Em entrevista ao CPG Click Petróleo e Gás, Telmo Ghiorzi afirmou que o Brasil precisa transformar commodities em indústria, empregos e desenvolvimento econômico enquanto a matriz energética global passa por uma evolução gradual
O presidente-executivo da ABESPETRO, Telmo Ghiorzi, afirmou que o Brasil precisa aproveitar sua força nos setores de petróleo, gás natural, energia renovável e recursos minerais para impulsionar uma nova fase de industrialização nacional. Segundo ele, nenhum país com alto desenvolvimento socioeconômico prosperou sem construir uma base industrial forte.
Durante entrevista concedida ao CPG Click Petróleo e Gás, Ghiorzi destacou que a economia brasileira ainda depende fortemente da exportação de commodities agrícolas, minerais e energéticas. Entretanto, na visão do executivo, o desafio do Brasil é justamente transformar essas riquezas naturais em indústria, empregos qualificados, inovação e aumento da arrecadação.
O dirigente também chamou atenção para o papel estratégico da cadeia produtiva do petróleo e gás, principalmente diante das discussões globais sobre transição energética, expansão da produção offshore e crescimento das fontes renováveis.
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Cadeia produtiva do petróleo pode impulsionar desenvolvimento econômico no Brasil
Segundo Telmo Ghiorzi, o mundo ainda não sabe exatamente qual será a configuração definitiva da nova matriz energética global. Porém, existe uma certeza para o setor: qualquer mudança dependerá de uma cadeia produtiva robusta, capaz de fornecer equipamentos, tecnologia, engenharia, logística e serviços especializados.
Na avaliação dele, o Brasil possui uma oportunidade rara de utilizar o pré-sal, o petróleo offshore, o gás natural e as energias renováveis como motores de industrialização, em vez de atuar apenas como exportador de matéria-prima.
O executivo explicou que países desenvolvidos historicamente utilizaram seus recursos estratégicos para construir indústrias fortes, gerar empregos qualificados e ampliar a renda da população.
“É na industrialização que reside o desenvolvimento socioeconômico de qualquer país”, afirmou Ghiorzi durante a entrevista.
O posicionamento reforça um debate crescente dentro da indústria brasileira: o risco de o país continuar dependente da exportação de produtos básicos enquanto importa equipamentos de alto valor agregado.

Crise do petróleo, pandemia e recuperação da indústria brasileira
Telmo Ghiorzi também relembrou os impactos sofridos pela cadeia de óleo e gás após a crise econômica iniciada em 2014, período marcado pela queda do preço internacional do petróleo, redução de investimentos e paralisação de diversos projetos industriais.
Segundo ele, quando o setor começava a demonstrar sinais de recuperação em 2019, a pandemia de Covid-19 voltou a atingir fortemente a economia global e provocou um novo impacto na atividade industrial.
Apesar disso, o executivo afirmou que o setor finalmente conseguiu retornar ao patamar observado em 2010, considerado um período importante de crescimento para a indústria offshore brasileira.
Ainda assim, Ghiorzi acredita que o Brasil possui capacidade para avançar ainda mais nos próximos anos, principalmente com novos projetos offshore, expansão da produção do pré-sal e fortalecimento das exportações de bens e serviços especializados.
Margem Equatorial e Bacia de Pelotas entram no radar do setor de petróleo
Durante a entrevista, o presidente da ABESPETRO comentou sobre o potencial exploratório da Margem Equatorial e da Bacia de Pelotas, duas regiões que concentram atenção crescente da indústria petrolífera.
Ele afirmou que um novo ciclo de crescimento semelhante ao boom vivido entre 2005 e 2010 somente poderia ocorrer caso essas áreas apresentem descobertas de petróleo comparáveis às reservas do pré-sal brasileiro.
Embora considere esse cenário improvável devido às características geológicas dessas regiões, Ghiorzi destacou que o país já possui uma cadeia produtiva mais preparada para competir internacionalmente.
