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Produção de medicamentos no Brasil avança com acordo Brasil China na saúde e foco no SUS

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 18/12/2025 às 07:36
Acordo Brasil China na saúde fortalece a indústria farmacêutica nacional, amplia a produção de medicamentos no Brasil e reduz custos do SUS.
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Acordo Brasil China na saúde fortalece a indústria farmacêutica nacional, amplia a produção de medicamentos no Brasil e reduz custos do SUS.

O acordo Brasil China saúde, firmado em outubro, marca um avanço estratégico para o país ao estabelecer a produção de medicamentos no Brasil, com foco em tratamentos de alto impacto e na ampliação do acesso da população a terapias essenciais pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa envolve cooperação internacional, transferência de tecnologia farmacêutica e fortalecimento da indústria farmacêutica nacional, com destaque para a fabricação da insulina glargina SUS, utilizada no tratamento do diabetes tipos 1 e 2.

O entendimento foi assinado no dia 14 de outubro, durante missão oficial brasileira à China liderada pelo então ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O acordo reúne a biofarmacêutica chinesa Gan & Lee Pharmaceuticals, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a empresa brasileira Biomm.

O objetivo central é reduzir a dependência externa do Brasil, ampliar a capacidade produtiva nacional e garantir maior segurança no abastecimento de medicamentos estratégicos.

Produção de medicamentos no Brasil como prioridade estratégica

A produção de medicamentos no Brasil está no centro do acordo firmado entre os dois países.

A parceria prevê a fabricação conjunta de fármacos destinados ao tratamento de doenças como câncer, diabetes, obesidade e enfermidades autoimunes, consideradas de alto impacto para o sistema público de saúde.

Entre os principais resultados anunciados, está a produção nacional da insulina glargina SUS, medicamento de ação prolongada essencial para milhões de brasileiros.

A meta inicial apresentada pelo governo federal prevê a fabricação de 20 milhões de frascos, destinados exclusivamente ao atendimento da rede pública.

Insulina glargina SUS e etapas da produção nacional

Na fase inicial do projeto, o plano estabeleceu que o envase e a rotulagem da insulina glargina SUS seriam realizados em território brasileiro, enquanto o insumo farmacêutico ativo seria importado da China.

Essa etapa intermediária permitiria acelerar o início da produção local, garantindo agilidade no atendimento à demanda do SUS.

Em uma segunda fase, considerada estratégica, a proposta prevê a nacionalização completa da produção.

Transferência de tecnologia farmacêutica e autonomia produtiva

A transferência de tecnologia farmacêutica é um dos pilares centrais do acordo Brasil China saúde.

O memorando de entendimento firmado entre a Fiocruz e a Gan & Lee estabelece cooperação científica e tecnológica, permitindo que o Brasil domine etapas críticas do processo produtivo.

Ademais, Essa transferência é considerada estratégica pelo Ministério da Saúde, especialmente para reduzir a dependência brasileira de insulinas importadas e fortalecer a cadeia produtiva nacional de insumos estratégicos.

À época, a vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Priscila Ferraz, destacou a relevância da iniciativa para o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis).

Assim, ao internalizar tecnologia e conhecimento, o país avança rumo à soberania sanitária e amplia sua capacidade de resposta diante de crises globais de abastecimento.

Indústria farmacêutica nacional ganha protagonismo

O acordo também representa um impulso direto à indústria farmacêutica nacional, ao integrar empresas brasileiras a um ecossistema internacional de inovação.

A parceria estimula investimentos em biotecnologia, produção química, logística especializada e qualificação profissional.

Além disso, a expectativa do governo é que a iniciativa gere economia significativa ao SUS, ao reduzir custos de importação e fortalecer fornecedores locais.

Assim, o país avança na construção de uma base industrial mais robusta e menos vulnerável a oscilações externas.

Cooperação ampliada e impacto internacional

Durante a missão oficial, a delegação brasileira manteve reuniões com órgãos do governo chinês, institutos de tecnologia, universidades e hospitais, incluindo unidades especializadas em medicina tradicional chinesa e hospitais inteligentes.

As conversas abordaram ainda temas como inovação tecnológica, regulação sanitária, ampliação do acesso a insumos de ponta e o papel do Brics, do G20 e da Organização Mundial da Saúde (OMS) na governança da saúde global.

Ademais, o acordo Brasil China saúde posiciona o Brasil como potencial referência latino-americana na produção de biomedicamentos, reforçando sua atuação estratégica no cenário internacional.

Avanço estrutural para o sistema público de saúde

Ao combinar produção de medicamentos no Brasil, transferência de tecnologia farmacêutica, ampliação do acesso à insulina glargina SUS e fortalecimento da indústria farmacêutica nacional.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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