Os preços do petróleo encerraram o pregão com avanço moderado nesta semana, enquanto investidores acompanharam novamente a instabilidade no Oriente Médio e na América do Sul.
O movimento refletiu tanto o receio de cortes inesperados na oferta quanto a atenção crescente sobre crises políticas que podem influenciar a produção e o transporte de petróleo.
De acordo com dados acompanhados pelo mercado internacional, o Brent do Mar do Norte para entrega em março subiu 0,84%, fechando o dia a US$ 63,87 por barril.
Ao mesmo tempo, o West Texas Intermediate (WTI) com entrega em fevereiro avançou 0,64%, chegando a US$ 59,50.
Tensão aumenta no Irã e afeta o preço global
A elevação das cotações ocorre em meio a temores crescentes sobre o Irã, um dos principais produtores do Oriente Médio.
Nos últimos dias, o presidente americano Donald Trump voltou a ameaçar intervenção militar direta caso o governo iraniano amplie a repressão contra manifestantes.
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Além disso, organizações independentes que acompanham os protestos antigoverno mencionam mais de 600 mortos, número que reforça a preocupação com uma possível escalada do conflito.
Esse cenário adiciona um prêmio de risco ao petróleo, porque qualquer instabilidade no Golfo Pérsico pode interromper exportações e reduzir a oferta imediata no mercado.
Venezuela segue contribuindo para o clima de incerteza
Em paralelo à crise iraniana, a Venezuela continua sob forte pressão política e econômica.
O país enfrenta dificuldades estruturais na produção e depende de decisões externas para escoar seu petróleo.
Assim, investidores acompanham falas da Casa Branca e da liderança interina venezuelana, avaliando o futuro da indústria do petróleo no país.
Qualquer mudança na administração dos campos ou nas rotas de exportação tende a mexer com o equilíbrio entre oferta e demanda.
Portanto, apesar de a alta diária ter sido moderada, o mercado vê um cenário global mais tenso do que nas semanas anteriores.
Movimento técnico e expectativas dos investidores
Mesmo com incertezas políticas, muitos operadores também compraram contratos para ajustar posições recentes.
O petróleo acumula quedas em semanas anteriores e, por isso, parte do mercado aproveitou o momento para recompor estoques financeiros e realizar operações tidas como defensivas.
Ainda assim, analistas lembram que a volatilidade deve continuar.
Fatores geopolíticos seguem pesando na formação de preços e qualquer anúncio relativo ao Irã ou à Venezuela pode gerar novas oscilações diárias.
Os preços citados foram registrados no fechamento do pregão internacional no início de janeiro de 2026 e divulgados por plataformas de mercado acompanhadas por analistas da indústria.
Em paralelo, organizações independentes e relatórios jornalísticos monitoram os protestos no Irã e apontam mais de 600 vítimas, enquanto autoridades americanas discutem possíveis ações militares.
Assim, o petróleo continua guiado por uma combinação de fundamentos económicos e tensões diplomáticas, e permanece no centro das atenções globais.
