O projeto CASA PET, da FATEC de Presidente Prudente, venceu o Prêmio Instituto 3M de 2013 e ergueu, em outubro daquele ano, uma casa de 24m² com garrafas PET preenchidas com areia e solo cimento. Custou R$ 15 mil. A promessa de cômodos 20% mais frescos, porém, ainda dependia de medições de temperatura.
Quatro mil garrafas PET se transformaram em uma casa de verdade no interior de São Paulo, prova de que dá para erguer um lar do chão ao teto com plástico reciclado. Segundo o material de divulgação do portal Ciclovivo, dez estudantes da FATEC de Presidente Prudente levantaram a chamada CASA PET gastando 30% menos do que uma obra equivalente de tijolos. O projeto venceu a quinta edição do Prêmio Instituto 3M para Estudantes Universitários, em 2013.
De acordo com o projeto, a construção de 24m², com direito a sacada, foi erguida no campus da FATEC a partir de outubro de 2013. No lugar dos tijolos, a equipe usou 4 mil garrafas PET preenchidas com areia lavada e solo cimento, uma mistura de terra com 10% de cimento, da fundação ao teto. As colunas de sustentação e a estrutura, porém, seguem o padrão de uma casa de alvenaria.
Como quatro mil garrafas PET viraram uma casa de verdade

A ideia da casa de garrafas PET nasceu em 2012 e ganhou força no ano seguinte. Segundo o material, o grupo de dez alunos da FATEC de Presidente Prudente, acompanhado por três professores, se inscreveu e venceu em 2013 a quinta edição do concurso do Instituto 3M com o projeto CASA PET. Com a vitória, a equipe recebeu R$ 30 mil para tirar a proposta do papel em até um ano, algo que a estudante Adriana Roberta Mendonça classificou como “um desafio ainda maior”.
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imagem: Divulgação/3M
A técnica substituiu o tijolo por garrafa do começo ao fim da obra. De acordo com o projeto, as 4 mil garrafas PET foram preenchidas com areia lavada e solo cimento e usadas desde as fundações até o teto, enquanto a estrutura e as colunas de sustentação seguiram o modelo da alvenaria. Para a professora Camila Pires Cremasco Gabriel, da UNESP de Tupã, uma das coordenadoras, “da maneira como foi feita, a obra fica tão resistente quanto as casas comuns”.
A economia que tornou a casa de garrafas PET mais barata

imagem: Divulgação/3M
Além da reciclagem das embalagens, a grande vantagem apontada foi a economia. Segundo o material, enquanto uma obra de alvenaria das mesmas medidas, erguida com tijolos, consome 10 sacos de cimento, a CASA PET precisou de apenas quatro. Somando mão de obra, material e acabamento, com pintura e instalações elétrica e hidráulica, o custo ficou em R$ 15 mil, ou seja, 30% menos do que sairia o mesmo projeto com materiais tradicionais.
Para a coordenação, o ganho vai além do bolso. De acordo com o projeto, a professora Camila avalia que a CASA PET tem importância por mostrar que uma construção ecologicamente correta feita de garrafas PET é uma alternativa econômica viável, que poderia ser usada por pessoas de baixa renda. É, porém, uma aposta a ser confirmada em escala, já que o trabalho foi uma experiência acadêmica premiada.
Paredes mais grossas e a promessa de cômodos mais frescos
Outra vantagem prometida pela casa de garrafas PET é o conforto térmico. Segundo o material, a estimativa era de que os cômodos que trocam tijolos por garrafas PET ficassem 20% mais frescos. O motivo seria a espessura das paredes, de 35 cm de largura, contra os cerca de 13 cm de uma parede convencional.
Esse número, no entanto, ainda precisava ser comprovado. De acordo com o projeto, com a obra concluída e entregue, os estudantes começaram a fase de medições de temperatura dentro da residência justamente para testar essa tese, trabalho que estava previsto para ser concluído no segundo semestre de 2015. Ou seja, na época, o ganho térmico era uma expectativa promissora, e não um resultado já medido.
Um projeto premiado e o que ele ainda precisava mostrar
A CASA PET não foi a única ideia impulsionada pelo Prêmio Instituto 3M. Segundo o material, a iniciativa já tinha ajudado a tirar do papel vários projetos, como o Projeto Bambu, desenvolvido por alunos da UNESP de Bauru, voltado a capacitar agricultores da cadeia do bambu a gerar renda com artesanato. A premiação de estudantes universitários funcionava como um empurrão para colocar essas propostas em prática.
Ainda assim, vale separar o feito da promessa. A CASA PET foi uma casa demonstrativa de 24m², erguida no campus e premiada, com números atraentes de economia e sustentabilidade, mas a vantagem térmica dependia das medições e a transformação em moradia popular de fato seguia como objetivo. Encher 4 mil garrafas PET com areia e solo cimento dá trabalho, e a obra ainda se apoia em colunas de sustentação convencionais.
A história da CASA PET mostra como dez estudantes da FATEC de Presidente Prudente transformaram 4 mil garrafas PET em uma casa de verdade, 30% mais barata que uma obra de tijolos. Mais do que o prêmio do Instituto 3M conquistado em 2013, o projeto colocou em discussão o uso de plástico reciclado na construção e a chance de baratear a moradia. O ganho de conforto térmico ainda dependia das medições em andamento na época, e levar a ideia da casa demonstrativa para o mundo real seguia como o próximo passo.
E você, moraria em uma casa feita de garrafas PET para economizar e reaproveitar o plástico? Comente o que achou desse projeto dos estudantes da FATEC e troque ideias com outros leitores sobre construção sustentável e moradia mais barata.

Eu moraria sim e até tenho um terreno se alguém quiser me ajudar eu preciso de um lugar pra morar e ajudo vou ajuntando as garrafas e no que eu puder fazer
Fantástico,gostaria de saber o resultado hoje,se ela continua tudo certo.
Desde 2013 e ainda não conseguiram concluir o conforto térmico da casa? Foi isso q entendi??