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Petróleo fecha em queda com fragilidade de negociações sobre Ucrânia

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 29/11/2025 às 07:55
Atualizado em 29/11/2025 às 07:57
Queda do petróleo, com fragilidade de negociações sobre Ucrânia e de olho em Opep+ em meio à cautela do mercado.
Foto: IA
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Queda do petróleo, com fragilidade de negociações sobre Ucrânia e de olho em Opep+ em meio à cautela do mercado.

O mercado internacional registrou forte cautela nesta sexta-feira (28/11), quando o petróleo fecha em queda, com fragilidade de negociações sobre Ucrânia e de olho em Opep+, em meio à expectativa pela reunião do grupo marcada para domingo (30/11).

Investidores, operadores e analistas acompanharam de perto como o feriado nos Estados Unidos, uma falha técnica em plataformas de negociação e o cenário geopolítico acabaram moldando o comportamento das cotações ao longo do dia. 

Assim, o que ocorreu foi um recuo moderado dos principais contratos, movimentado por fatores que vão desde interrupções tecnológicas até o avanço lento das conversas entre Rússia e Ucrânia.

Por isso, o petróleo refletiu não apenas a liquidez reduzida, mas também a postura defensiva do mercado enquanto aguarda sinais sobre a oferta global. 

Mercado recua com incertezas: liquidez baixa e falha técnica afetam negociações 

O ambiente de negociação começou atípico. A liquidez permaneceu enfraquecida devido ao feriado da quinta-feira (27/11) nos EUA, que tradicionalmente esvazia os pregões da semana.

Além disso, houve uma paralisação técnica no CME Group, responsável por contratos como o WTI, após uma falha no sistema de refrigeração de um data center.

A interrupção durou horas, afetando diversas commodities e atrasando a retomada dos negócios. 

Quando o sistema voltou ao normal, os preços chegaram a esboçar alta, impulsionados pelo retorno gradual da atividade.

Entretanto, essa tendência positiva não resistiu ao clima de espera pela reunião da Opep+, o que fez as cotações perderem força no início da tarde. 

Cotações refletem cautela global: Brent e WTI recuam 

Os preços fecharam o dia no campo negativo. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para fevereiro caiu 0,78% (US$ 0,49), encerrando a sessão a US$ 62,38 o barril.

Já o WTI para janeiro, negociado na Nymex, teve recuo de 0,17% (US$ 0,10), fechando a US$ 58,55 o barril. 

Quando se observa o desempenho acumulado, o movimento é misto. Na semana, o WTI avançou 0,84%, enquanto o Brent teve leve queda de 0,29%.

No acumulado do mês, porém, ambos registraram perdas acentuadas: 3,99% no WTI e 3,83% no Brent.

Esses números reforçam o contexto de instabilidade que dominou o mês, especialmente em razão das tensões geopolíticas e das incertezas sobre a oferta. 

Opep+ vira foco principal e acentua volatilidade dos preços 

À medida que a sessão avançava, investidores ajustavam posições e adotavam postura mais defensiva.

O motivo é a reunião da Opep+ marcada para domingo, cuja decisão tende a orientar o mercado para o início de 2026.

Delegados ouvidos pela Reuters afirmaram que o cartel deve manter a política de produção inalterada no primeiro trimestre. 

Esse cenário reforça por que o petróleo fecha em queda, com fragilidade de negociações sobre Ucrânia e de olho em Opep+, já que a estabilidade na oferta, aliada às incertezas diplomáticas, tende a limitar movimentos de recuperação mais consistentes. 

Tensões entre Rússia e Ucrânia e limites da oferta russa influenciam projeções 

Além da Opep+, operadores seguem atentos ao ritmo lento das conversas de paz entre Rússia e Ucrânia.

Segundo analistas do Barclays, mesmo que haja algum avanço diplomático, a expectativa é que a oferta russa não aumente significativamente no curto prazo, já que o país tem apresentado desempenho abaixo das metas propostas pela própria Opep+ ao longo do ano. 

Esse ponto ajuda a explicar por que o mercado enxerga um potencial limitado de queda adicional nos preços.

Assim, a maior sensibilidade ocorre diante de fatores pontuais, como falhas técnicas e eventos que reduzam a liquidez momentaneamente. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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