Com o avanço de um ciclone extratropical sobre Santa Catarina, Defesa Civil emite alertas laranja e vermelho, governo suspende aulas da rede estadual em todas as regiões e prefeituras cancelam atividades locais por risco de enchentes enxurradas alagamentos e deslizamentos e orienta população a evitar deslocamentos desnecessários nesta terça feira
Um ciclone extratropical que se desloca lentamente sobre Santa Catarina levou o governo estadual a suspender as aulas da rede estadual em todas as regiões do estado. A decisão foi tomada após sucessivos alertas da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil e das Defesas Civis municipais para chuva volumosa, persistente e de grande abrangência, com risco direto de alagamentos, enxurradas e deslizamentos.
Ao longo da segunda feira, o sistema já provocou impactos principalmente no Oeste e Meio Oeste, com avanço previsto para as demais áreas, em especial o litoral na madrugada e manhã de terça feira, 9 de dezembro. Com grande parte do território catarinense em nível de atenção laranja e a faixa litorânea sob alerta vermelho, o governo estadual optou por priorizar a segurança de estudantes, profissionais de educação e servidores administrativos da rede.
Ciclone extratropical em SC e significado do alerta vermelho
De acordo com a Defesa Civil estadual, os alertas emitidos para o ciclone seguem uma escala de três níveis de risco, nas cores amarelo, laranja e vermelho.
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No episódio atual, o destaque vai para os níveis laranja, que indicam atenção, e vermelho, que representam situação de risco intenso, especialmente nas áreas litorâneas na terça feira.
O meteorologista Caio Guerra, da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, reforçou que nem todo ciclone tem o mesmo comportamento.
Alguns sistemas se destacam pelos ventos fortes e granizo, enquanto o cenário atual é de um ciclone que se desloca de forma mais lenta, trazendo chuva volumosa, abrangente e persistente em curto período de tempo.
É justamente essa característica que eleva o risco de alagamentos e enxurradas em diferentes cidades catarinenses.
Segundo o técnico, o ápice dos impactos do ciclone deve ocorrer entre a madrugada e a manhã de terça feira nas regiões litorâneas, com acumulados de chuva capazes de provocar enxurradas rápidas e enchentes pontuais.
Nessas condições, a preocupação maior está em áreas urbanas com drenagem limitada e em encostas sujeitas a encharcamento do solo e deslizamentos.
Rede estadual suspende aulas em todas as regiões de Santa Catarina
Diante do quadro descrito pela Defesa Civil, a Secretaria de Estado da Educação emitiu comunicado suspendendo as atividades da rede estadual em duas etapas.
Na noite de segunda feira, a suspensão foi direcionada inicialmente às regiões em alerta laranja, como Oeste, Meio Oeste, Planalto Norte e Serra.
Para esta terça feira, 9 de dezembro, a medida foi ampliada e as aulas da rede estadual foram suspensas em todas as regiões de Santa Catarina, já que praticamente todo o estado aparece em condição de risco laranja e o litoral, em risco vermelho.
A decisão vale para estudantes, professores, equipes pedagógicas e demais servidores das unidades escolares estaduais.
Ao mesmo tempo, diversas prefeituras catarinenses divulgaram decretos e comunicados próprios suspendendo as aulas da rede municipal em períodos matutino e vespertino.
Municípios como Chapecó, São José, Florianópolis, Balneário Camburu, Itapema, Timbó, Tijucas, Timbé do Sul, Lauro Miller, Joinville, Tubarão, Xanxerê e Indaial anunciaram a paralisação das atividades, com foco na proteção da comunidade escolar.
Riscos de enchentes, enxurradas e deslizamentos associados ao ciclone
A Defesa Civil enfatiza que o risco principal ligado a este ciclone extratropical está na chuva intensa em curto intervalo, que aumenta a chance de alagamentos em vias urbanas, transbordamento rápido de cursos d água menores e enxurradas em áreas inclinadas.
A combinação de chuva volumosa e drenagem insuficiente torna mais provável o bloqueio de ruas, danos a estruturas e interrupções de tráfego.
Nas regiões de encosta, a preocupação se volta para o encharcamento do solo, que eleva a possibilidade de deslizamentos.
Sinais como rachaduras novas em paredes, portas e janelas que deixam de fechar adequadamente, inclinação de postes, muros ou árvores e barulhos incomuns na encosta são considerados alertas importantes para saída imediata de imóveis em área de risco.
Os órgãos responsáveis orientam que, diante de qualquer indício de instabilidade, a população busque abrigo seguro fora da área de encosta e acione a Defesa Civil municipal.
A recomendação é evitar permanecer em imóveis sujeitos à movimentação de terra durante o período de maior impacto do ciclone.
Orientações da Defesa Civil à população durante o ciclone
Para regiões com risco de alagamento, a Defesa Civil destaca que não se deve entrar em contato com áreas alagadas, seja a pé, seja com veículos.
A força da água, ainda que pareça pequena, pode arrastar pessoas e carros, provocar quedas, danificar estruturas e expor a população a buracos ocultos ou fios de energia.
As orientações principais incluem não dirigir por ruas alagadas, não tentar atravessar pontes ou pontilhões submersos e redobrar a atenção com crianças e idosos.
Em localidades onde o ciclone provocar chuva mais volumosa, o ideal é evitar deslocamentos desnecessários durante os períodos de pico e acompanhar constantemente os alertas oficiais da Defesa Civil estadual e municipal.
Em comunidades já mapeadas como áreas de risco, a recomendação é que moradores mantenham atenção contínua ao comportamento do terreno e às condições estruturais das residências.
Diante de qualquer sinal de risco, a prioridade é sair do imóvel e procurar ajuda junto à Defesa Civil municipal ou aos canais de emergência disponíveis.
Com aulas suspensas em toda a rede estadual por causa do ciclone e risco de enchentes, você acha que a decisão de antecipar a prevenção foi correta ou as escolas deveriam manter parte das atividades presenciais mesmo sob alerta vermelho?

