter, mas com performance de moto de verdade.

O motor síncrono de ímã permanente entrega 15,4 kW de potência e até 60 Nm de torque. A aceleração de 0 a 60 km/h acontece em 3,7 segundos, e a velocidade máxima alcança 115 km/h.

  • Motor: síncrono de ímã permanente, 15,4 kW
  • Torque: 60 Nm
  • Peso: 124 kg
  • 0-60 km/h: 3,7 segundos
  • Velocidade máxima: 115 km/h
  • Autonomia (IDC): 154 km
  • Bateria: 3,91 kWh

A autonomia homologada pelo padrão IDC é de 154 km — suficiente para o uso urbano diário sem necessidade de recarga intermediária.

Por US$ 2.100 com Battery-as-a-Service: o modelo que separa o custo da bateria do preço da moto

Além do preço padrão de US$ 3.000, a Royal Enfield oferece uma opção ainda mais acessível. O modelo Battery-as-a-Service (BaaS) reduz o preço inicial para 199.000 rúpias — cerca de US$ 2.100.

Nesse formato, o comprador adquire a moto sem a bateria, que é alugada por assinatura mensal. A redução é de 28,7% no valor de entrada.

Para o mercado europeu, a Royal Enfield confirmou que o preço ficará abaixo de 7.000 euros (cerca de US$ 7.900).

B Govindarajan, CEO da Royal Enfield, declarou que “ambos os produtos são muito diferentes e virão no Q4 FY25-26. É apenas um ponto de partida, pois a Flying Flea pode se desdobrar em vários formatos que continuaremos analisando.”

Enquanto isso, na China, startups ligadas à XPeng já testam motos que se equilibram sozinhas, mostrando que a revolução elétrica nas duas rodas avança em múltiplas frentes.

Display TFT touchscreen de 3,5 polegadas da Flying Flea C6 com integração Google Maps

200 mil combinações de pilotagem e Google Maps no painel: a tecnologia por trás do design retrô

Apesar do visual que remete às motos clássicas dos anos 1960, a Flying Flea C6 esconde tecnologia moderna sob o chassi.

O display TFT circular de 3,5 polegadas é touchscreen e oferece integração com Google Maps. O piloto navega diretamente pelo painel, sem precisar de suporte para celular.

O sistema permite 200 mil permutações de modo de pilotagem customizável. O motociclista ajusta parâmetros como resposta do acelerador, intensidade da frenagem regenerativa e sensibilidade dos controles.

Além disso, a moto vem equipada com ABS sensível à inclinação, controle de cruzeiro e conectividade 4G. São recursos normalmente encontrados em motos que custam três ou quatro vezes mais.

Mario Alvisi, Chief Growth Officer para veículos elétricos da Royal Enfield, confirmou que o modelo chegaria com preço inferior a 7.000 euros na Europa.

Da EICMA de Milão ao showroom em Bangalore: a timeline de um lançamento histórico

A jornada da Flying Flea C6 até o mercado foi rápida para os padrões da indústria.

Em novembro de 2024, a Royal Enfield revelou o modelo na EICMA, a tradicional feira de motos de Milão. Em abril de 2026, a moto chegou às ruas.

O primeiro showroom exclusivo da linha Flying Flea foi inaugurado em Bangalore, onde começaram as pré-encomendas. As entregas aos clientes estão previstas para o final de maio de 2026.

Para o Reino Unido, a chegada está programada para o fim de 2026. No Brasil, ainda não há data confirmada.

A aceleração dos ônibus elétricos no Brasil sinaliza que o mercado nacional está cada vez mais receptivo à eletrificação do transporte.

Showroom dedicado da Royal Enfield Flying Flea com motos elétricas expostas em Bangalore Índia

Nem tudo é perfeito: autonomia modesta, sem data para o Brasil e dúvidas sobre a bateria

Por outro lado, a Flying Flea C6 tem limitações que precisam ser consideradas. A autonomia de 154 km é adequada para uso urbano, mas insuficiente para viagens longas — algo que a clientela tradicional da Royal Enfield valoriza.

A velocidade máxima de 115 km/h também restringe o uso em rodovias de alta velocidade.

Além disso, não há confirmação de que a bateria utilize tecnologia de estado sólido, como mencionado em algumas especulações iniciais. A bateria de 3,91 kWh é relativamente pequena para o mercado.

Não existe previsão oficial de lançamento no Brasil, e aprovações de órgãos como INMETRO ainda não foram mencionadas.

Ainda assim, para uma marca centenária dando seu primeiro passo elétrico, a Flying Flea C6 acerta onde importa: preço acessível, peso leve e tecnologia de ponta num pacote com alma vintage. Se ela vai conquistar os motociclistas que cresceram com o ronco de um motor Royal Enfield, só o tempo — e as estradas — dirão.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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