Estatal Petrobras aposta em cinco projetos de energia solar fotovoltaica para transformar hidrogênio cinza em verde e reduzir emissões nas refinarias.
A Petrobras anunciou que está em fase avançada de estudo para a implementação de cinco projetos de geração de energia solar, com foco na descarbonização de suas operações, especialmente nas unidades de refino.
Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, as plantas solares serão direcionadas ao consumo próprio e representam uma estratégia para transformar o hidrogênio cinza — utilizado atualmente nas refinarias — em hidrogênio verde, considerado mais sustentável.
“São painéis fotovoltaicos que vão transformar o hidrogênio cinza das nossas refinarias em hidrogênio verde. São cinco projetos que estão na nossa carteira, que vão ser levados a cabo e que já se mostraram vantajosos”, afirmou a executiva durante coletiva com jornalistas, realizada em 13 de maio.
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Estratégia de consumo interno garante sinergia e rentabilidade
O foco no consumo interno se mostra um diferencial competitivo, segundo a direção da empresa. A presidente destacou que, assim como os projetos de exploração de petróleo e gás, as iniciativas em fontes renováveis também passam por rigorosa análise de robustez em cenários adversos.
A ideia é garantir que os investimentos em energia solar e eólica tenham viabilidade econômica e contribuam para a segurança energética da estatal.
“O que nós estamos vendo é que muito provavelmente os projetos de solar e eólica serão direcionados cada vez mais para o nosso consumo próprio. E por isso eles têm o benefício das sinergias do sistema Petrobras e se mostram até o momento lucrativos”, explicou Chambriard.
Participação em leilão reforça plano de expansão da Petrobras
Além dos investimentos em energia solar, a Petrobras confirmou que participará do leilão de reserva de capacidade (LRCAP) com uma proposta de 3,9 gigawatts (GW), abrangendo nove usinas já existentes e duas novas plantas.
Essas novas usinas devem ser construídas no Complexo de Energias Boaventura, antigo Comperj (ou Gaslub), localizado no estado do Rio de Janeiro, com 400 megawatts (MW) de potência cada.
“Já inscrevemos [as usinas no leilão]. O leilão foi adiado, e a gente vai inscrever de novo”, declarou Mauricio Tolmasquim, diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras.
“A gente tem muita expectativa nesse leilão. Ele é muito importante para o país, porque é o que traz segurança. E, é claro, para nós, Petrobras, também, porque nós precisamos que as nossas térmicas sejam remuneradas para que possamos mantê-las contribuindo para o país.”
Transição energética se consolida como pilar estratégico
Com esses movimentos, a Petrobras reforça sua atuação na transição energética, diversificando sua matriz e apostando em energia solar como vetor de sustentabilidade e eficiência operacional.
Os projetos estudados integram um plano mais amplo da companhia para modernizar sua infraestrutura, reduzir emissões e garantir maior autonomia energética, ao mesmo tempo em que mantém a rentabilidade e sinergia com as operações existentes.
Essas ações posicionam a Petrobras de forma estratégica frente ao desafio global da descarbonização, alinhando crescimento econômico à responsabilidade ambiental.
