Rochas com 400 milhões de anos e a famosa Taça natural tornam parque no Paraná um dos cenários geológicos mais impressionantes do Brasil.
Um dos cenários naturais mais antigos e impressionantes do Brasil está localizado em Ponta Grossa, a cerca de 120 km de Curitiba. O Parque Estadual de Vila Velha reúne rochas com aproximadamente 400 milhões de anos, formadas antes mesmo dos dinossauros existirem.
Criado em 1953 e tombado em 1966, o parque ocupa uma área de mais de 3.000 hectares e abriga formações únicas, como a famosa Taça natural. O local atrai milhares de visitantes todos os anos por sua importância científica, beleza e valor histórico.
Rochas de 400 milhões de anos revelam origem do parque
As rochas do parque datam do período Carbonífero, quando a região era coberta por um antigo mar. Posteriormente, o avanço de geleiras modificou completamente o ambiente.
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Com o tempo, sedimentos foram depositados e compactados sob pressão por milhões de anos. Esse processo deu origem aos arenitos que hoje dominam a paisagem.
Assim, o parque guarda registros de transformações geológicas que ocorreram há centenas de milhões de anos.
A Taça é a formação mais conhecida entre as rochas do parque. Sua estrutura chama atenção por parecer frágil, com base estreita e topo mais largo.
Esse formato surgiu devido à erosão diferencial, quando partes mais frágeis das rochas se desgastam mais rapidamente. O vento e a chuva atuaram continuamente nesse processo. Dessa forma, a Taça se tornou símbolo do parque e um dos pontos mais fotografados do Brasil.
Rochas atingem grandes alturas e formatos curiosos
As formações rochosas do parque podem atingir até 30 metros de altura. Além da Taça, existem outras figuras conhecidas popularmente.
Entre elas estão formações apelidadas de Camelo, Bota e outras silhuetas curiosas. Esses nomes surgiram pela semelhança visual com objetos e animais. Portanto, o local combina ciência com um toque de imaginação popular.
Outro destaque do parque são as furnas, grandes crateras naturais formadas por desabamentos. Elas impressionam pelo tamanho e profundidade.
Segundo o Instituto Água e Terra, algumas furnas podem atingir até 100 metros de profundidade. Além disso, essas cavidades alcançam o lençol freático, formando lagos naturais no interior.
Lagoa Dourada ganha destaque pelo efeito da luz
A Lagoa Dourada é outro ponto de interesse dentro do parque. Seu nome vem do reflexo dourado causado pela luz solar no fundo arenoso.
Esse efeito é mais visível no fim da tarde, quando a incidência de luz é mais baixa. O fenômeno cria um cenário único. Enquanto isso, a lagoa também abriga vida aquática e contribui para o ecossistema local.
O Parque Estadual de Vila Velha possui uma área superior a 3.000 hectares. Esse espaço abriga campos naturais e matas de araucária.
Esses ambientes são essenciais para a biodiversidade da região. Diversas espécies de animais e plantas dependem desse habitat. Assim, a preservação das rochas está diretamente ligada à conservação ambiental.
Clima e altitude influenciam as rochas
O parque está localizado a cerca de 880 metros de altitude. O clima é subtropical úmido, com estações bem definidas.
No verão, as temperaturas são mais altas e a vegetação fica mais intensa. Já no inverno, o clima mais seco destaca ainda mais as rochas. Dessa forma, o visitante pode ter experiências diferentes ao longo do ano.
Infraestrutura moderna facilita visitação
Nos últimos anos, o parque passou por melhorias estruturais. Hoje, oferece trilhas guiadas e atividades controladas. Além disso, há opções como arvorismo e tirolesa. Tudo isso é feito com foco na preservação das rochas. Assim, o turismo ocorre de forma organizada e segura.
Ao final da visita, o parque se revela como um verdadeiro museu natural. As rochas contam histórias que atravessam milhões de anos. Dessa forma, o Parque Estadual de Vila Velha se consolida como um dos destinos geológicos mais importantes do Brasil.
Fonte: Terra Brasil Notícias

