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Picape da Ford por menos de R$ 75 mil reina no mercado de usados com motor 2.5 flex com até 173 cv, chassi com longarinas e 5,35 m de comprimento; Conheça a Ford Ranger

Escrito por Ana Alice
Publicado em 08/12/2025 às 22:54
Assista o vídeoFord Ranger 2.5 flex usada surge como opção robusta e acessível, com alta capacidade de carga e preço competitivo no mercado de picapes.
Ford Ranger 2.5 flex usada surge como opção robusta e acessível, com alta capacidade de carga e preço competitivo no mercado de picapes.
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Picape média usada chama atenção por preço competitivo, capacidade elevada de carga e motor 2.5 flex potente, criando alternativa às versões zero km de modelos compactos; robustez, desempenho e porte maior influenciam decisão de compra.

A Ford Ranger equipada com motor 2.5 flex e cabine simples, da chamada quarta geração, consolidou-se como uma opção de picape média robusta no mercado de usados, especialmente para quem precisa carregar bastante peso, mas não quer pagar o valor de uma picape zero quilômetro.

Com cerca de 5,35 metros de comprimento, quase 3,22 metros de entre-eixos e chassi sobre longarinas, o modelo foi desenhado para uso profissional e, hoje, aparece como alternativa a picapes compactas como a Fiat Strada Endurance, geralmente com preço menor em muitos anúncios.

Mercado de usados da Ranger 2.5 flex

No segmento de picapes de trabalho, a Ranger 2.5 flex cabine simples costuma figurar entre as opções de médio porte mais acessíveis nas lojas e plataformas de classificados.

Pela tabela de referência, um exemplar de Ranger 2.5 CS XLS 4×2 flex modelo 2014 aparece em torno de R$ 80 mil, valor que serve apenas como média do mercado nacional, variando conforme estado de conservação, quilometragem e região.

Apesar desse valor médio, levantamentos em sites de venda de veículos mostram unidades dessa mesma versão anunciadas na faixa dos R$ 70 mil a R$ 90 mil, com alguns exemplares mais rodados ou antigos, como 2013 ou 2014, sendo ofertados ligeiramente abaixo de R$ 75 mil.

Ford Ranger 2.5 flex usada surge como opção robusta e acessível, com alta capacidade de carga e preço competitivo no mercado de picapes.
Ford Ranger 2.5 flex usada surge como opção robusta e acessível, com alta capacidade de carga e preço competitivo no mercado de picapes.

Em outros casos, dependendo da procedência e do histórico de manutenção, a pedida sobe um pouco, mas ainda permanece próxima ou abaixo do valor cobrado por picapes compactas zero quilômetro voltadas ao trabalho.

Do outro lado, a Fiat Strada Endurance 1.3 cabine simples nova, voltada ao público profissional, aparece com valor de referência em torno de R$ 90 mil a R$ 95 mil na Tabela Fipe, enquanto o preço sugerido pela montadora para a versão de entrada se aproxima de R$ 100 mil, conforme dados recentes de mercado.

Na prática, isso faz com que uma Ranger usada em bom estado, mesmo acima dos R$ 75 mil em muitos anúncios, ainda possa custar menos do que uma Strada Endurance zero quilômetro na rede de concessionárias.

Esse cenário ajuda a explicar a combinação citada no título: uma picape média com motor 2.5 flex de até 173 cv, chassi com longarinas e dimensões de caminhonete grande ocupando a faixa de preço tradicionalmente associada a modelos compactos mais simples, sobretudo quando se considera o mercado de seminovos e usados.

Dimensões, chassi e capacidade de carga

A Ranger desta geração utiliza um projeto de picape média tradicional, com carroceria montada sobre chassi de longarinas, solução típica de modelos voltados ao uso severo em obra, fazenda e transporte de carga.

Ford Ranger 2.5 flex usada surge como opção robusta e acessível, com alta capacidade de carga e preço competitivo no mercado de picapes.
Ford Ranger 2.5 flex usada surge como opção robusta e acessível, com alta capacidade de carga e preço competitivo no mercado de picapes.

Na configuração cabine simples, o comprimento fica em torno de 5,351 metros, enquanto o entre-eixos chega a 3,220 metros, medidas que reforçam o porte maior em relação às picapes compactas.

Essas proporções se refletem diretamente na caçamba.

A versão XLS 2.5 flex cabine simples oferece cerca de 1.800 litros de volume, com capacidade útil de aproximadamente 1.455 kg, segundo fichas técnicas de referência e materiais de época.

Trata-se de praticamente o dobro da capacidade de carga de muitas picapes pequenas, o que inclui a Strada Endurance cabine simples, que leva até 720 kg e tem caçamba em torno de 1.354 litros.

Na prática, isso significa que a Ranger consegue transportar mais de 700 kg a mais de carga útil em comparação com a Strada voltada ao trabalho, mantendo ainda um volume de caçamba superior.

Para quem precisa levar ferramentas pesadas, materiais de construção, insumos agrícolas ou equipamentos volumosos, essa diferença pesa bastante na escolha, principalmente quando a operação exige menos viagens ou maior margem de segurança em relação ao limite de carga.

