Segundo o relatório Renewable Capacity Statistics 2026, da IRENA, a Índia adicionou mais de 37 GW de energia solar em 2025 e superou os Estados Unidos, virando o segundo maior mercado de crescimento solar do mundo, atrás apenas da China. O governo indiano destacou o feito em junho de 2026.
A Índia alcançou um marco inédito na corrida da energia solar. De acordo com o relatório Renewable Capacity Statistics 2026, da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), com dados referentes a dezembro de 2025, o país superou os Estados Unidos em quanto instalou de capacidade solar ao longo daquele ano e se tornou o segundo maior mercado de crescimento do setor no mundo, atrás apenas da China. O feito foi destacado pelo ministro de Energia Nova e Renovável da Índia, Pralhad Joshi, em 3 de junho de 2026.
É importante entender o recorte de tempo. Os números se referem ao ano de 2025 e medem o quanto cada país acrescentou de capacidade naquele período, e não o total acumulado. Por esse critério, a Índia instalou mais de 37 GW de energia solar em 2025, contra 34 GW dos Estados Unidos, ficando atrás somente da China. Na capacidade total já instalada, porém, os americanos continuam bem à frente.
Como a Índia superou os Estados Unidos em energia solar

Segundo a IRENA, a Índia adicionou mais de 37 GW de energia solar em 2025, enquanto os Estados Unidos somaram 34 GW no mesmo ano.
-
Há cerca de 2.000 anos, a cidade chinesa de Zigong já operava uma rede de gás natural usando apenas bambu, madeira e força humana, e em 1835 perfurou o primeiro poço do mundo a passar de mil metros de profundidade, sem aço, motores ou combustível importado
-
Na Islândia natação vira obrigatória já na primeira série e só é cancelada quando faz cinco graus abaixo de zero, por trás dessa rotina extrema está o país mais igualitário do planeta, onde quem ganha mais curiosamente recebe um pouco menos de auxílio do Estado
-
Três estudantes da Paraíba usam argila e amido da batata-doce e criam membrana que retém microplásticos invisíveis na água, leva prêmio na Febrace e mira estações de tratamento no Brasil
-
A Havan, varejista catarinense de Luciano Hang, chamou Nattan e Manu Bahtidão para transformar seus 40 anos em uma festa nacional com forró, tecnomelody, humor e ofertas relâmpago, numa campanha que percorre o Brasil e tenta fazer clientes virarem parte da história da marca.
O resultado colocou o país asiático na segunda posição mundial em adição anual, atrás apenas da China, que lidera com folga ao instalar 315 GW no período. A diferença mostra que, embora a Índia tenha avançado, ainda há um gigante muito à frente.
O salto também valeu outro posto de destaque em 2025. A Índia ultrapassou o Japão e se tornou a terceira maior produtora mundial de eletricidade solar, ao gerar mais de 108 mil GWh, contra cerca de 96 mil GWh dos japoneses.
Vale lembrar que a ultrapassagem sobre os Estados Unidos é recente: em 2023, a Índia havia adicionado apenas 9,6 GW de energia solar, e em 2024, 25,4 GW, enquanto os americanos somaram 27 GW e 37,7 GW nesses dois anos. Só em 2025 o país passou à frente.
Os dois recortes do crescimento: ano-calendário e ano fiscal
Parte da confusão sobre os números tem uma explicação simples. A IRENA mede a capacidade por ano-calendário, de janeiro a dezembro, e foi nesse recorte que a Índia somou os mais de 37 GW de energia solar em 2025.
Já o governo indiano costuma divulgar seus dados por ano fiscal, que vai de abril a março, o que faz alguns marcos avançarem até 2026.
Foi por esse calendário fiscal que surgiu outro recorde. No ano fiscal de 2025-26, encerrado em março de 2026, a Índia adicionou 44,61 GW de capacidade solar, ante uma meta de 34 GW e quase o dobro do recorde anterior, de 23,83 GW no ano fiscal passado, segundo o ministro Pralhad Joshi.
No ritmo da capacidade acumulada, o país partiu de cerca de 2,8 GW em 2014, levou 96 meses para alcançar os primeiros 50 GW, mais 36 meses para os 50 GW seguintes e apenas 14 meses para saltar de 100 GW para 150 GW de energia solar, marca ultrapassada já em 2026.
China lidera e os Estados Unidos seguem à frente no total
Apesar da comemoração, é preciso separar duas coisas. Em adição anual, a Índia ficou em segundo lugar em 2025; mas, em capacidade solar acumulada, os Estados Unidos continuam bem à frente, com cerca de 211 GW instalados, contra aproximadamente 135 GW da Índia ao fim de 2025, segundo a IRENA. Ou seja, o país asiático cresceu mais rápido no ano, mas ainda tem um estoque menor de energia solar do que o rival.
No topo global, a China segue isolada na liderança, tanto na adição de 2025 quanto no total acumulado. Considerando todas as fontes renováveis, a Índia subiu à terceira posição mundial em capacidade instalada, com cerca de 250 GW ao fim de 2025, ultrapassando o Brasil e ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos, ranking também anunciado pelo governo em 2026.
Naquele ano, o mundo bateu recorde ao adicionar 692 GW de capacidade renovável, dos quais 510 GW só de solar, com China, Estados Unidos e União Europeia respondendo por quase 80% do total.
Os desafios por trás do recorde de energia solar
O avanço da energia solar na Índia é real, mas convém olhar com cautela. O país ainda enfrenta gargalos importantes, como limitações na infraestrutura de rede elétrica, capacidade insuficiente de armazenamento e dependência da importação de componentes, embora a compra de módulos no exterior tenha caído com o crescimento da produção nacional.
Esses pontos acompanham o crescimento celebrado pelo governo.
Há ainda um detalhe que coloca o feito em perspectiva.
Mesmo tendo atingido a marca de 50% da capacidade instalada vinda de fontes não fósseis em junho de 2025, essas fontes responderam por cerca de 29% da eletricidade efetivamente gerada na Índia no ano fiscal de 2025-26, justamente porque a energia solar é intermitente e depende do sol.
Transformar a capacidade instalada em geração confiável, portanto, é o próximo grande obstáculo da transição energética indiana, que mira 500 GW de fontes renováveis até 2030.
A Índia ultrapassar os Estados Unidos em energia solar num único ano, mesmo ainda atrás da China e dos próprios EUA no total acumulado, mostra como a corrida pela energia limpa está mudando de mãos.
Conte nos comentários se você acha que o Brasil deveria acelerar do mesmo jeito na energia solar e o que estaria travando esse avanço por aqui. Sua opinião pode esquentar o debate.


Seja o primeiro a reagir!