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Petrobras amplia frota offshore com três navios aliviadores afretados por 10 anos e completa entregas até dezembro

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Escrito por Ana Alice Publicado em 12/10/2026 às 23:03 Atualizado em 12/10/2026 às 23:05
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aneiro Knutsen integra o pacote de três navios aliviadores afretados pela Petrobras por dez anos para operações offshore no Brasil. Crédito: Knutsen Group
aneiro Knutsen integra o pacote de três navios aliviadores afretados pela Petrobras por dez anos para operações offshore no Brasil. Crédito: Knutsen Group
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Petrobras avança na renovação da logística marítima com três shuttle tankers contratados por uma década, enquanto Janeiro Knutsen e Turid Knutsen já foram entregues e o Kristin Knutsen se aproxima da operação no Brasil.

A Petrobras está reforçando sua logística offshore com três novos navios aliviadores afretados por dez anos para atuar no Brasil. Janeiro Knutsen e Turid Knutsen foram entregues em maio e agosto de 2026, enquanto o terceiro navio do pacote, o Kristin Knutsen, tem entrega prevista ainda neste ano.

Os contratos foram firmados em fevereiro de 2024 com a norueguesa Knutsen NYK Offshore Tankers. Cada embarcação terá período firme de dez anos, com possibilidade de extensão individual por até cinco anos adicionais.

Os navios não passam a integrar o patrimônio da Petrobras. Eles permanecem sob propriedade da armadora e ficam disponíveis à estatal por meio de contratos de afretamento de longo prazo, ampliando a capacidade de escoamento da produção retirada dos FPSOs.

Janeiro Knutsen foi o primeiro a chegar ao Brasil

O primeiro dos três navios, Janeiro Knutsen, foi entregue pelo estaleiro à Knutsen NYK em maio de 2026. Depois dos procedimentos de aceitação, a embarcação chegou ao Brasil em 29 de junho, com passagem por São Sebastião, no litoral de São Paulo.

O shuttle tanker tem aproximadamente 154 mil toneladas de porte bruto, cerca de 279 metros de comprimento e 48 metros de boca.

A embarcação utiliza sistema de posicionamento dinâmico DP2 e estrutura de carregamento pela proa, recursos importantes para trabalhar próximo a unidades de produção offshore.

O posicionamento dinâmico permite ao navio manter sua posição com precisão durante a transferência de petróleo, compensando automaticamente efeitos de vento, ondas e correntes. Essa capacidade é fundamental quando a operação ocorre a curta distância de um FPSO.

Turid Knutsen ampliou o pacote de entregas em agosto

O segundo navio, Turid Knutsen, foi entregue em agosto de 2026 e integra o mesmo conjunto de afretamentos de dez anos contratados pela Petrobras.

Assim como o Janeiro Knutsen, ele pertence à categoria dos grandes shuttle tankers destinados ao transporte de petróleo produzido em alto-mar. Suas dimensões e capacidade são compatíveis com as operações de grande escala realizadas nos campos offshore brasileiros.

A entrada dos dois navios ocorre em um cenário de crescimento da produção marítima.

Com novas plataformas entrando em operação e maior volume armazenado nos FPSOs, aumenta também a necessidade de embarcações capazes de retirar o petróleo com frequência e segurança.

Esse movimento torna os navios aliviadores uma peça importante da expansão offshore. Eles funcionam como elo entre as unidades produtoras no mar e as demais etapas da cadeia de transporte.

Kristin Knutsen deve concluir as entregas do contrato

O terceiro navio do pacote já foi batizado como Kristin Knutsen. A cerimônia ocorreu em setembro de 2026 no estaleiro COSCO Shipping Heavy Industry, em Zhoushan, na China.

Kristin Knutsen, terceiro navio do pacote contratado pela Petrobras, durante cerimônia de batismo no estaleiro COSCO Shipping Heavy Industry, na China. - Crédito: Knutsen Group
Kristin Knutsen, terceiro navio do pacote contratado pela Petrobras, durante cerimônia de batismo no estaleiro COSCO Shipping Heavy Industry, na China. – Crédito: Knutsen Group

A previsão mais recente indica entrega em novembro, antes do prazo máximo inicialmente informado para o fim do ano. Se o cronograma for mantido, a Petrobras terá recebido os três navios previstos no contrato ainda em 2026.

O Kristin Knutsen também tem aproximadamente 154 mil toneladas de porte bruto, além de cerca de 279 metros de comprimento e 48 metros de largura. O projeto inclui posicionamento dinâmico DP2, sistema de carregamento pela proa e soluções voltadas à eficiência energética em diferentes condições de operação.

Com a terceira embarcação, a Petrobras completa uma etapa iniciada com a contratação do pacote em 2024 e reforça a disponibilidade de navios especializados para o escoamento da produção offshore brasileira.

Navios aliviadores são essenciais para retirar petróleo dos FPSOs

Os FPSOs processam e armazenam o petróleo extraído dos campos marítimos, mas seus tanques precisam ser esvaziados periodicamente para que a produção continue sem interrupções.

É nesse ponto que entram os navios aliviadores. Eles se aproximam das unidades de produção, recebem o óleo armazenado e transportam a carga para terminais ou outras etapas da cadeia logística.

Navios aliviadores transportam o petróleo retirado dos FPSOs e são preparados para realizar operações de carregamento diretamente em campos offshore. Crédito: KNOT Offshore Partners LP
Navios aliviadores transportam o petróleo retirado dos FPSOs e são preparados para realizar operações de carregamento diretamente em campos offshore. Crédito: KNOT Offshore Partners LP

A operação exige embarcações preparadas para permanecer próximas aos FPSOs mesmo em condições adversas de mar.

Por isso, sistemas de posicionamento dinâmico e carregamento pela proa fazem parte da configuração dos shuttle tankers utilizados nesse tipo de serviço.

Com Janeiro Knutsen e Turid Knutsen já entregues e o Kristin Knutsen previsto para completar o pacote ainda em 2026, a Petrobras amplia sua capacidade logística para acompanhar o crescimento da produção em águas profundas e ultraprofundas.

Os três contratos asseguram dez anos firmes de operação por embarcação, com possibilidade de extensão por mais cinco anos.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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