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Restos mortais antigos achados a 200 metros em câmara de cenote são retirados do mar e revelam esqueleto humano em abrigo ou espaço ritual de 8.000 a 10.000 anos atrás

Publicado em 30/03/2026 às 19:56
Atualizado em 30/03/2026 às 19:58
Restos mortais, fundo do mar
Imagem: INAH
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Restos mortais achados a 200 metros de profundidade em cenote de Yucatán seguem para análise, após recuperação de cerca de 40% do esqueleto

Restos mortais achados em uma câmara de cenote na Península de Yucatán foram levados à Cidade do México para estudo forense e antropológico, em uma etapa considerada importante para ampliar a compreensão sobre os primeiros habitantes do país.

Transferência

Os restos mortais foram transferidos para o Grupo de Bioarqueologia da Diretoria de Salvamento Arqueológico do INAH.

Na Cidade do México, especialistas farão um estudo forense e antropológcio sobre o material recuperado.

Claudia Curiel de Icaza, secretária de Cultura do Governo Mexicano, afirmou que a transferência e o estudo representam um passo importante para compreender os primeiros habitantes do país.

Partes encontradas

Arturo Talavera González estima que cerca de 40% do esqueleto foi recuperado, incluindo partes do crânio, costelas e vértebras, as clavículas, a escápula direita, fragmentos do quadril e ossos longos dos membros.

Perfil

As observações preliminares se baseiam no ângulo do processo mastoide e no espessamento do osso frontal acima das órbitas oculares.

Com isso, o antropólogo determinou que o indivíduo era do sexo masculino.

Com base nos ossos longos, ele estimou altura entre 1,45 e 1,50 metros. A morte teria ocorrido entre 20 e 25 anos de idade.

Cenote

O esqueleto foi encontrado no fundo de uma câmara de cenote, a cerca de 200 metros de profundidade no sistema de cavernas. Depósitos de carvão vegetal ao redor indicam atividade humana no local.

Contexto antigo

Os vestígios sugerem que a área pode ter funcionado como abrigo ou espaço ritual entre 8.000 e 10.000 anos atrás, quando o ambiente era uma caverna seca e o nível do mar era muito baixo.

Nesse período, a Península de Yucatán era uma pradaria com arbustos, gramíneas, poucas árvores e megafauna.

Segundo González, havia lareiras e, provavlemente, a câmara foi usada como cripta funerária, demonstrando crenças e ritos funerários.

Com informações de Heritagedaily.

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Romário Pereira de Carvalho

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