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Poucos se lembram, mas prédio que derreteu carros concentrando energia solar como uma lente gigante, continua em pé em Londres e forçou mudanças técnicas de construção que hoje influenciam na engenharia de fachadas de vidro

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 01/03/2026 às 14:14
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O 20 Fenchurch Street, conhecido como Walkie Talkie e prédio que derreteu carros, concentrou energia solar como uma lente gigante, danificou veículos no centro financeiro e forçou mudanças técnicas de construção que hoje influenciam projetos de alto padrão

Pouca gente comenta hoje, mas o prédio que derreteu carros continua lá, imponente no centro de Londres. O 20 Fenchurch Street, apelidado de Walkie Talkie por causa do formato, virou manchete internacional ao concentrar luz solar com intensidade suficiente para danificar veículos estacionados na rua e forçou mudanças técnicas de construção que hoje influenciam na engenharia de fachadas de vidro e projetos de alto padrão

O mais curioso não é o incidente em si. É o que aconteceu depois.

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Quando um arranha-céu corporativo se transformou em concentrador de energia solar em plena área financeira

A fachada de vidro tem formato côncavo. Esse detalhe arquitetônico, pensado para dar identidade ao prédio, funcionou como uma lente em escala urbana.

Em determinados horários, a incidência solar era refletida para um ponto específico da via. O calor concentrado chegou a deformar retrovisores e partes plásticas de carros.

Segundo especialistas, superfícies curvas e altamente reflexivas podem intensificar a radiação solar dependendo da posição do sol e do desenho estrutural. No caso do Walkie-Talkie, o efeito foi mais forte do que o previsto.

O episódio ganhou repercussão global porque mostrou, na prática, o poder bruto da energia solar quando concentrada sem controle.

prédio que derreteu carros

A correção que poucos comentam e que mudou a forma de construção e como grandes torres de vidro são projetadas

Após os danos registrados, tiveram instalação os elementos de sombreamento para reduzir a concentração da luz refletida.

Essas estruturas passaram a dispersar parte da radiação, eliminando o ponto crítico de calor na rua. O prédio não foi demolido, não perdeu função e não deixou de operar.

A solução técnica aplicada virou referência. Projetos com fachadas curvas passaram a exigir simulações solares mais detalhadas, considerando diferentes épocas do ano e ângulos extremos de incidência.

Estimativas apontam que o caso reforçou a adoção de modelagem térmica avançada em empreendimentos de grande porte, especialmente em centros urbanos densos.

Energia solar fora do controle: o que o caso revela para os setores de construção, energia e tecnologia urbana

O que aconteceu em Londres é um lembrete incômodo. A mesma energia que abastece usinas solares pode gerar efeitos indesejados quando refletida de forma concentrada.

Em um momento em que cidades apostam em sustentabilidade, fachadas inteligentes e eficiência energética, o equilíbrio entre estética e física se torna ainda mais sensível.

O setor de construção civil movimenta bilhões globalmente. Um erro de cálculo em um projeto desse porte não afeta apenas a paisagem urbana, mas também a reputação técnica das empresas envolvidas.

A discussão vai além de um prédio curioso. Trata-se, portanto, de responsabilidade técnica, planejamento térmico e interação entre grandes estruturas e espaço público.

O prédio continua lá, mas a pergunta que ficou ecoando na engenharia moderna

O Walkie-Talkie segue como parte do skyline londrino. Turistas fotografam, executivos entram e saem, e a rotina segue.

Mas o episódio deixou uma marca silenciosa na indústria. Cada nova torre de vidro com design ousado carrega, agora, uma pergunta implícita: a simulação solar foi realmente exaustiva?

Poucos se lembram do dia em que carros começaram a apresentar danos sob o reflexo de um arranha céu. Porém, dentro dos escritórios de engenharia e arquitetura, o caso continua sendo discutido como alerta técnico.

E você, acredita que a busca por prédios cada vez mais icônicos pode ultrapassar limites técnicos invisíveis? A discussão está aberta nos comentários.

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Jaci
Jaci
03/03/2026 22:41

Quando falam que Arquimedes usou espelhos para queimar barcos a distância em Siracusa muitos duvidaram, taí a experiência.

Edson Luis Felchack
Edson Luis Felchack
03/03/2026 08:03

Creio seja uma oportunidade para estudar o ângulo e utilizar a benesse para captar energia solar de uma forma otimizada. Erros as vezes acontecem e podemos tirar proveito deles, como no caso da Penicilina.

Aderson
Aderson
03/03/2026 00:00

Esses carros eram feito de manteiga?

Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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