A compra fora do mercado da Halcyon House, em Georgetown, supera o recorde anterior de US$ 25 milhões, reposiciona o topo do mercado residencial de Washington e reforça o peso histórico dos imóveis de alto padrão
A mansão mais histórica de Washington, D.C., bateu um recorde imobiliário ao ser comprada por US$ 28 milhões pelo investidor bilionário Josh Harris, proprietário do Washington Commanders, tornando-se a casa mais cara já vendida na capital dos Estados Unidos, em uma negociação fora do mercado tradicional.
Negociação recorde redefine mercado residencial da capital
A compra foi revelada pelo Wall Street Journal e superou o recorde anterior da cidade, estabelecido em 2024, quando Bret Baier vendeu sua residência inspirada em um castelo por US$ 25 milhões.
A transação consolida a Halcyon House como a maior venda residencial já registrada em Washington, D.C., ampliando a diferença histórica entre propriedades de alto padrão negociadas na capital federal.
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Localizada em Georgetown, área tradicionalmente associada a imóveis de luxo e relevância política, a mansão se destaca não apenas pelo valor, mas pela trajetória institucional.
A amnsão é uma construção de 1787 ligada ao início do governo americano
A Halcyon House foi construída em 1787 para Benjamin Stoddert, primeiro Secretário da Marinha dos Estados Unidos, e mantém características do estilo federal.
Ao longo dos anos, a residência passou por reformas estimadas em US$ 12 milhões, com foco na recuperação de elementos do século XIX, incluindo a fachada de tijolos aparentes.
A propriedade está listada no Registro Nacional de Lugares Históricos e ocupa um terreno de meio acre com vista direta para o Rio Potomac.
Com 2.787 metros quadrados, o imóvel possui 12 quartos, 22 banheiros, piscina e jardins assinados por Pierre L’Enfant, responsável pelo traçado urbano de Washington.
Moradores ilustres e uso institucional recente
A mansão já abrigou figuras como Albert Clemens, sobrinho de Mark Twain, e o arquiteto Edmund Dreyfuss, que posteriormente deixou o imóvel ao filho John Dreyfuss.
Em 2011, a filantropa Sachiko Kunō adquiriu a casa por 11 milhões de dólares, transformando-a na sede da Halcyon.
A organização sem fins lucrativos atua no financiamento de startups voltadas à tecnologia climática, saúde e equidade, utilizando a mansão como espaço institucional.

Planos da nova família proprietária da mansão
Josh Harris e sua esposa, Marjorie Harris, pretendem converter o edifício de 239 anos em uma residência unifamiliar, mantendo sua relevância histórica.
O investidor já realizou operação semelhante em 2017, ao comprar a Mansão Dommerich, em Nova York, por US$ 52 milhões, revertendo seu uso institucional.
Atualmente, a residência principal do casal permanece em Miami, Flórida, onde registros indicam a posse de uma casa no bairro de North Bay Road, reforçando um portfólio imobiliário de alto valor e perfil discreto, apesar do impacto simbólico dessa aquisição histórica.
Com informações de Architecturaldigest.

