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NASA alerta: hoje, um asteroide passará “perto” da Terra a mais de 18 mil km/h, mas não oferece risco

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 24/03/2026 às 19:51
Atualizado em 27/03/2026 às 23:42
Asteroide 2026 FM3 se aproxima da Terra nesta terça-feira (24), mas NASA garante que não há risco de impacto e monitora trajetória.
Asteroide 2026 FM3 se aproxima da Terra nesta terça-feira (24), mas NASA garante que não há risco de impacto e monitora trajetória.
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Asteroide 2026 FM3 se aproxima da Terra nesta terça-feira (24), mas NASA garante que não há risco de impacto e monitora trajetória.

Um asteroide identificado como 2026 FM3 fará uma aproximação com a Terra nesta terça-feira (24), às 23h07 (horário de Brasília), segundo a NASA.

O objeto, que tem tamanho semelhante ao de um carro, foi detectado poucos dias antes por um projeto astronômico nos Estados Unidos.

Apesar da proximidade, os cientistas garantem que não há risco de colisão, já que a rocha espacial passará a uma distância segura do planeta. A observação reforça a importância do monitoramento constante desses corpos celestes.

Asteroide 2026 FM3 passa perto da Terra sem risco, afirma NASA

De acordo com a NASA, o asteroide 2026 FM3 passará a cerca de 237 mil quilômetros da Terra, o que equivale a pouco mais da metade da distância entre o planeta e a Lua. Embora pareça próximo, esse intervalo é considerado seguro dentro dos padrões astronômicos.

Além disso, o objeto viaja a uma velocidade impressionante de mais de 18 mil km/h. Mesmo assim, não representa ameaça, pois sua trajetória já foi analisada com precisão.

Poucas horas após essa passagem, o asteroide seguirá em direção à Lua, mantendo uma distância ainda maior, sem risco para nenhum dos corpos celestes.

NASA explica tamanho do asteroide e impacto na Terra

O asteroide 2026 FM3 mede entre 4 e 8 metros de diâmetro, sendo classificado como pequeno em termos espaciais. Para comparação, especialistas consideram perigosos apenas objetos com mais de 140 metros.

Por isso, a NASA não inclui esse tipo de rocha na lista de ameaças à Terra. Mesmo em um cenário hipotético de impacto, a atmosfera terrestre funcionaria como um escudo natural.

Assim, o mais provável seria a queima completa do objeto antes de atingir o solo. Esse fenômeno costuma gerar o que conhecemos como “estrelas cadentes”.

Imagem: NASA JPL, NASA/STScI/J. DePasquale/A. Pagan

Estudos mostram que o asteroide 2026 FM3 segue uma órbita quase circular ao redor do Sol. Durante esse percurso, ele cruza a órbita da Terra duas vezes por ano.

O ciclo completo desse movimento dura aproximadamente 354 dias. Isso significa que o objeto já realizou diversas passagens próximas ao planeta ao longo das décadas.

A maior aproximação registrada ocorreu em 1965, quando o asteroide chegou a pouco mais de 49 mil quilômetros da Terra, uma distância considerada pequena no espaço.

Monitoramento de asteroides pela NASA cresce a cada ano

Atualmente, a NASA acompanha mais de 41 mil objetos próximos da Terra, conhecidos como NEOs (Near-Earth Objects). Esses corpos incluem asteroides e cometas que passam relativamente perto do planeta.

Com o avanço da tecnologia, esse número tende a crescer. Novos telescópios, como os instalados recentemente no Chile, estão ampliando a capacidade de detecção de objetos no Sistema Solar.

Além disso, sistemas modernos permitem calcular com precisão a trajetória de cada asteroide, garantindo maior segurança e previsibilidade.

A passagem do asteroide 2026 FM3 destaca a relevância da observação contínua do espaço. Cada aproximação oferece dados importantes para entender o comportamento desses objetos.

Segundo a NASA, não há previsão de impacto de grandes asteroides na Terra nos próximos 100 anos. Ainda assim, os estudos continuam para prevenir possíveis riscos futuros.

Além disso, agências espaciais realizam simulações e desenvolvem tecnologias para desviar objetos perigosos, caso necessário.

A trajetória do asteroide 2026 FM3 (em branco) interceptando a órbita da Terra (em azul claro). Fonte: SSD/JPL/NASA.

Terra segue segura apesar da aproximação de asteroide

Mesmo com o aumento no número de descobertas, especialistas reforçam que não há motivo para preocupação. A grande maioria dos asteroides monitorados não apresenta risco real.

No caso do asteroide 2026 FM3, sua pequena dimensão e trajetória já conhecida garantem total segurança para a Terra.

Portanto, eventos como esse devem ser vistos como oportunidades científicas. Eles ajudam a ampliar o conhecimento sobre o universo e a fortalecer estratégias de defesa planetária conduzidas pela NASA.

Fonte: Olhar Digital

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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