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Robôs ‘invadem’ padarias de São Paulo para enfrentar escassez de mão de obra e revolucionar o atendimento servindo café e pães quentinhos

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 11/11/2025 às 21:08
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Novo robô que transformou padaria de São Paulo aposentará os garçons? Escassez de mão de obra para mais de 30 mil vagas abertas, sem preenchimento somente na capital paulista!

O futuro chegou mais cedo nas padarias paulistanas. Em meio à escassez de mão de obra e ao aumento das vagas abertas no setor, os tradicionais balcões de pães e cafés ganharam um novo integrante: o robô garçom.

Eles já entregam pedidos, recolhem louças e até interagem com clientes, prometendo mudar de vez a rotina de um dos setores mais tradicionais do Brasil.

A nova rotina com o “funcionário” de aço

Na padaria Villa Grano, localizada na zona sul de São Paulo, quem leva o cappuccino à mesa e recolhe os pratos agora atende pelo nome de Virgulino. Com 1,5 metro de altura e um custo de R$ 92 mil, o robô foi comprado para reduzir tarefas repetitivas e compensar a falta de trabalhadores disponíveis.

“Está muito difícil, não conseguimos contratar”, explica Luis Ferreira, dono do estabelecimento, que emprega cerca de 130 colaboradores. Mesmo com tantas vagas disponíveis, o empresário afirma que a adesão à robótica não veio para substituir pessoas, e sim para melhorar as condições de trabalho.

Após o sucesso de Virgulino, a Villa Grano decidiu investir ainda mais: três novos robôs foram adicionados recentemente à equipe, incluindo dois que chegaram nesta semana. O objetivo é aliviar a carga dos atendentes humanos, que agora podem se concentrar mais no contato com o público.

Escassez de mão de obra: Mais de 30 mil vagas abertas, sem preenchimento somente na capital paulista

Segundo levantamento da Sampapão, entidade que reúne sindicatos e associações do setor de panificação, existem mais de 30 mil vagas abertas somente na capital paulista. A falta de profissionais é tão grave que afeta desde a confeitaria até funções básicas como manobristas e operadores de caixa.

Especialistas apontam que o uso de robôs nas padarias é apenas o início de uma revolução tecnológica. “A automação deve mudar o perfil dos profissionais. O garçom passará menos tempo recolhendo pratos e mais tempo se relacionando com o cliente”, explica Pedro Teberga, professor e consultor em negócios digitais.

Para ele, os consumidores brasileiros têm boa aceitação com a tecnologia, mas ressalta: “A máquina não tem a simpatia de um atendente humano”.

Vídeos de robôs garçons viralizam nas redes sociais

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Vídeo do YouTube

As redes sociais estão cheias de vídeos mostrando os robôs em ação. Em um deles, o Virgulino percorre o salão lotado levando bandejas com precisão milimétrica. Em outro, um equipamento parecido atende simultaneamente três mesas na padaria Delícia de Perdizes, na zona oeste.

Segundo Fernando Reis, sócio do local, o robô ainda está em fase de testes. “Vai ser um trabalho totalmente colaborativo e para acelerar os processos”, comenta. Durante uma visita do Estadão, a máquina entregou um pedido corretamente, mas parou alguns centímetros antes da mesa. A explicação: mudanças no layout da padaria, após a limpeza, interferiram no mapeamento do equipamento.

Apesar dos ajustes, os funcionários aprovam a novidade, principalmente nos horários de pico. A única área em que o robô ainda não teve sucesso foi no buffet de almoço, onde o fluxo intenso de pessoas dificulta a movimentação.

Tecnologia viraliza entre padarias e outros setores

A empresa por trás da automação é a Kratus, uma startup paulista criada há menos de um ano e responsável por equipar oito padarias da cidade, incluindo a Villa Grano e a Delícia de Perdizes.

Segundo Marcello Oliveira, sócio da startup, a maior demanda vem mesmo do setor de panificação, mas a tecnologia já está sendo testada em restaurantes, hotéis, hospitais, redes de supermercado e farmácias.

