A produção de feijão em Minas Gerais cresce com o apoio de medidas sanitárias do IMA, que fortalecem o controle da mosca-branca e garantem sustentabilidade às lavouras mineiras
A produção de feijão em Minas Gerais é uma das mais expressivas do país, sustentando milhares de famílias e impulsionando a economia regional, segundo uma matéria publicada.
Em 2025, o estado atingiu a marca de mais de 476 mil toneladas colhidas, consolidando-se como o segundo maior produtor nacional, segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
Esse resultado não é fruto apenas da tradição agrícola mineira, mas também das ações de defesa vegetal coordenadas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
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O órgão vem reforçando medidas como o vazio sanitário e o cadastro de produtores, fundamentais para garantir lavouras produtivas, seguras e competitivas nos mercados interno e externo.
Essas políticas públicas têm papel essencial na preservação da sanidade das plantações e na proteção contra pragas que ameaçam a produtividade, como a temida mosca-branca.
Vazio sanitário do feijão e o controle da mosca-branca em Minas
Entre as ações mais importantes está o vazio sanitário do feijão, realizado anualmente de 20 de setembro a 20 de outubro.
Essa pausa estratégica no cultivo, determinada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), impede que a mosca-branca, principal transmissora do vírus do mosaico dourado, encontre alimento e se reproduza.
Segundo o gerente de Defesa Sanitária Vegetal do IMA, Leonardo do Carmo, o cumprimento do período é essencial para manter a sustentabilidade e a competitividade da cultura.
Os municípios de Buritis, Cabeceira Grande, Formoso, Guarda-Mor, Paracatu e Unaí estão entre os obrigados a adotar a medida.
Em Unaí, por exemplo, a produção de feijão em Minas Gerais supera 66 mil toneladas; em Paracatu, são 61,8 mil; e em Guarda-Mor, 28,8 mil toneladas.
Durante o vazio sanitário, nenhuma planta viva de feijão pode permanecer nas lavouras, e os restos culturais devem ser eliminados até 15 dias após a colheita.
O não cumprimento da norma pode resultar em multa e interdição da propriedade, reforçando o compromisso sanitário do setor agrícola mineiro.
Cadastro rural fortalece rastreabilidade e segurança alimentar
Outro avanço que tem transformado a produção de feijão em Minas Gerais é o cadastro de produtores e propriedades rurais, regulamentado pela Portaria nº 2.324/2024 do IMA.
O registro é obrigatório para todos os produtores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, e tem como finalidade mapear as áreas de cultivo, agilizando o monitoramento e a resposta a possíveis focos de pragas e doenças.
Essa base de dados fortalece a rastreabilidade, aumenta a segurança alimentar e valoriza o produto mineiro no mercado nacional e internacional.
De acordo com o IMA, o processo é simples: o produtor deve preencher o formulário disponível no site do órgão e enviá-lo por e-mail ou entregar presencialmente no Escritório Seccional responsável pela região.
Economia e sustentabilidade na produção de feijão em Minas Gerais: pilares da cadeia produtiva mineira
O conjunto das medidas sanitárias e de gestão territorial garante que a produção de feijão em Minas Gerais continue crescendo de forma sustentável.
Além de proteger as lavouras, essas ações consolidam a confiança dos mercados e fortalecem a cadeia produtiva.
Em 2025, com 476 mil toneladas colhidas, o feijão mineiro se mantém como símbolo da força do agronegócio regional, representando uma das principais fontes de renda agrícola do estado.
A união entre tecnologia, fiscalização e responsabilidade ambiental tem feito das políticas do IMA um modelo de sucesso para outros polos produtores do país, mostrando que produtividade e sustentabilidade podem caminhar lado a lado.

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