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Polilaminina, medicamento que pode fazer pessoas voltarem a andar, reacende a esperança em Campo Grande: mais 2 pacientes passam por cirurgia na luta para tratar lesões na medula

Publicado em 24/03/2026 às 07:06
Polilaminina, Vacina, Cirurgia
Imagem: Ilustração
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Duas cirurgias com polilaminina foram realizadas em Campo Grande após autorização judicial, reacendendo a esperança de recuperação em pacientes com lesão medular

Nesta segunda-feira (23), Maria José Gonçalves, de 64 anos, e Daniel Aparecido Costa dos Santos, de 32, passaram por cirurgias em Campo Grande com injeção de polilaminina, uso compassivo autorizado pela Justiça como última alternativa para recuperar movimentos após lesões na medula.

Cirurgias em Campo Grande

Os procedimentos ocorreram no Hospital Proncor, em Campo Grande. Do lado de fora do centro cirúrgico, familiares acompanham a espera pelos resultados da polilaminina.

O hospital cedeu sem custos o espaço para cirurgias e recuperação. O medicamento foi fornecido gratuitamente pelo Laboratório Cristália, associado aos estudos conduzidos há mais de duas décadas pela pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ.

Autorização e equipe médica

A polilaminina ainda está em fase de estudos, mas o uso compassivo foi autorizado pela Justiça. A decisão favorável saiu no último sábado (21), o que exigiu organização para viabilizar os procedimentos.

Os médicos vieram do Rio de Janeiro e integram a mesma equipe do caso de Luiz Otávio Santos Nunez, primeiro paciente em Mato Grosso do Sul a obter autorização para uso compassivo. As famílias não pagaram pelo serviço.

Espera das famílias

Entre o protocolo da ação judicial e a cirurgia, Maria e Daniel esperaram cerca de dois meses. A esperança crescia a cada novo paciente no Brasil com autorização antes do fim dos estudos submetidos à aprovação da Anvisa.

Hoje, esse número soma dezenas de pessoas. No hospital, Rosimeire e Ana Paula Gonçalves, filhas de Maria, se abraçaram antes da cirurgia.

Rosimeire disse que a expectativa está mil e que a família vive esperança diante da oportunidade.

A esposa de Daniel, Andria Almeida, de 25 anos, demonstrou expectativa. Ela afirmou que espera a volta dos movimentos, mas ressaltou que qualquer ganho representará vitória grnade para o marido e para a família.

Histórico dos pacientes

Maria José ficou paraplégica após acidente doméstico. Daniel teve a mesma condição depois de acidente de trabalho.

Ela mora em Campo Grande, e ele, em Sidrolândia. Os dois acidentes ocorreram em dezembro do ano passdao.

Segundo os estudos citados pelas famílias, a melhor janela para uso da polilaminina é de até 72 horas após a lesão.

Ainda assim, há sustentação de resultados prováveis quando os pacientes ainda não entraram na fase crônica.

Com informações de Campo Grande News.

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Romário Pereira de Carvalho

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