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 Posto da Shell é flagrado ‘roubando’ 30% da gasolina de clientes e tenta impedir teste ao desligar bombas durante fiscalização, segundo jornal

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 27/11/2025 às 16:51 Atualizado em 27/11/2025 às 17:14
Assista o vídeoFiscalização flagra posto Shell no Rio desviando 30% da gasolina e desligando bombas para impedir testes, segundo o Metrópoles. Caso segue na Justiça.
Fiscalização flagra posto Shell no Rio desviando 30% da gasolina e desligando bombas para impedir testes, segundo o Metrópoles. Caso segue na Justiça.
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 Fiscalização encontra desvio significativo em posto da Shell e ação judicial mantém funcionamento do estabelecimento.

Uma operação da Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor (Sedecon), da Prefeitura do Rio de Janeiro, identificou um desvio de 30% no volume de combustível entregue por um posto da bandeira Shell na zona norte da cidade.

O caso veio à tona segundo reportagem publicada pelo site Metrópoles, que divulgou imagens e detalhes da ação dos fiscais.

Fraude no abastecimento identificada pela fiscalização

A vistoria foi conduzida pelo secretário João Vitor Pires, que utilizou dois galões de 20 litros para medir o combustível liberado pela bomba.

De acordo com a apuração do Metrópoles, o equipamento registrou 52 litros, embora o volume correto fosse de 40 litros.

O secretário afirmou em vídeo que a medição evidenciou uma diferença incompatível com qualquer margem técnica e destacou que o estabelecimento já havia sido alvo de autuações anteriores.

A aferição, documentada em vídeo, mostrou que a bomba indicou quantidade superior à contratada, o que, segundo os fiscais, caracteriza fraude no abastecimento.

O Metrópoles também apontou que o procedimento seria repetido em outras bombas quando a equipe foi surpreendida por uma interrupção inesperada.

Bombas são desligadas durante a ação

Pouco depois da descoberta da irregularidade, funcionários do posto desligaram eletronicamente as bombas, impossibilitando novas aferições.

Segundo o Metrópoles, a ação ocorreu no momento em que os fiscais se preparavam para testar outros bicos de abastecimento.

O secretário afirmou que a interrupção impediu a continuidade do trabalho e indicou resistência dos responsáveis em permitir a verificação completa.

Mesmo diante da obstrução da fiscalização, a equipe considerou o primeiro resultado suficiente para confirmar a fraude, já que o teste foi feito com galões aferidos e acompanhado de documentação técnica.

Liminar mantém funcionamento do posto

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Apesar do flagrante, o posto permanece em funcionamento.

O Metrópoles informou que os proprietários obtiveram uma liminar judicial que impede a prefeitura de interditar o local ou aplicar novas multas enquanto o processo segue em análise.

O secretário reiterou que a decisão não autoriza a prática de irregularidades, mas suspende temporariamente as medidas administrativas.

A prefeitura prepara um novo recurso para apresentar ao Judiciário, reunindo os documentos e imagens coletados durante a vistoria.

O objetivo é demonstrar que a manutenção da liminar pode ampliar os danos aos consumidores.

Reportagens anteriores sobre casos semelhantes mostram que decisões liminares têm permitido a reabertura de postos autuados por fraude, levando órgãos de defesa do consumidor a recorrerem a instâncias superiores.

Operações intensificadas contra irregularidades

A vistoria no posto da Shell integra um conjunto de ações para coibir irregularidades no abastecimento de combustíveis no Rio de Janeiro.

Equipes do município utilizam veículos e equipamentos certificados para avaliar volume e qualidade do combustível fornecido.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a Sedecon realiza dezenas de operações diárias em diferentes regiões da cidade.

Entre as principais irregularidades apuradas pelos órgãos de defesa do consumidor estão o chamado “golpe da bomba baixa”, em que o motorista paga por uma quantidade de combustível que não recebe, e a adulteração de gasolina, com adição de etanol acima do limite permitido.

No caso da Shell, o problema identificado foi o fornecimento inferior ao pago.

Fiscais lembram que consumidores podem solicitar testes de volume no ato do abastecimento, embora essa prática seja pouco comum.

A orientação é que motoristas desconfiem de preços muito abaixo do mercado e comuniquem irregularidades aos órgãos competentes.

Próximos passos da prefeitura e impacto no consumidor

A Sedecon afirma que manterá operações constantes, especialmente em postos já autuados por suspeita de reincidência.

O material obtido na vistoria será enviado à Justiça para tentar suspender a liminar que mantém o funcionamento do estabelecimento.

Segundo o Metrópoles, a estratégia da prefeitura é demonstrar que a continuidade das atividades coloca consumidores em risco de prejuízo contínuo.

Com fraudes que podem representar litros pagos e não recebidos em cada abastecimento, até que ponto os motoristas acompanharão de perto a fiscalização e cobrarão transparência dos postos onde abastecem?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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