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Pesquisa liderada pela Universidade de Zurique acompanhou 12 tripulantes durante dez meses na Estação Concordia, na Antártida, onde o inverno pode chegar a menos 80 °C, e identificou conflitos, desconfiança, queda no desempenho percebido e formação de subgrupos em ambiente extremo.

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 25/05/2026 às 21:55 Atualizado em 25/05/2026 às 22:08
Descubra como a vida na Antártida afeta a dinâmica de equipes em missões isoladas e ambientes extremos.
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Pesquisa liderada pela Universidade de Zurique acompanhou 12 pessoas durante dez meses na Estação Concordia, na Antártida, e indica que o contato físico constante, em ambientes isolados, pode ampliar conflitos, desconfiança e fragmentação social em equipes submetidas a missões longas.

Estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade de Zurique acompanhou 12 tripulantes por dez meses na Estação Concordia, na Antártida, e mostrou que, em missões isoladas, a proximidade física constante pode aumentar conflitos, desconfiança e queda no desempenho percebido.

Antártida mostra limites da convivência extrema

A pesquisa investigou como equipes continuam funcionando quando vivem juntas por longos períodos, com pouca privacidade e contato limitado com exterior. O trabalho foi conduzido por Jan Schmutz, da Universidade de Zurique, e Andrea Cantisani, da Universidade de Berna.

A Estação Concordia foi usada como modelo para missões à Lua ou Marte. No inverno, o local registra temperaturas de menos 80 °C, condição que reforça seu papel como ambiente extremo.

Mais contato não significou apoio

Durante a missão, participantes responderam a questionários em quatro momentos. Também utilizaram sensores vestíveis, capazes de registrar quando e por quanto tempo ficavam próximos de membros da equipe.

Os dados indicaram que contato frequente não trouxe integração. Tripulantes próximos fisicamente relataram conflitos, crescimento da desconfiança e redução do desempenho percebido.

Schmutz afirmou que, em equipes pequenas e sob condições extremas, mais contato não equivale automaticamente a apoio social e pode ampliar tensões. As análises são correlacionais e não permitem concluir causa e efeito.

Subgrupos cresceram na missão

Os sensores também revelaram formação gradual de subgrupos. Com o tempo, tripulantes buscaram pessoas do mesmo idioma ou da mesma nacionalidade, padrão que pode oferecer apoio em situações estressantes.

Esse movimento pode elevar o risco de fragmentação social e enfraquecer a coesão em equipes multiculturais. Para missões longas, o achado reforça a importância de identificar mudanças sociais desde o início.

As conclusões interessam a programas espaciais, submarinos, plataformas offshore e estações remotas. O estudo mostrou que sensores de proximidade funcionam em condições extremas e podem acompanhar rotinas sem interferência significativa.

As descobertas são publicado no diário Anais da Academia Nacional de Ciências.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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