Segundo ele, empresas brasileiras de bens e serviços do setor energético começam a ampliar sua capacidade de exportação, levando tecnologia, engenharia e conhecimento técnico para outros mercados.
Esse movimento pode gerar novos empregos industriais e reduzir a dependência exclusiva do mercado interno.
“Transição energética” não significa o fim dos combustíveis fósseis, diz executivo
Outro ponto levantado pelo executivo foi a discussão em torno da chamada transição energética global. Para Ghiorzi, o termo “evolução da matriz energética” representa melhor o momento vivido atualmente pelo setor.
Na visão dele, muitas vezes a palavra “transição” transmite a ideia de um mundo completamente livre de combustíveis fósseis em poucas décadas, algo que considera improvável.
Segundo o dirigente, o mais provável é que o planeta passe por um processo gradual de inclusão de fontes renováveis, enquanto petróleo e gás natural continuam desempenhando papel relevante durante muitos anos.
Combustíveis renováveis, biocombustíveis, energia solar, eólica e hidrogênio verde devem ganhar espaço. Entretanto, a indústria de óleo e gás continuará essencial para sustentar a economia global e garantir segurança energética.
O posicionamento acompanha debates realizados em grandes fóruns internacionais de energia, nos quais diversos especialistas defendem uma transição mais gradual e equilibrada entre fontes fósseis e renováveis.
Brasil tenta equilibrar petróleo, energia renovável e industrialização
As declarações de Telmo Ghiorzi acontecem em um momento em que o Brasil amplia investimentos em petróleo offshore, combustíveis renováveis e infraestrutura energética.
Empresas do setor vêm reforçando projetos ligados ao pré-sal, gás natural, fertilizantes, captura de carbono, hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis para aviação.
Ao mesmo tempo, entidades industriais pressionam por políticas públicas que fortaleçam a produção nacional de equipamentos, máquinas e serviços especializados.
Para a ABESPETRO, o crescimento do setor energético precisa vir acompanhado da ampliação da indústria brasileira, evitando que o país se limite à exportação de recursos naturais sem agregar valor à economia.


Tudo o qye esse Senhor falou o Lula esta fazendo, mas os empresários di Brasil são contra o Lula querem a volta do Sistema Bolsonaro, vender todo o patrimônio do gocerno de Energia, nenhum pais cresceu sem energia e sem investimentos públicos. Os empresários do Brasil dao parasitas di gocerno, mas fingem não ser.
Com esse desgoverno das **** esse **** **** **** **** narcotraficante nada nesse país próspera esse **** de nove dedos está triturado o país essa alma cebosa tem que evaporar nojo asco
Não cresce porque os empresários das indústrias menores estão ainda na idade da pedra, querendo a propriedade da indústria para si e para sua família, em vez de transformá-la logo numa Sociedade Anônima e, qto contínuo, ABRIR O CAPITAL, vendendo parte substancial das ações em Underwritings da Bolsa de Valores, DEMOCRATIZANDO assim o Capital e mantendo para si e sua família um percentual mínimo da propriedade de ações Ordinárias, e suficiente para lhe garantir o COMANDO do negócio, até então, bem sucedido. Isso é o Capitalismo que eu aprendi e acredito. O resto, é uma combinação de empresários medíocres, que acreditam no “blend” de sonegação com elisão fiscal para crescerem à margem da Lei e com eterno risco de, um dia, se deparar com uma fiscalizacão das mais básicas, que é a verificação de sinais exteriores de riquesa comparada com o efetivo e proporcional pagamento de impostos. Abram o olho, porque, a matéria “Sinais Exteriores de Riqueza” é uma das primeiras aulas que os Concursados que passam no Concurso da Receita Federal têm na Escola Fazendária e, portanto, estão tecnicamente habilitados para enquadar na Lei os sonegadores contumazes que não têm como justificar tais acréscimos patrimoniais ilícitos, enquanto cobram e retêm rigorosamente nas folhas de pagamentos os impostos de seus empregados trabalhadores, únicos que pagam seus impostos corretamente. Pronto! Falei!