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Pela primeira vez, cientistas gravaram em 3D o momento exato em que células do sistema imunológico “matam” células de câncer

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 01/05/2026 às 11:42
Atualizado em 01/05/2026 às 11:47
Pesquisa inovadora utiliza técnica de congelamento para mapear como as células de defesa destroem tumores. Entenda o impacto para o tratamento do câncer.
Pesquisa inovadora utiliza técnica de congelamento para mapear como as células de defesa destroem tumores. Entenda o impacto para o tratamento do câncer. Foto: F. Lemaitre/UNIGE.
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Pesquisa inovadora utiliza técnica de congelamento para mapear como as células de defesa destroem tumores. Entenda o impacto para o tratamento do câncer.

Cientistas da Universidade de Genebra e do Hospital Universitário de Lausanne, na Suíça, conseguiram um feito tecnológico inédito: observar em três dimensões e com detalhes microscópicos o momento exato em que o corpo combate o câncer.

Através de uma técnica avançada de preservação, a equipe mapeou a chamada “sinapse imunológica”, que é a região de contato onde as células de defesa lançam um ataque direto contra os tumores.

O estudo, publicado na revista Cell Reports em abril de 2026, revela que o sistema imunológico utiliza “assassinos de precisão” chamados linfócitos T citotóxicos para eliminar ameaças sem prejudicar os tecidos saudáveis.

Tecnologia de expansão revela o “invisível”

O grande desafio da ciência sempre foi observar essas interações sem deformar as delicadas estruturas biológicas. Para resolver isso, os pesquisadores utilizaram a microscopia de crioexpansão, que permite ampliar fisicamente as células após um processo de congelamento ultrarrápido.

Segundo Virginie Hamel, autora da pesquisa, “a técnica consiste em congelar instantaneamente as células em altíssima velocidade, colocando-as em um estado vítreo, no qual a água se solidifica sem formar cristais, preservando fielmente as estruturas biológicas”.

Esse método permitiu que a equipe enxergasse detalhes antes inacessíveis. Ao analisar a zona de impacto, os cientistas notaram comportamentos específicos das membranas e dos componentes internos das células imunológicas:

  • Formação de Cúpula: No ponto de contato, a membrana da célula de defesa se molda para organizar a ofensiva.
  • Grânulos Citotóxicos: Pequenos “pacotes” internos que guardam as substâncias destruidoras.
  • Arquitetura Variável: Os grânulos possuem diferentes formatos e concentrações, o que altera a eficácia do combate.
  • Substâncias Identificadas: A observação mostrou a presença de granzima B e perforina agindo diretamente no alvo.

A estratégia de ataque das células de defesa contra tumores

A reconstrução em 3D permitiu identificar que o ataque não é apenas uma reação química, mas um processo estrutural coordenado.

Florent Lemaître, primeiro autor do estudo, destaca uma descoberta central sobre a anatomia desse combate: “Nosso trabalho revela que, no ponto de contato entre a célula imune e seu alvo, a membrana forma uma espécie de cúpula”.

Reconstrução tridimensional de uma célula T CD8 ativada, submetida à criopreservação e posterior expansão. A imagem destaca a membrana plasmática em cinza translúcido, além dos grânulos líticos — com granzima B em verde e perforina em magenta. Foto: F. Lemaitre/UNIGE.

Essa estrutura é fundamental para garantir que as substâncias tóxicas sejam injetadas com precisão cirúrgica dentro dos tumores. Além disso, os linfócitos T infiltrados demonstram uma capacidade única de reconhecer células com comportamento anormal.

Impacto na imunoterapia e no futuro dos tratamentos

A pesquisa não se limitou a ambientes controlados de laboratório; os cientistas aplicaram a técnica em amostras de tecidos humanos reais.

Benita Wolf, colaboradora do estudo, explica a relevância dessa aplicação: “Ampliamos essa abordagem a tecidos tumorais humanos, possibilitando a observação direta de linfócitos T infiltrando tumores e seu maquinário citotóxico”.

Essa observação direta ajuda a explicar por que alguns pacientes respondem bem aos tratamentos e outros não. Portanto, esse mapeamento detalhado funciona como um guia para aprimorar a imunoterapia.

