Apresentação da nova geração está prevista para a primeira semana de dezembro, em Foz do Iguaçu, com carroceria redesenhada e cabine digital. Toyota ainda precisa confirmar a configuração nacional, os preços e o cronograma das versões híbrida de 48 volts e elétrica.
A nova Toyota Hilux tem apresentação prevista no Brasil para a primeira semana de dezembro de 2026, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O cronograma foi antecipado pelo jornalista Vitor Matsubara, da Automotive Business, e ainda depende da manutenção da programação pela fabricante.
A apuração da publicação indica que a picape continuará sendo produzida em Zárate, na Argentina, e deve preservar no mercado brasileiro o motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, associado ao câmbio automático de seis marchas. A configuração definitiva, porém, ainda será detalhada pela Toyota.
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Novo visual mantém a estrutura sobre chassi
A Hilux apresentada internacionalmente recebeu faróis mais estreitos, ligados visualmente por uma barra central com o nome Toyota, além de estribos laterais redesenhados e um novo degrau traseiro para facilitar o acesso à caçamba.
Apesar da mudança de aparência, a fabricante manteve a construção com carroceria sobre chassi, característica estrutural da picape. A informação consta na apresentação internacional da nova geração divulgada pela Toyota.
O desenho mostrado no exterior serve como referência para a renovação brasileira, mas não define sozinho a composição das versões vendidas no país. Rodas, acabamentos, sistemas de assistência e outros equipamentos dependerão da especificação escolhida para o mercado nacional.

Cabine passa a concentrar telas de 12,3 polegadas
O interior reúne uma das mudanças mais visíveis da nova geração. O painel ganhou desenho mais horizontal, inspirado no Land Cruiser, enquanto comandos de tração integral e recursos destinados à condução fora de estrada foram agrupados na região central.
Na configuração internacional, o quadro de instrumentos digital tem 12,3 polegadas, e a central multimídia pode chegar às mesmas 12,3 polegadas, conforme a versão. A atualização também inclui recursos de conectividade e novos sistemas eletrônicos de assistência ao motorista.
A presença dessas tecnologias em modelos destinados a outros mercados não significa que todas serão oferecidas de série no Brasil. A divisão dos equipamentos entre versões será necessária para medir quanto da renovação apresentada no exterior chegará efetivamente às concessionárias brasileiras.
Para quem usa a Hilux entre rodovias, propriedades rurais e trajetos urbanos, a reorganização da cabine também altera a forma de acessar informações e comandos. A utilidade prática, entretanto, dependerá dos equipamentos presentes em cada versão nacional e não apenas do tamanho das telas.
Motor 2.8 turbodiesel deve permanecer
A principal indicação sobre a mecânica brasileira é a continuidade do 2.8 turbodiesel. A Automotive Business informou que o propulsor de 204 cv deve seguir combinado ao câmbio automático de seis marchas, mantendo um conjunto já conhecido na linha vendida no país.

A permanência dessa mecânica coloca a maior parte das mudanças inicialmente esperadas no desenho, no interior e nos recursos eletrônicos. Capacidade de carga, limite de reboque, consumo e eventuais diferenças entre versões ainda precisam constar da ficha técnica brasileira.
Esses dados têm peso particular para compradores que utilizam a caminhonete como ferramenta de trabalho, já que potência isolada não determina a adequação a transporte de carga, reboque ou uso frequente em estradas de terra.
A apresentação nacional também deverá esclarecer se haverá diferenças de calibração ou de equipamentos entre os modelos destinados ao Brasil e aqueles comercializados no exterior, evitando que especificações de outros mercados sejam transferidas diretamente para a linha brasileira.
Eletrificação faz parte da nova geração
A renovação internacional inclui uma versão Hybrid 48V, que combina o motor diesel de 2,8 litros com bateria de íons de lítio de 48 volts, motor-gerador e conversor de corrente para auxiliar o conjunto a combustão.
A Toyota informa que esse sistema foi desenvolvido para tornar o funcionamento mais suave, principalmente em arrancadas e acelerações. Como se trata de um híbrido leve, a bateria não depende de conexão externa à rede elétrica para ser recarregada.
Na especificação divulgada para a Europa, a versão de 48 volts pode transportar até uma tonelada e rebocar até 3,5 toneladas com freio. Esses números pertencem ao modelo europeu e ainda não representam capacidades confirmadas para a futura configuração brasileira.

A nova geração também ganhou a primeira Hilux totalmente elétrica a bateria. O modelo utiliza uma bateria de 59,2 kWh e dois eixos elétricos com tração integral permanente, enquanto os dados preliminares divulgados pela fabricante apontam autonomia aproximada de 240 quilômetros pelo ciclo europeu WLTP.
As duas soluções atendem a propostas diferentes: o sistema de 48 volts mantém o motor diesel e usa assistência elétrica, enquanto a versão elétrica elimina o propulsor a combustão e depende de bateria e infraestrutura de recarga.
A existência das duas alternativas no exterior, no entanto, não significa que elas serão lançadas simultaneamente com a nova Hilux no Brasil. A Automotive Business informou que as versões eletrificadas estão nos planos para o país, mas o calendário nacional ainda não foi detalhado.
Também permanecem pendentes os preços, a divisão das versões, os equipamentos de série e a data efetiva de chegada às concessionárias. A apresentação prevista para dezembro deverá definir esses pontos e esclarecer quando as configurações híbrida de 48 volts e totalmente elétrica passarão a integrar a oferta brasileira.