Além da caçamba maior, o entre-eixos mais longo favorece a estabilidade em estrada com carga cheia, ainda que possa exigir mais cuidado em manobras urbanas e vagas apertadas.

Já o chassi de longarinas, mais rígido e preparado para suportar peso concentrado sobre o eixo traseiro, é um dos argumentos que aproximam a Ranger de aplicações típicas de frotistas, produtores rurais e pequenas empresas de transporte regional.

Motor 2.5 Duratec flex e desempenho

Ford Ranger 2.5 flex usada surge como opção robusta e acessível, com alta capacidade de carga e preço competitivo no mercado de picapes.
Ford Ranger 2.5 flex usada surge como opção robusta e acessível, com alta capacidade de carga e preço competitivo no mercado de picapes.

Sob o capô, a Ranger 2.5 flex utiliza o motor Duratec 2.5 16V, de quatro cilindros em linha, com injeção eletrônica multiponto e comando variável.

Abastecida com etanol, a unidade entrega até 173 cv, enquanto com gasolina a potência fica em torno de 168 cv.

O torque gira na casa de 24,7 kgfm com etanol e 24 kgfm com gasolina, números que garantem desempenho confortável para rodar carregado ou em rodovias, especialmente quando comparado a picapes menores com motores 1.3 ou 1.4.

A transmissão é manual de 5 marchas, com tração traseira 4×2 nas versões voltadas ao uso urbano e rodoviário mais leve.

Há ainda variantes com tração 4×4 na gama Ranger como um todo, mas a configuração destacada aqui, cabine simples 2.5 flex XLS, se concentra justamente na solução 4×2, mais simples e focada em custo de aquisição e manutenção.

Testes da imprensa especializada realizados na época de lançamento ressaltavam que o motor tem fôlego suficiente para lidar com a massa do veículo e com a carga na caçamba, porém com consumo de combustível mais elevado que o de picapes compactas, sobretudo em uso urbano e com o compartimento traseiro cheio.

Em contrapartida, o ganho de desempenho frente a motores 1.3 e 1.4 costuma ser percebido em retomadas e subidas, o que pode representar menor esforço em trajetos diários com carga máxima.

Ford Ranger 2.5 flex usada surge como opção robusta e acessível, com alta capacidade de carga e preço competitivo no mercado de picapes.
Ford Ranger 2.5 flex usada surge como opção robusta e acessível, com alta capacidade de carga e preço competitivo no mercado de picapes.

Para quem avalia o custo por quilômetro rodado, a equação tende a ser a seguinte: a Ranger gasta mais combustível, mas entrega capacidade de carga e desempenho que muitas vezes dispensam a necessidade de recorrer a caminhões leves ou a mais de um veículo para o mesmo tipo de serviço.

Equipamentos e foco profissional

Mesmo sendo um modelo de foco profissional, a Ranger 2.5 XLS cabine simples não é completamente espartana.

As fichas técnicas e catálogos da época indicam a presença, em grande parte das unidades, de airbags frontais, freios ABS, direção assistida, ar-condicionado e travas elétricas, além de ajuste de coluna de direção.

Em alguns exemplares, especialmente a partir dos anos mais recentes de produção, aparecem ainda controles de estabilidade e tração, itens que contribuem para a segurança em situações de emergência, principalmente com a caçamba carregada.

Na cabine, o espaço é pensado para dois ocupantes, priorizando o conforto básico do motorista e de um passageiro, com bancos simples, mas adequados ao uso prolongado.

O foco declarado da versão é atender pequenas empresas, prestadores de serviço e produtores rurais que buscam um veículo com mecânica conhecida, boa rede de assistência e robustez para rodar em estradas de terra, vias mal conservadas e rodovias regionais.

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Quem migra de uma picape compacta para a Ranger percebe ainda a diferença de comportamento dinâmico típica das picapes médias: suspensão traseira por feixes de molas, sensação de maior robustez estrutural e posição de dirigir mais alta.

Em contrapartida, é preciso conviver com maior raio de giro, cuidado extra em vagas estreitas e custos de pneus e peças compatíveis com o porte do veículo.

Nesse contexto, a comparação direta com a Strada Endurance ajuda a delimitar o perfil de cada modelo.

A Strada oferece manutenção mais barata, dimensões menores e consumo mais contido, mas leva cerca de 720 kg na caçamba.

Já a Ranger 2.5 flex, com seus 1.455 kg de capacidade de carga, se mostra mais adequada para quem realmente explora o limite de peso com frequência e precisa transportar volumes maiores em menos viagens.

Considerando preços de referência, capacidade de carga, desempenho e custos de uso, qual faz mais sentido para o seu dia a dia hoje: investir em uma Ford Ranger 2.5 flex usada, com porte de picape média e quase 1,5 tonelada de capacidade útil, ou seguir para uma Fiat Strada Endurance zero quilômetro, com menor espaço, porém consumo e garantia mais favoráveis?

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Silveira
Silveira
11/12/2025 12:38

Foto do interior do modelo novo e video da 2020🤦‍♂️

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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