Ao entender as etapas exatas onde a interação entre células de defesa e tumores pode falhar, médicos e pesquisadores podem desenvolver terapias personalizadas e mais potentes.

Fonte: Revista Galileu

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Myrcia Rose Skaetta
Myrcia Rose Skaetta
04/05/2026 01:55

Li hoje também um artigo divulgado por Cientistas de Genebra sobre uma célula tumoral, a qual os pesquisadores congelaram e fotografaram em 3D. Fiquei impressionada com a foto e com a inteligência de nosso organismo. Como tudo é organizado e sincronizado. Aonde que se iria imaginar que esses gránulos citotóxicos guardam as substâncias para atacar o tumor com precisão. Com isso deuz-se que podemos ter algum tumor e já no inicio nossos linfócitos T entram em açao destruindo o tumor, e nem sabemos que tivemos. E em algumas pessoas não acontece o mesmo, essa batalha é perdida. Como se fosse o pâncreas que não desse mais conta de atacar tanta glicemia no nosso organismo. Até que entra em exaustão. Será que tem pessoads que nasceram com linfócitos T em números menores e com mais linfócitos que não sejam os T para lidar com tumores mais agressivos, que precisam de uma quantidade maior? E se os cientistas introduzissem mais linfócitos T nas células? para suprir essa deficiência? Mas, a qyestão é: o que causa esses tumores? Pq tem pessoas que os tem e outros que não tem? Alguma coisa na nossa ancestralidade que veio vindo até hoje. Descubriram células cancerígenas até em múmias, no tempo dos faraós! Os elefantes não tem câncer. Descobriran que eles têm um número muito maior de células T do que outros animais. A gente vê que tem cães que tem câncer e outros não. Já vem nos genes. Tem que descobrir essa cura logo! Se o nosso corpo veio “munido” dessas células combativas (células T) é por que isso faz parte de nossa evolução. Agora a grande questão é descobrir por que ele falha em algumas pessoas. Mão nasceram com a quantidade correta?

Myrcia Rise Skaetta
Myrcia Rise Skaetta
04/05/2026 00:47

Eu fico impressionada com a inteligência de nosso organismo. Como tudo é organizado e sincronizado. Aonde que se iria imaginar que esses gránulos citotóxicos guardam as substâncias para atacar o tumor com precisão. Com isso deuz-se que podemos ter algum tumor e já no inicio nossos linfócitos T entram em açao destruindo o tumor, e nem sabemos que tivemos. E em algumas pessoas não acontece o mesmo, essa batalha é perdida. Como se fosse o pâncreas que não desse mais conta de atacar tanta glicemia no nosso organismo. Até que entra em exaustão. Será que tem pessoads que nasceram com linfócitos T em números menores e com mais linfócitos que não sejam os T para lidar com tumores mais agressivos, que precisam de uma quantidade maior? E se os cientistas introduzissem mais linfócitos T nas células? para suprir essa deficiência? Mas, a qyestão é: o que causa esses tumores? Pq tem pessoas que os tem e outros que não tem? Alguma coisa na nossa ancestralidade que veio vindo até hoje. Descubriram células cancerígenas até em múmias, no tempo dos faraós! Os elefantes não tem câncer. Descobriran que eles têm um número muito maior de células T do que outros animais. A gente vê que tem cães que tem câncer e outros não. Já vem nos genes. Tem que descobrir essa cura logo! Se o nosso corpo veio “munido” dessas células combativas (células T) é por que isso faz parte de nossa evolução. Agora a grande questão é descobrir por que essa defesa falha em algumas pessoas. Ou por que também como o pâncreas, entram em exaustão? E não conseguem dar conta?

Leonor Alves
Leonor Alves
01/05/2026 22:57

Lendo esse artigo, sinto-me esperançosa, e ao mesmo tempo triste porque não sei se esse tratamento poderá chegar até mim.

Carlos
Carlos
Em resposta a  Leonor Alves
03/05/2026 05:33

Talvez esse tratamento não chegue. Porém existe o seu Criador que lhe operar em segredo. Basta crer Nele.

Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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