Início Projeto de inovação milionário promete tornar o Brasil um produtor de folhas de alumínio para baterias de íons-lítio e aumentar a independência brasileira sobre esse produto

Projeto de inovação milionário promete tornar o Brasil um produtor de folhas de alumínio para baterias de íons-lítio e aumentar a independência brasileira sobre esse produto

15 de maio de 2022 às 19:05
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Produção de baterias de íons-lítio totalmente nacional vai trazer inovação e colocação no mercado mundial | Fonte: Canva Pro

Projeto do Senai Paraná em parceria com a Companhia Brasileira de Alumínio vai trazer inovação na produção de baterias de íon-lítio no Brasil

Mais uma vitória da ciência no Brasil! Pesquisadores do Senai Paraná fizeram uma parceria com a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e conseguiram desenvolver baterias íons-lítio 100% fabricadas com alumínio nacional. É a primeira vez que conseguimos esse feito no país e isso promete trazer maior inovação e independência na produção desse artigo.

Esse tipo de bateria é usado em diversos equipamentos e aparelhos eletrônicos como notebooks, tablets, smartphones e até veículos movidos a eletricidade e um dos seus principais componentes é a folha de alumínio. A inovação desse estudo, vai tornar o Brasil um dos produtores desse tipo de bateria a nível mundial e também aumentar a independência no território nacional.

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Mas afinal, para que serve essa folha de alumínio nas baterias íons-lítio? Ele é usado como um tipo de coletor de corrente colocado no eletrodo positivo da bateria e consegue contribuir para a estabilidade, aumentando a vida útil. Todavia, os componentes devem ser de alta qualidade, inclusive o alumínio que faz um dos papéis mais importantes no funcionamento das baterias. Com o alumínio fornecido pela CBA, a qualidade é garantida e resulta em alta eficiência energética da bateria produzida.

Com o uso de matéria-prima 100% nacional, as baterias produzidas no Brasil podem ganhar destaque no cenário internacional e aumentar os lucros, uma vez que a cadeia de fornecimento proporciona menores custos para produção. Esse projeto traz inovação e maior visibilidade do Brasil no cenário internacional de baterias íons-lítio.

Conheça um pouco mais sobre as baterias íon-lítio produzidas totalmente em território nacional pelos pesquisadores do Senai Paraná no vídeo abaixo

A produção das baterias íon-lítio com matéria-prima totalmente nacional vai trazer mais independência para o Brasil | Fonte: Canal da Indústria

Aporte milionário para o projeto garante inovação e melhor colocação do Brasil no mercado mundial de baterias íons-lítio

Como as baterias íons-lítio fazem parte de diversos eletrônicos e de veículos elétricos, o mercado está mais crescente do que nunca. Nesse sentido, os veículos elétricos são os que mais demandam esse artigo, sendo responsáveis por uma fatia grande da produção mundial. Isso tudo é resultado da crescente preocupação mundial com o meio ambiente, o clima, aquecimento global e os impactos causados pelo uso de combustíveis fósseis.

O projeto de inovação, cadastrado na Aliança Industrial da Plataforma Inovação para a Indústria do Senai nacional, recebeu um aporte de R$1,2 milhões e seus resultados já são notórios e comprometidos com objetivos sustentáveis.

A inovação dessa nova descoberta, coloca o Brasil em novos patamares internacionais, uma vez que demonstra um grande domínio de conhecimento científico e tecnológico. Dessa forma, a CBA poderá fornecer suas folhas de alumínio para produção nacional e internacional de baterias íons-lítio com as devidas especificações exigidas, disputando com outras companhias do setor. Isso traz uma diversificação de produtos comercializados, o que expande o público-alvo da empresa nacional.

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A pesquisa do Senai Paraná em parceria com a CBA vai revolucionar a produção de baterias no Brasil | Fonte: Senai Paraná

As baterias de íons-lítio são sustentáveis, produzidas com folhas de alumínio e a grande promessa do futuro

Os primeiros estudos para desenvolvimento de baterias íons-lítio são de 1912, pelo físico Gilbert Newton Lewis. Mas, apenas em 1979, John Goodenough, professor da Universidade de Oxford, conseguiu descobrir que o lítio poderia compor baterias recarregáveis capazes de armazenar energia em grandes quantidades e por longos períodos de tempo. Então, ele e outros colegas pesquisadores criaram a bateria de íond-lítio e ganharam o Prêmio Nobel de Química em 2019 por esse feito.

A partir de então, as baterias passaram a ser fabricadas e incorporaram folhas de alumínio, se tornando um meio sustentável para fornecer energia a eletrônicos e carros elétricos da nova geração. Dessa forma, se tornaram a grande promessa do futuro para mover os carros e tornar-se a fonte majoritária de energia para locomoção.

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