“Os robôs se tornaram parceiros da equipe, um braço a mais que ajuda a reduzir a necessidade de contratar pessoas, que hoje são difíceis de encontrar”, afirma Oliveira. A empresa oferece dez modelos diferentes, com preços entre R$ 80 mil e R$ 120 mil, divididos em quatro categorias: receptivos, comunicação, limpeza e logística.

Nos supermercados, por exemplo, o robô  pode repor produtos nas prateleiras; em hotéis, transportar malas e bebidas aos quartos. O avanço dessa automação é parte de um movimento global que já atinge países como o Japão e a Coreia do Sul, onde a robótica no setor de serviços é amplamente adotada.

Vale a pena investir em um robô?

Para Pedro Teberga, o investimento pode ser promissor, mas exige cautela. O custo de um robô como o Virgulino equivale a até 40 meses de salário de um garçom, considerando a média salarial do setor — entre R$ 2,3 mil e R$ 7 mil, de acordo com o Sampapão.

“É preciso avaliar se a automação faz sentido para o público e para o tipo de serviço. Em um bar, por exemplo, pode ser inadequado”, observa o especialista, sugerindo que empresários realizem estudos de comportamento antes de adotar a tecnologia.

Exame destaca que o uso de robôs em setores de atendimento já cresce 35% ao ano no Brasil, e os custos tendem a cair conforme o mercado se expande. Isso pode facilitar o acesso de pequenas empresas à automação nos próximos anos.

Fim da escassez de mão de obra? Robôs e humanos lado a lado nas padarias de SP

Apesar do entusiasmo, os especialistas garantem que o robô não vai tirar o emprego dos atendentes. “As pessoas gostam de um atendente simpático, contando histórias e explicando o cardápio. Tudo que foge do previsível é o ser humano que resolve”, reforça Teberga.

Rui Gonçalves, presidente da Sampapão, também defende a convivência entre tecnologia e mão de obra humana. “Não é qualquer padaria de São Paulo que vai conseguir inserir um robô, o custo ainda é alto”, explica. Ele acredita que, por enquanto, os robôs devem atuar como apoio, ajudando no atendimento e agilizando processos.

Para Gonçalves, o verdadeiro desafio está em valorizar o trabalho humano. “O caminho mais eficiente seria aumentar os salários, mas é a alternativa mais cara para o empresário”, diz.

Mesmo assim, o futuro parece inevitável. À medida que os robôs  se tornam mais acessíveis, é provável que a cena de um autômato servindo pães quentinhos e café fresco se torne cada vez mais comum em São Paulo e, em breve, em todo o Brasil.

E você, aceitaria ser atendido por um robô na sua padaria preferida? Deixe seu comentário abaixo ou compartilhe este artigo nas redes sociais!

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Jonatas
Jonatas
13/11/2025 09:05

Escassez de mão de obra uma vírgula. Escassez de mão de obra escrava! Agora sim ficou certo. Ninguém quer trabalhar a troco de comida mais

Última edição em 7 meses atrás por Jonatas
Joel
Joel
Em resposta a  Jonatas
15/11/2025 09:52

Pra mim, isso tem relação com a jornada que tem de acabar, que é a 6 x 1 !!! Tem de voltar a 5 X 2 e pinto final !! Aí, vai faltar vagas !!!

L Anna
L Anna
12/11/2025 20:37

Entende-se: quero exigir o maximo possivel e entregar o minimo. Pra esses(a maioria) eu só digo uma coisa :
A taxa de natalidade está a 1.50 e eu espero que enquanto existir empresariado sanguessuga, despenque pra 1.0.

Elisabete
Elisabete
12/11/2025 16:09

Com certeza temos um problema sério de mão de obra. Os trabalhos mais simples como esse, as pessoas não querem mais. Tive negócio e sei como é. Pelo menos se der certo ele não vai colocar o patrão na justiça kkkkk e nem reclamar o tempo todo.

Fonte
Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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