Nova moto econômica chega ao mercado com potencial para superar Honda e Yamaha: oferece 650 km de autonomia e atinge 90 km/h.
A Honda, reconhecida como uma das líderes globais na fabricação de motocicletas, agora enfrenta uma nova e promissora concorrência no mercado. Surgindo com uma proposta de moto acessível, a Mottu emerge como uma potencial ameaça às marcas estabelecidas. Com um modelo inovador custando menos de R$ 6 mil, a Mottu já ganhou o título de nova moto barata do Brasil, destacando-se por suas vendas expressivas em janeiro deste ano.
Este lançamento da Mottu representa uma mudança significativa no mercado de motocicletas, desafiando a supremacia de gigantes como Honda com uma combinação de acessibilidade e qualidade, cativando assim uma ampla base de consumidores.
Conheça a nova moto ‘baratinha’ da Mottu
Segundo os dados divulgados pela mídia, no que diz respeito ao ranking de motos mais vendidas, a liderança de mercado é da Honda, com 72% de participação, seguida da Yamaha, com 15,9%. Desta forma, pode-se citar como exemplo de modelos mais vendidos, a TVS/Mottu que, conforme os dados que foram divulgados, teve 5.427 unidades vendidas no mês de janeiro.
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Para aqueles que não sabem, a Mottu é uma startup de aluguel de motos e serviços logísticos. A empresa foi fundada em 2020 com a missão de suprir a demanda de um serviço de aluguel de motos mais simples e acessível, trazendo uma nova moto barata.
É importante destacar que, devido a sua demanda, a Mottu produziu seu próprio modelo de moto barata para o transporte de cargas, fazendo com que ela se tornasse o terror da Honda e Yamaha. Entretanto, aqueles que não desejam comprar uma nova moto, mas sim alugar, devem ficar atentos, visto que ainda podem alugar um modelo por R$ 6 mil para faturar até R$ 3 mil no iFood.
Nova moto barata pode entregar autonomia de 65 km por litro
Licenciada no Brasil pela indiana TVS com exclusividade para a empresa de aluguel de motos para entregadores, a Moto Sport 110i é produzida no Brasil, na fábrica da Dafra, em Manaus, e depois todas as unidades são emplacadas e alugadas para os clientes da startup.
A moto ‘baratinha’ conta com um motor de 109,7 cm³ de capacidade com injeção eletrônica e refrigerado a ar, propulsor capaz de entregar 8,3 cavalos de potência a 7.350 rpm e 0,8 kgfm de torque em 4.500 rotações. Ele atua em conjunto com um câmbio mecânico de 4 velocidades, tanque para 10 litros de gasolina e, de acordo com dados da TVS, pode atingir uma velocidade máxima de 90 km/h e alcançar uma autonomia de até 650 km.
Segundo levantamento da Fenabrave, a nova moto ‘baratinha’, ocupa o 6º lugar no ranking de emplacamentos de motos na primeira quinzena de 2024, ficando atrás apenas de modelos da Honda e à frente da Yamaha, que aparece apenas na 8ª colocação com a FZ25.
A moto possui concepção bastante simples, nos mesmos moldes da Honda Pop 110i, que também conta com unidades alugadas pela empresa. Os freios são a tambor nas duas rodas e contam com acionamento combinado.
Mottu levanta quase R$ 250 milhões
A locadora de motos fechou em setembro do último ano, uma captação de US$ 50 milhões (cerca de R$ 250 milhões). A rodada foi liderada pela americana QED, que já investiu em brasileiras como Creditas e QuintoAndar, e pela Bicycle, marcando o primeiro aporte da gestora criada por Marcelo Claure, ex-Softbank, em sociedade com o fundo árabe Mubadala.
O capital de 2022 deu combustível para a Mottu chegar às atuais 48 mil motos alugadas no Brasil e México, e os novos recursos ajudarão a levar motos verde e preta para outros locais, aumentar o investimento operacional e atrair um novo perfil de cliente.
