Limpeza de peixes mortos no Itacorubi já começou e investigação aponta falta de oxigênio como principal causa, gerou preocupação e mau cheiro torna tudo ainda mais desagradável
A presença de peixes mortos no Itacorubi chamou atenção após milhares de manjubinhas aparecerem sem vida nas margens do rio, gerando preocupação ambiental e impacto direto na rotina de moradores. A situação mobilizou equipes de limpeza e acendeu um alerta sobre a qualidade da água na região.
O cenário inclui cheiro forte, desconforto para quem passa pelo local e riscos ambientais, enquanto órgãos responsáveis analisam as causas do problema. A retirada dos peixes já começou e envolve esforço contínuo desde as primeiras horas do dia.
Limpeza de peixes mortos no Itacorubi mobiliza equipes desde cedo
A retirada dos peixes mortos no Itacorubi envolve trabalhadores que utilizam ferramentas simples para recolher as manjubinhas acumuladas nas margens do rio. O material é colocado em sacos e levado para caçambas, com dezenas de volumes já preenchidos.
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O trabalho começou ainda no dia anterior e seguiu ao longo da manhã seguinte. A quantidade de peixes impressiona e exige esforço contínuo para evitar agravamento do problema. A presença de aves consumindo os peixes também foi registrada, reduzindo parte do volume, mas não o impacto geral.
Mau cheiro e impacto direto na rotina de quem passa pelo local
O mau cheiro intenso causado pelos peixes mortos tem incomodado quem frequenta a região. Pessoas que utilizam o local para caminhar ou praticar atividades físicas relatam dificuldade até para permanecer no ambiente.

O odor forte se espalha pelas margens do rio e torna a experiência desagradável. O problema afeta diretamente a qualidade de vida e reforça a necessidade de uma solução rápida para evitar novos episódios.
IMA investiga causas e aponta baixa de oxigênio na água
O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, órgão estadual responsável pela fiscalização ambiental, avalia que a baixa disponibilidade de oxigênio na água pode ter provocado a morte dos peixes. A hipótese envolve a presença de apenas uma espécie em condições desfavoráveis.
IMA, órgão estadual de controle ambiental em Santa Catarina, também considera fatores como variação de temperatura e aumento de matéria orgânica na água. Esses elementos podem reduzir ainda mais o oxigênio disponível, afetando diretamente a sobrevivência dos peixes.
Poluição e excesso de matéria orgânica entram na lista de causas possíveis
O cenário observado levanta suspeitas sobre poluição doméstica e lançamento irregular de esgoto nos rios. O excesso de matéria orgânica favorece a ação de bactérias que consomem o oxigênio presente na água.

Esse processo reduz drasticamente o oxigênio disponível para os peixes, causando o que especialistas chamam de hipóxia. A situação também pode estar ligada à eutrofização, quando há excesso de nutrientes como nitrogênio e fósforo.
Histórico recente preocupa e amplia alerta ambiental na região
Casos semelhantes de mortandade de peixes já ocorreram recentemente em cidades próximas, como Palhoça e Biguaçu. A repetição dos episódios indica um problema ambiental mais amplo e contínuo.
NDTV Record, emissora de televisão regional com cobertura em Santa Catarina, destacou que o fenômeno vem sendo acompanhado há pelo menos dois meses. A repetição dos eventos aumenta a preocupação com a saúde dos rios da região.
Recomendações e medidas emergenciais para evitar riscos
Enquanto as análises seguem, há orientação para que pescadores evitem atividades nos rios afetados. A medida busca reduzir riscos à saúde e evitar consumo de peixes possivelmente contaminados.
A coleta de amostras da água e dos animais mortos segue, assim, em andamento. Os resultados devem ajudar a identificar com precisão a origem do problema e orientar ações futuras.

Situação exige atenção e participação da população
A presença de peixes mortos no Itacorubi revela um problema ambiental que vai além de um episódio isolado. O impacto direto no dia a dia das pessoas e o risco para o ecossistema reforçam a urgência de soluções eficazes.
A conscientização sobre descarte correto de resíduos e ligações de esgoto é, portanto, essencial para evitar novos casos.
Se você mora na região ou já presenciou situações semelhantes, compartilhe sua experiência e ajude a ampliar esse debate.
