No centenário da Ponte Hercílio Luz, Rafael Bridi planeja atravessar mais de 1,2 km em highline urbano entre Continente e Ilha, suspenso a 85 metros, em tentativa de recorde mundial no Guinness que coloca Florianópolis no centro de uma celebração esportiva, turística e histórica durante evento oficial da cidade catarinense.
A Ponte Hercílio Luz pode ganhar um novo capítulo simbólico em seu centenário com uma travessia que promete chamar a atenção de Florianópolis. O atleta Rafael Bridi tentará caminhar suspenso sobre a Baía Sul, em uma fita estreita instalada entre o Continente e a Ilha.
Segundo o portal nd+, a tentativa está prevista para o sábado, 16 de maio, e deve transformar o céu da capital catarinense em palco de um desafio de highline urbano. Se completar o percurso planejado, Bridi poderá colocar a travessia no Guinness Book como um novo recorde mundial da modalidade.
Travessia vai ligar Continente e Ilha pelo alto

A travessia prevista terá aproximadamente 1.232 metros de extensão, ligando edifícios entre o Continente e a Ilha. O percurso será feito a cerca de 85 metros acima do nível do mar, com a Ponte Hercílio Luz e a Ponte Colombo Salles compondo o cenário ao fundo.
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A imagem promete ser incomum até para uma cidade acostumada a paisagens marcantes. Em vez de barcos cruzando a baía ou carros passando pelas pontes, o público poderá ver um atleta caminhando lentamente sobre uma fita de poucos centímetros de largura.
A tentativa oficial está programada para começar às 8h, no sentido Continente-Ilha. A previsão é que o desafio dure cerca de uma hora e meia, dependendo das condições da travessia, do ritmo do atleta e dos protocolos definidos para a operação.
O feito não será apenas uma apresentação esportiva. Ele integra a programação comemorativa dos 100 anos da Ponte Hercílio Luz, principal cartão-postal de Florianópolis e uma das estruturas mais reconhecidas de Santa Catarina.
Rafael Bridi tenta superar recorde mundial de highline urbano

Rafael Bridi tentará superar o atual recorde mundial de highline urbano, conquistado em 2024 pelo estoniano Jaan Roose. Na ocasião, o atleta percorreu 1.070 metros sobre o estreito de Bósforo, em Istambul, na Turquia.
O percurso planejado em Florianópolis supera essa marca em 158 metros. Se concluir a travessia, Bridi poderá entrar pela quarta vez no Guinness Book, reforçando sua posição entre os principais nomes do highline no mundo.
Natural de Florianópolis, o atleta já construiu uma trajetória marcada por desafios em grandes alturas. Entre seus feitos registrados estão travessias em cenários extremos, como um vulcão ativo em Vanuatu, uma linha entre balões na Serra Catarinense e uma caminhada sobre o Salto Angel, na Venezuela.
Bridi pratica a modalidade desde 2013 e já realizou mais de 600 travessias em diferentes países. Sua carreira combina esporte, turismo, performance visual e desafios de alto impacto, sempre com forte apelo para imagens que chamam atenção dentro e fora do Brasil.
Ponte Hercílio Luz já foi cenário de outro momento histórico
A relação entre Rafael Bridi e a Ponte Hercílio Luz não começa agora. Em 2020, durante a reinauguração da ponte após décadas fechada, o atleta realizou uma travessia de cerca de 340 metros entre as torres da estrutura, suspenso sobre o mar.
Agora, o desafio é maior em distância e simbolismo. Voltar ao entorno da Ponte Hercílio Luz justamente no centenário transforma a tentativa em um gesto esportivo e afetivo para Florianópolis.
A ponte, conhecida como “Dama de Ferro”, carrega forte valor histórico, arquitetônico e emocional para os moradores. Inaugurada há 100 anos, ela atravessou períodos de fechamento, restauração, expectativa pública e retorno ao cotidiano da cidade.
Por isso, a tentativa de recorde não envolve apenas a marca esportiva. Ela se conecta à memória coletiva de Florianópolis, ao turismo local e à forma como a cidade celebra uma de suas estruturas mais emblemáticas.
Desafio exige preparo físico, foco e segurança
O highline é uma modalidade que exige equilíbrio, controle emocional, preparo físico e atenção constante. Em uma travessia longa, o atleta precisa administrar vento, altura, oscilação da fita, fadiga e concentração durante todo o percurso.
Cada passo depende de precisão. Ao contrário de uma caminhada comum, o atleta se desloca sobre uma linha estreita e instável, onde pequenos movimentos do corpo influenciam diretamente o equilíbrio.
Em desafios desse tipo, a segurança é parte central da operação. A travessia envolve planejamento técnico, escolha dos pontos de ancoragem, avaliação estrutural, equipamentos adequados e acompanhamento especializado para reduzir riscos.
O público tende a enxergar principalmente o espetáculo visual, mas por trás da cena há uma preparação extensa. A fita, os sistemas de fixação, os protocolos de apoio e a logística precisam funcionar antes que o atleta dê o primeiro passo.
Centenário da ponte reúne esporte, cultura e programação pública
A tentativa de Rafael Bridi faz parte das comemorações dos 100 anos da Ponte Hercílio Luz, celebradas ao longo do mês de maio em Florianópolis. A programação inclui atividades culturais, esportivas, musicais e eventos especiais ligados à história da estrutura.
Entre os destaques estão exposições, apresentações artísticas, shows, ações culturais e atividades no entorno da ponte. O objetivo é transformar o centenário em uma celebração ampla, envolvendo moradores, turistas e diferentes espaços da cidade.
A travessia de highline entra nesse contexto como um dos momentos de maior impacto visual. Ela une esporte extremo, paisagem urbana e patrimônio histórico em uma única cena, com potencial de repercussão nacional e internacional.
Para Florianópolis, o desafio também pode reforçar a imagem da cidade como palco de eventos esportivos e turísticos. A presença da Ponte Hercílio Luz no centro da narrativa amplia ainda mais o valor simbólico da tentativa.
Um recorde que pode marcar o céu de Florianópolis
A tentativa de Rafael Bridi coloca a Ponte Hercílio Luz em uma posição diferente dentro das comemorações do centenário. Em vez de ser apenas cenário histórico, a estrutura passa a compor uma imagem de risco calculado, esporte extremo e celebração pública.
Se a travessia for concluída, Florianópolis poderá associar o aniversário de sua ponte mais famosa a um recorde mundial no Guinness. Mesmo antes do resultado, o desafio já chama atenção por transformar a relação entre cidade, paisagem e esporte.
A cena deve ficar na memória de quem acompanhar a caminhada suspensa sobre a Baía Sul. Para alguns, será uma homenagem ousada à cidade. Para outros, um teste extremo que mistura coragem, técnica e exposição.
Você acha que uma travessia desse porte valoriza o centenário da Ponte Hercílio Luz ou considera o desafio arriscado demais para uma celebração pública? Deixe sua opinião nos comentários.

