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Toyota Hilux surge no Brasil com motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, câmbio automático de 6 marchas, telas de 12,3 polegadas, eletrificação no horizonte e data prevista para os motoristas brasileiros

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 07/10/2026 às 10:40 Atualizado em 07/10/2026 às 10:45
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Apresentação da nova geração está prevista para a primeira semana de dezembro, em Foz do Iguaçu, com carroceria redesenhada e cabine digital. Toyota ainda precisa confirmar a configuração nacional, os preços e o cronograma das versões híbrida de 48 volts e elétrica.

A nova Toyota Hilux tem apresentação prevista no Brasil para a primeira semana de dezembro de 2026, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O cronograma foi antecipado pelo jornalista Vitor Matsubara, da Automotive Business, e ainda depende da manutenção da programação pela fabricante.

A apuração da publicação indica que a picape continuará sendo produzida em Zárate, na Argentina, e deve preservar no mercado brasileiro o motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, associado ao câmbio automático de seis marchas. A configuração definitiva, porém, ainda será detalhada pela Toyota.

Novo visual mantém a estrutura sobre chassi

A Hilux apresentada internacionalmente recebeu faróis mais estreitos, ligados visualmente por uma barra central com o nome Toyota, além de estribos laterais redesenhados e um novo degrau traseiro para facilitar o acesso à caçamba.

Apesar da mudança de aparência, a fabricante manteve a construção com carroceria sobre chassi, característica estrutural da picape. A informação consta na apresentação internacional da nova geração divulgada pela Toyota.

O desenho mostrado no exterior serve como referência para a renovação brasileira, mas não define sozinho a composição das versões vendidas no país. Rodas, acabamentos, sistemas de assistência e outros equipamentos dependerão da especificação escolhida para o mercado nacional.

Nova Toyota Hilux chega ao Brasil com motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, telas de 12,3", câmbio automático e eletrificação prevista.
Nova Toyota Hilux chega ao Brasil com motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, telas de 12,3″, câmbio automático e eletrificação prevista.

Cabine passa a concentrar telas de 12,3 polegadas

O interior reúne uma das mudanças mais visíveis da nova geração. O painel ganhou desenho mais horizontal, inspirado no Land Cruiser, enquanto comandos de tração integral e recursos destinados à condução fora de estrada foram agrupados na região central.

Na configuração internacional, o quadro de instrumentos digital tem 12,3 polegadas, e a central multimídia pode chegar às mesmas 12,3 polegadas, conforme a versão. A atualização também inclui recursos de conectividade e novos sistemas eletrônicos de assistência ao motorista.

A presença dessas tecnologias em modelos destinados a outros mercados não significa que todas serão oferecidas de série no Brasil. A divisão dos equipamentos entre versões será necessária para medir quanto da renovação apresentada no exterior chegará efetivamente às concessionárias brasileiras.

Para quem usa a Hilux entre rodovias, propriedades rurais e trajetos urbanos, a reorganização da cabine também altera a forma de acessar informações e comandos. A utilidade prática, entretanto, dependerá dos equipamentos presentes em cada versão nacional e não apenas do tamanho das telas.

Motor 2.8 turbodiesel deve permanecer

A principal indicação sobre a mecânica brasileira é a continuidade do 2.8 turbodiesel. A Automotive Business informou que o propulsor de 204 cv deve seguir combinado ao câmbio automático de seis marchas, mantendo um conjunto já conhecido na linha vendida no país.

Nova Toyota Hilux chega ao Brasil com motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, telas de 12,3", câmbio automático e eletrificação prevista.
Nova Toyota Hilux chega ao Brasil com motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, telas de 12,3″, câmbio automático e eletrificação prevista.

A permanência dessa mecânica coloca a maior parte das mudanças inicialmente esperadas no desenho, no interior e nos recursos eletrônicos. Capacidade de carga, limite de reboque, consumo e eventuais diferenças entre versões ainda precisam constar da ficha técnica brasileira.

Esses dados têm peso particular para compradores que utilizam a caminhonete como ferramenta de trabalho, já que potência isolada não determina a adequação a transporte de carga, reboque ou uso frequente em estradas de terra.

A apresentação nacional também deverá esclarecer se haverá diferenças de calibração ou de equipamentos entre os modelos destinados ao Brasil e aqueles comercializados no exterior, evitando que especificações de outros mercados sejam transferidas diretamente para a linha brasileira.

Eletrificação faz parte da nova geração

A renovação internacional inclui uma versão Hybrid 48V, que combina o motor diesel de 2,8 litros com bateria de íons de lítio de 48 volts, motor-gerador e conversor de corrente para auxiliar o conjunto a combustão.

A Toyota informa que esse sistema foi desenvolvido para tornar o funcionamento mais suave, principalmente em arrancadas e acelerações. Como se trata de um híbrido leve, a bateria não depende de conexão externa à rede elétrica para ser recarregada.

Na especificação divulgada para a Europa, a versão de 48 volts pode transportar até uma tonelada e rebocar até 3,5 toneladas com freio. Esses números pertencem ao modelo europeu e ainda não representam capacidades confirmadas para a futura configuração brasileira.

Nova Toyota Hilux chega ao Brasil com motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, telas de 12,3", câmbio automático e eletrificação prevista.
Nova Toyota Hilux chega ao Brasil com motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, telas de 12,3″, câmbio automático e eletrificação prevista.

A nova geração também ganhou a primeira Hilux totalmente elétrica a bateria. O modelo utiliza uma bateria de 59,2 kWh e dois eixos elétricos com tração integral permanente, enquanto os dados preliminares divulgados pela fabricante apontam autonomia aproximada de 240 quilômetros pelo ciclo europeu WLTP.

As duas soluções atendem a propostas diferentes: o sistema de 48 volts mantém o motor diesel e usa assistência elétrica, enquanto a versão elétrica elimina o propulsor a combustão e depende de bateria e infraestrutura de recarga.

A existência das duas alternativas no exterior, no entanto, não significa que elas serão lançadas simultaneamente com a nova Hilux no Brasil. A Automotive Business informou que as versões eletrificadas estão nos planos para o país, mas o calendário nacional ainda não foi detalhado.

Também permanecem pendentes os preços, a divisão das versões, os equipamentos de série e a data efetiva de chegada às concessionárias. A apresentação prevista para dezembro deverá definir esses pontos e esclarecer quando as configurações híbrida de 48 volts e totalmente elétrica passarão a integrar a oferta brasileira.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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