Com US$ 1,14 bi liberados, EUA iniciam a produção internacional dos F-35, ampliando parcerias militares e reforçando sua estratégia de defesa.
O governo dos Estados Unidos aprovou um orçamento de US$ 1,14 bilhão para impulsionar a produção de quase duzentos novos caças F-35, segundo anúncio oficial divulgado nesta semana pelo Pentágono.
A medida, que envolve diretamente a Lockheed Martin, atende à necessidade das Forças Armadas norte-americanas de ampliar sua frota de aeronaves avançadas e reforçar a capacidade aérea militar até 2030, distribuindo os jatos entre diferentes ramos da defesa e países parceiros.
O Departamento da Marinha dos EUA aprovou o investimento e o formalizou como uma modificação contratual para garantir a fabricação dos lotes 20 e 21 da aeronave.
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Orçamento de US$ 1,14 bilhão e expansão da produção dos caças F-35
O novo aporte financeiro — que contempla um orçamento de US$ 1,14 bilhão para produção de quase duzentos novos caças F-35 — autoriza a Lockheed Martin a adquirir peças, materiais e componentes essenciais para 198 aeronaves.
Desse total, 65 unidades correspondem ao lote 20 e 133 ao lote 21, conforme detalhado no contrato modificado P00005, associado ao número N0001925C0070.
Segundo o Pentágono, a decisão reflete o avanço contínuo do programa F-35, considerado estratégico para manter a superioridade aérea dos EUA diante de disputas geopolíticas e do fortalecimento de rivais militares ao redor do mundo.
Para quem serão destinados os novos F-35
Os 198 jatos financiados pelo orçamento aprovado pelos EUA para a produção de quase duzentos novos caças F-35 não atenderão exclusivamente às forças norte-americanas. A equipe também distribuirá os recursos entre:
Força Aérea dos Estados Unidos (USAF);
Marinha (US Navy);
Corpo de Fuzileiros Navais (US Marine Corps);
Nações parceiras do programa cooperativo do F-35;
Clientes do programa de Vendas Militares Estrangeiras (FMS).
O Pentágono reforça que a alta demanda internacional demonstra o papel central do F-35 no reposicionamento estratégico de países aliados, que buscam aeronaves de quinta geração com maior capacidade de resposta em cenários de combate moderno.
Como será a produção global dos caças F-35
mbora os Estados Unidos liderem a maior parte das operações, vários países participam da cadeia internacional que produz o F-35. A Lockheed Martin informou que:
59% do trabalho ocorrerá em Fort Worth, Texas, o principal polo de montagem da aeronave.
14% será realizado em El Segundo, Califórnia.
9% ficará a cargo da instalação em Warton, Reino Unido.
A unidade de Cameri, na Itália, executará 4% do trabalho.
Outros centros de produção incluem Orlando (4%), Nashua (3%), Baltimore (3%), San Diego (2%) e instalações adicionais distribuídas internacionalmente (2%).
O Departamento de Defesa afirmou que liberará todos os recursos imediatamente, sem risco de expiração no fim do exercício fiscal.
Assim, a equipe prevê concluir o trabalho até dezembro de 2030, marcando uma das fases mais robustas já planejadas dentro do cronograma do programa.
Por que o F-35 é considerado essencial pelos EUA e aliados
Então reconhecido como o maior programa de armamento da história do Pentágono, o F-35 representa um salto estratégico no domínio aéreo global.
Assim suas características furtivas — que reduzem sua detecção por radares —, somadas à fusão de sensores e aos sistemas de combate em rede, tornam o jato um dos mais avançados do mundo.
Segundo o Departamento de Defesa, “as características furtivas, a fusão de sensores e os sistemas de combate em rede do F-35 são fundamentais para as estratégias atuais de domínio aéreo dos Estados Unidos e seus aliados”.
Assim, a combinação entre tecnologia avançada, interoperabilidade e capacidade de operação em diversos cenários reforça o motivo pelo qual o orçamento aprovado pelos EUA para produção de quase duzentos novos caças F-35 continua crescendo ano após ano.
Crescimento da demanda global e desafios futuros
Enquanto mais países entram na lista de operadores do F-35, especialistas apontam que a pressão sobre a cadeia produtiva tende a aumentar.
Assim, a modificação contratual de US$ 1,14 bilhão busca garantir previsibilidade, ritmo industrial e estabilidade logística para cumprir as encomendas dentro do calendário.
Então o Pentágono reafirma que o programa evolui de forma consistente e que as próximas fases incluirão melhorias contínuas nos sistemas eletrônicos.
