Especialistas em consumo residencial explicam que o custo de usar a airfryer por meia hora varia entre R$0,50 e R$0,75, dependendo da potência do modelo e da tarifa aplicada na região, valor que parece baixo mas pode ultrapassar R$20 mensais com uso diário regular.
A popularidade da airfryer nas cozinhas brasileiras trouxe junto uma dúvida crescente entre os consumidores: quanto esse eletrodoméstico custa para funcionar e qual é o impacto real do uso frequente na conta de luz ao final de cada mês, especialmente em um cenário de tarifas de energia elétrica em constante elevação.
De acordo com eletricistas especializados em consumo residencial, o cálculo do custo por uso depende principalmente da potência do modelo escolhido, que geralmente varia entre 1.200 e 2.000 watts conforme a capacidade interna, a marca e o conjunto de funções disponíveis no aparelho.
Considerando um modelo médio de 1.500 watts em uso por 30 minutos, o consumo é de 0,75 kWh — resultado da multiplicação da potência em watts pelo tempo de uso em horas, dividido por mil, fórmula básica para calcular o consumo energético de qualquer eletrodoméstico em casa.
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Com base na tarifa média de energia no Brasil, que pode variar entre R$0,70 e R$1,00 por kWh conforme a distribuidora, a bandeira tarifária vigente e a localização do imóvel, o custo de cada sessão de 30 minutos fica entre R$0,50 e R$0,75 para esse modelo de potência média.
Em meses com bandeira vermelha 2, a tarifa pode ser significativamente superior ao valor cobrado em períodos de bandeira verde, o que eleva proporcionalmente o custo por sessão e reforça a importância de acompanhar o quadro tarifário vigente ao planejar o uso dos eletrodomésticos de maior consumo elétrico.
Esse valor por uso parece baixo isoladamente, mas a conta se transforma com o hábito diário: em 30 dias de uso, o gasto mensal pode ultrapassar R$20, quantia que representa uma parcela real da fatura, especialmente em famílias com múltiplos eletrodomésticos de média e alta potência em operação regular.
Como calcular o custo do seu modelo

A fórmula para determinar o consumo de qualquer eletrodoméstico é direta: basta multiplicar a potência do aparelho em watts pelo tempo de uso em horas e dividir o resultado por mil, o que fornece o consumo em kWh, que então é multiplicado pela tarifa cobrada pela distribuidora da região.
Um modelo mais potente, de 2.000 watts, consumirá 1 kWh em 30 minutos de uso, com custo entre R$0,70 e R$1,00 por sessão, enquanto um modelo de 1.200 watts chegará a apenas 0,6 kWh no mesmo período, com custo entre R$0,42 e R$0,60 dependendo da tarifa local.
Esse cálculo simples permite que o consumidor compare modelos antes da compra e avalie o custo real de operação ao longo do tempo, informação que nem sempre aparece em destaque nas embalagens dos aparelhos, mas que tem impacto concreto no orçamento doméstico de longo prazo.
Airfryer versus forno elétrico convencional
Quando comparada ao forno elétrico convencional, a airfryer apresenta vantagem de eficiência na maior parte dos usos cotidianos: aquece mais rapidamente e reduz o tempo total de preparo, o que compensa parcialmente a potência elevada e resulta em menor consumo de energia por receita preparada.
Um forno elétrico de 1.800 watts ligado por uma hora consome 1,8 kWh, enquanto uma airfryer de 1.500 watts que prepara o mesmo prato em 25 minutos consome apenas 0,625 kWh, uma diferença que se acumula de forma significativa ao longo de semanas de uso diário na cozinha.
O micro-ondas, por sua vez, geralmente opera entre 700 e 1.200 watts, mas é utilizado por períodos muito mais curtos, o que resulta em consumo por operação muito menor, ainda que sirva a propósitos diferentes e não substitua as funções de assar e grelhar que a airfryer realiza com eficiência.
Boas práticas para reduzir o consumo
Especialistas recomendam evitar pré-aquecimentos prolongados, já que a maioria dos modelos modernos atinge a temperatura de operação em poucos minutos e o tempo excedente representa consumo de energia elétrica sem contribuição real para a qualidade do preparo dos alimentos na cesta do aparelho.
Aproveitar bem a capacidade interna da cesta a cada uso contribui diretamente para a eficiência: preparar a maior quantidade possível de alimentos em cada sessão reduz o número de ciclos de aquecimento necessários e diminui o consumo total de energia ao longo do mês de forma proporcional.
Desligar o aparelho da tomada após o uso é uma prática recomendada pelos técnicos, pois alguns modelos mantêm consumo residual em modo de espera, que, somado ao de outros eletrodomésticos ao longo do mês, pode adicionar quilowatts-hora desnecessários à conta de luz do período.
Comparar a potência dos modelos antes da compra é uma decisão relevante para quem quer controlar o gasto com energia: aparelhos com potência ajustável entregam mais flexibilidade para adequar o consumo ao tipo específico de preparo realizado em cada uso, sem comprometer o resultado culinário final.
Entender o custo real de cada eletrodoméstico é um passo concreto para consumir de forma mais consciente e tomar decisões de compra alinhadas ao orçamento familiar, sem abrir mão da praticidade que eletrodomésticos como a airfryer oferecem no cotidiano cada vez mais acelerado das cozinhas brasileiras.
