Petrobras reduz o preço do combustível usado na aviação a partir de 2026. Entenda como o corte no querosene de aviação (QAV) afeta custos e o mercado aéreo
Em 30 de dezembro de 2025, a Petrobras anunciou um novo corte no preço do combustível utilizado pela aviação comercial no Brasil. A estatal informou a redução média de 9,4% no preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, medida que passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026.
Segundo matéria publicada pela Agência Eixos nesta quarta-feira (31), e outros veículos, a queda corresponde a R$ 0,34 por litro, segundo dados oficiais divulgados pela companhia. O anúncio ocorre em um momento estratégico para o setor aéreo, que segue pressionado por custos elevados, volatilidade cambial e necessidade de ampliar a competitividade no mercado doméstico e internacional.
Corte no preço do QAV da Petrobras começa a valer em janeiro de 2026
Embora o reajuste não represente redução imediata nas tarifas aéreas, ele pode aliviar parte dos custos operacionais das companhias, abrindo espaço para ajustes comerciais ao longo de 2026.
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A redução anunciada pela Petrobras afeta diretamente o querosene de aviação, principal insumo energético utilizado pelas companhias aéreas. O QAV é responsável por uma parcela significativa das despesas operacionais do setor, especialmente em voos de média e longa distância.
Com a queda de 9,4%, o preço do combustível vendido às distribuidoras fica mais competitivo, reduzindo a pressão sobre os custos logísticos e de abastecimento nos aeroportos brasileiros. A estatal reforçou que o novo valor passa a vigorar a partir do primeiro dia de 2026.
Ainda assim, o impacto final para o consumidor depende de uma cadeia complexa, que envolve distribuidoras, operadores aeroportuários, tributos e contratos comerciais.
Petrobras acumula redução superior a 35% no preço do combustível QAV desde 2022
De acordo com a estatal, o corte anunciado em dezembro de 2025 se soma a uma sequência de reduções implementadas nos últimos anos. Desde dezembro de 2022, a Petrobras já reduziu o preço do QAV em 35,2%, o equivalente a R$ 1,79 por litro. Quando considerada a inflação acumulada no período, a redução real chega a 43,1%, segundo cálculos divulgados pela própria companhia.
Esse movimento reflete uma estratégia de ajuste gradual do preço do combustível ao cenário internacional e às condições do mercado interno. Trata-se de um dos combustíveis que mais acumulou queda real no período, o que reforça a relevância do anúncio para o setor aéreo.
Como a Petrobras comercializa o querosene de aviação no mercado brasileiro?
A Petrobras não vende o querosene de aviação diretamente às companhias aéreas. O QAV produzido nas refinarias ou importado pela estatal é comercializado exclusivamente para distribuidoras autorizadas.
Essas empresas são responsáveis pelo transporte, armazenamento e venda do produto nos aeroportos, além da operação das instalações de abastecimento e dos serviços prestados às aeronaves.
Por isso, o preço do combustível final pago pelas companhias aéreas não depende apenas da Petrobras, mas também de fatores como logística, margens comerciais, concorrência regional e carga tributária estadual.
Impactos da redução do preço do combustível QAV da Petrobras para companhias aéreas
O anúncio é visto como positivo por analistas do setor, especialmente porque o QAV pode representar um valor significativo dos custos operacionais das companhias aéreas, dependendo da rota e do perfil da frota.
A redução no preço do combustível melhora a previsibilidade financeira, permitindo planejamento mais eficiente de rotas, frequências e políticas comerciais. Em um mercado altamente sensível a custos, qualquer variação no QAV tem impacto direto na rentabilidade das operações.
No entanto, especialistas alertam que o repasse para o consumidor não é automático e depende de fatores como demanda, concorrência entre empresas e nível de ocupação dos voos.
Petrobras mantém política de preços do querosene de aviação alinhada ao mercado internacional
A estatal reforçou que sua política de preços busca refletir as condições do mercado internacional, levando em conta custos de produção, importação, logística e variações cambiais.
Parte do querosene de aviação consumido no Brasil é importada, especialmente em períodos de maior demanda ou em regiões com menor capacidade de refino local. O alinhamento do QAV aos preços globais é considerado essencial para garantir o abastecimento e evitar distorções regionais.
Segundo a companhia, a estratégia também contribui para manter a competitividade do mercado brasileiro e reduzir riscos de desabastecimento. Mesmo com o corte anunciado pela Petrobras, o impacto efetivo nos custos das companhias aéreas depende das distribuidoras.
Em alguns aeroportos, a baixa concorrência entre fornecedores pode limitar o repasse integral da redução. Além disso, contratos de longo prazo, custos operacionais locais e tributos estaduais influenciam diretamente o preço final do QAV. Isso explica por que o valor do combustível pode variar significativamente entre aeroportos, mesmo com um preço-base definido pela estatal.
Mercado aéreo brasileiro em 2026 e o papel do QAV da Petrobras nos custos operacionais
O setor aéreo brasileiro inicia 2026 em um cenário de recuperação gradual da demanda, impulsionado pelo turismo, pela retomada de rotas regionais e pelo crescimento do transporte aéreo doméstico.
Apesar disso, os custos seguem elevados, e o querosene de aviação continua sendo um dos principais desafios financeiros das companhias. A redução anunciada pela Petrobras ocorre em um momento relevante para o planejamento do setor ao longo do ano.
A expectativa é que o alívio no preço do combustível contribua para maior estabilidade operacional, ainda que outros fatores, como câmbio e infraestrutura aeroportuária, sigam pressionando o mercado.
Redução do QAV da Petrobras reforça competitividade do setor aéreo
O novo corte de 9,4% no preço do querosene de aviação anunciado pela Petrobras em 30 de dezembro de 2025 representa um movimento relevante para o setor aéreo brasileiro. A medida reduz custos na origem, melhora a previsibilidade e reforça o alinhamento do preço do combustível às condições internacionais.
No entanto, o impacto direto nas passagens aéreas dependerá do comportamento das distribuidoras, da concorrência entre companhias e da dinâmica do mercado ao longo de 2026. Ainda assim, a redução acumulada do QAV desde 2022 demonstra uma estratégia consistente da estatal, com efeitos importantes para empresas, aeroportos e consumidores.

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