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“Celular do ChatGPT”: OpenAI pode lançar celular com IA própria até 2028 e desafiar Apple e Samsung — projeto prevê fim dos apps e produção de até 400 milhões de unidades por ano

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 28/04/2026 às 09:18
Atualizado em 28/04/2026 às 09:34
Com planos de lançar um smartphone em 2028, a OpenAI desenvolve chips exclusivos para rodar o ChatGPT nativamente. Conheça os projetos Dime e Gumdrop.
Com planos de lançar um smartphone em 2028, a OpenAI desenvolve chips exclusivos para rodar o ChatGPT nativamente. Conheça os projetos Dime e Gumdrop. (Imagem meramente ilustrativa)
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Com planos de lançar um smartphone em 2028, a OpenAI desenvolve chips exclusivos para rodar o ChatGPT nativamente. Conheça os projetos Dime e Gumdrop.

A indústria de dispositivos móveis pode estar prestes a sofrer uma transformação radical com a entrada da OpenAI no setor de hardware. De acordo com projeções do analista Ming-Chi Kuo, a desenvolvedora do ChatGPT trabalha no desenvolvimento de um celular próprio, projetado para operar com processadores customizados.

A meta da organização é audaciosa: criar um aparelho que atue como um assistente inteligente contínuo, capaz de processar dados em tempo real e, gradualmente, tornar os aplicativos tradicionais obsoletos.

“Celular do ChatGPT”: Ecossistema de dispositivos inteligentes

Embora o celular seja a peça central da nova estratégia, a OpenAI planeja cercar o usuário com outros acessórios integrados que expandem as capacidades da inteligência artificial.

Entre os projetos identificados, destacam-se dispositivos que buscam entender o contexto do usuário de formas variadas:

  • Projeto Sweetpea (Dime): Fones de ouvido inteligentes que devem chegar ao mercado com o nome comercial “Dime”. Eles utilizarão processadores Samsung de 2 nanômetros para funções locais.
  • Projeto Gumdrop: Uma caneta portátil sem tela, equipada com câmeras, sensores e microfones. O objetivo é oferecer consciência contextual e converter notas manuais em texto para o ChatGPT instantaneamente.
  • Lançamento antecipado: Enquanto o smartphone é um plano de longo prazo, a caneta inteligente tem previsão de estreia entre os anos de 2026 e 2027.

Estratégia de hardware e IA local

Diferente dos smartphones atuais que focam em potência bruta, o foco da OpenAI está em uma arquitetura de chips que prioriza a gestão de memória e a eficiência no consumo de energia.

Graças a parcerias técnicas com a Qualcomm e a MediaTek, a empresa evita desenvolver componentes do zero, concentrando-se em otimizar a execução do ChatGPT de forma local.

Isso significa que o dispositivo será capaz de realizar tarefas complexas de inteligência artificial sem depender constantemente de servidores externos.

Com planos de lançar um smartphone em 2028, a OpenAI desenvolve chips exclusivos para rodar o ChatGPT nativamente. Conheça os projetos Dime e Gumdrop.
Com planos de lançar um smartphone em 2028, a OpenAI desenvolve chips exclusivos para rodar o ChatGPT nativamente. Conheça os projetos Dime e Gumdrop. (Imagem meramente ilustrativa)

Para a viabilização física do projeto, a OpenAI conta com colaborações estratégicas:

  1. Fabricação: A Luxshare foi apontada como a parceira exclusiva para a montagem do dispositivo.
  1. Desenvolvimento de Chips: Acordos com a Broadcom visam a criação de semicondutores voltados para centros de dados e computação de ponta.
  1. Escala de Mercado: A expectativa é atingir remessas anuais impressionantes, entre 300 e 400 milhões de unidades.

“Celular do ChatGPT”: O fim da dependência de aplicativos

A grande aposta da OpenAI para o seu futuro celular é uma mudança profunda no comportamento do consumidor.

A empresa prevê que, ao oferecer agentes inteligentes altamente integrados ao hardware, as pessoas deixarão de usar aplicativos tradicionais em favor dessas ferramentas proativas.

O smartphone funcionaria como um coletor de dados em tempo real, permitindo que a IA resolva tarefas de forma fluida e onipresente.

Apesar de o cronograma apontar para um longo caminho de desenvolvimento — com a definição de componentes prevista para o início de 2027 e produção em larga escala apenas em 2028 —, a movimentação sinaliza que a inteligência artificial deixará de ser apenas um recurso extra.

O objetivo é rivalizar diretamente com gigantes como Apple e Samsung, transformando o smartphone na categoria de maior escala para a IA no futuro previsível. Até o momento, contudo, a OpenAI não fixou uma data concreta para o lançamento oficial do aparelho.

Fonte: CanalTech

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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