Petrobras avança na renovação da logística marítima com três shuttle tankers contratados por uma década, enquanto Janeiro Knutsen e Turid Knutsen já foram entregues e o Kristin Knutsen se aproxima da operação no Brasil.
A Petrobras está reforçando sua logística offshore com três novos navios aliviadores afretados por dez anos para atuar no Brasil. Janeiro Knutsen e Turid Knutsen foram entregues em maio e agosto de 2026, enquanto o terceiro navio do pacote, o Kristin Knutsen, tem entrega prevista ainda neste ano.
Os contratos foram firmados em fevereiro de 2024 com a norueguesa Knutsen NYK Offshore Tankers. Cada embarcação terá período firme de dez anos, com possibilidade de extensão individual por até cinco anos adicionais.
Os navios não passam a integrar o patrimônio da Petrobras. Eles permanecem sob propriedade da armadora e ficam disponíveis à estatal por meio de contratos de afretamento de longo prazo, ampliando a capacidade de escoamento da produção retirada dos FPSOs.
-
Vallourec inicia no Espírito Santo primeira linha industrial do mundo para nova tecnologia de dutos submarinos usada em águas profundas
-
CNOOC põe em operação plataforma eólica de 7.800 toneladas a 136 km da costa para abastecer campo de petróleo
-
Petrobras avança no Atapu 2 com 143 km de dutos e 19 mil toneladas de aço para conectar 18 poços a até 2.350 metros
-
Petrobras bate recorde mensal ao movimentar 15,4 milhões de barris em alto-mar via CTV, sem usar terminais em terra
Janeiro Knutsen foi o primeiro a chegar ao Brasil
O primeiro dos três navios, Janeiro Knutsen, foi entregue pelo estaleiro à Knutsen NYK em maio de 2026. Depois dos procedimentos de aceitação, a embarcação chegou ao Brasil em 29 de junho, com passagem por São Sebastião, no litoral de São Paulo.
O shuttle tanker tem aproximadamente 154 mil toneladas de porte bruto, cerca de 279 metros de comprimento e 48 metros de boca.
A embarcação utiliza sistema de posicionamento dinâmico DP2 e estrutura de carregamento pela proa, recursos importantes para trabalhar próximo a unidades de produção offshore.
O posicionamento dinâmico permite ao navio manter sua posição com precisão durante a transferência de petróleo, compensando automaticamente efeitos de vento, ondas e correntes. Essa capacidade é fundamental quando a operação ocorre a curta distância de um FPSO.
Turid Knutsen ampliou o pacote de entregas em agosto
O segundo navio, Turid Knutsen, foi entregue em agosto de 2026 e integra o mesmo conjunto de afretamentos de dez anos contratados pela Petrobras.
Assim como o Janeiro Knutsen, ele pertence à categoria dos grandes shuttle tankers destinados ao transporte de petróleo produzido em alto-mar. Suas dimensões e capacidade são compatíveis com as operações de grande escala realizadas nos campos offshore brasileiros.
A entrada dos dois navios ocorre em um cenário de crescimento da produção marítima.
Com novas plataformas entrando em operação e maior volume armazenado nos FPSOs, aumenta também a necessidade de embarcações capazes de retirar o petróleo com frequência e segurança.
Esse movimento torna os navios aliviadores uma peça importante da expansão offshore. Eles funcionam como elo entre as unidades produtoras no mar e as demais etapas da cadeia de transporte.
Kristin Knutsen deve concluir as entregas do contrato
O terceiro navio do pacote já foi batizado como Kristin Knutsen. A cerimônia ocorreu em setembro de 2026 no estaleiro COSCO Shipping Heavy Industry, em Zhoushan, na China.

A previsão mais recente indica entrega em novembro, antes do prazo máximo inicialmente informado para o fim do ano. Se o cronograma for mantido, a Petrobras terá recebido os três navios previstos no contrato ainda em 2026.
O Kristin Knutsen também tem aproximadamente 154 mil toneladas de porte bruto, além de cerca de 279 metros de comprimento e 48 metros de largura. O projeto inclui posicionamento dinâmico DP2, sistema de carregamento pela proa e soluções voltadas à eficiência energética em diferentes condições de operação.
Com a terceira embarcação, a Petrobras completa uma etapa iniciada com a contratação do pacote em 2024 e reforça a disponibilidade de navios especializados para o escoamento da produção offshore brasileira.
Navios aliviadores são essenciais para retirar petróleo dos FPSOs
Os FPSOs processam e armazenam o petróleo extraído dos campos marítimos, mas seus tanques precisam ser esvaziados periodicamente para que a produção continue sem interrupções.
É nesse ponto que entram os navios aliviadores. Eles se aproximam das unidades de produção, recebem o óleo armazenado e transportam a carga para terminais ou outras etapas da cadeia logística.

A operação exige embarcações preparadas para permanecer próximas aos FPSOs mesmo em condições adversas de mar.
Por isso, sistemas de posicionamento dinâmico e carregamento pela proa fazem parte da configuração dos shuttle tankers utilizados nesse tipo de serviço.
Com Janeiro Knutsen e Turid Knutsen já entregues e o Kristin Knutsen previsto para completar o pacote ainda em 2026, a Petrobras amplia sua capacidade logística para acompanhar o crescimento da produção em águas profundas e ultraprofundas.
Os três contratos asseguram dez anos firmes de operação por embarcação, com possibilidade de extensão por mais cinco anos.
