Pedras de 320 kg se movem sozinhas no Vale da Morte e chamam a atenção de cientistas, moradores e turistas. Entenda o fenômeno de pedras que se movem sozinhas
Pedras de 320kg que se ‘movem’ sozinhas: Em meio à paisagem árida e inóspita do Parque Nacional do Vale da Morte, na Califórnia (EUA), um fenômeno intrigante intrigou cientistas e visitantes por décadas: pedras que se movem sozinhas, deixando longos rastros no solo sem qualquer interferência humana aparente. Algumas dessas rochas chegam a pesar impressionantes 320 kg e percorrem distâncias de vários metros ao longo de meses ou até anos, como se tivessem vida própria.
O fenômeno das pedras de 320kg que se ‘movem’ sozinhas acontece no Racetrack Playa, uma planície seca e lisa localizada em uma área remota do parque. Durante muito tempo, as “pedras deslizantes” desafiaram explicações lógicas e alimentaram teorias que iam desde forças magnéticas até atividade extraterrestre. No entanto, após anos de estudos e observações com câmeras e sensores de movimento, a ciência finalmente revelou uma explicação surpreendente — e natural — para o enigma.
Neste artigo, vamos entender como essas pedras pesadas conseguem se mover sozinhas, qual foi a descoberta científica por trás do fenômeno, e por que ele continua fascinando curiosos e especialistas ao redor do mundo.
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A descoberta das pedras que se movem sozinhas no Vale da Morte
Na planície rachada de Racetrack Playa, o leito de um lago formado há cerca de 10 mil anos, enormes pedras de 320 kg se movem sozinhas, deixando para trás longos rastros de até 460 metros de comprimento que desafiam toda a física.
Sem nenhuma intervenção humana aparente, essas pedras que se movem sozinhas no Vale da Morte, algumas pesando até 320 kg, tem sido alvo de teorias que vão desde ventos com força de furacão até forças magnéticas, ou até mesmo a intervenção de seres extraterrestres.
O mais intrigante sobre o fenômeno onde pedras de 320 kg se movem sozinhas é que ninguém jamais havia testemunhado o movimento dessas rochas.
Os visitantes de Racetrack Playa simplesmente descobriram que as pedras haviam se deslocado entre as visitas, o que era evidenciado pelos sulcos característicos que elas deixavam no chão do deserto. Algumas rochas apresentavam trajetórias perfeitamente paralelas e até mesmo giros sincronizados, como coreografados por uma força invisível.
Pesquisadores registram vídeo de pedras que se movem sozinhas
Em 2011, dois primos cientistas, James M. Norris e Richard D. Norris, decidiram resolver o mistério de uma vez por todas e fundaram o que chamaram de “Iniciativa de Pesquisa sobre Pedras Deslizantes”, instalando um sofisticado sistema de monitoramento na região.
A metodologia foi minuciosa e conforme a ONG EarthSky, uma estação meteorológica foi montada próximo ao antigo lago.
Em seguida, 15 rochas foram equipadas com rastreadores por GPS e, por fim, foram instaladas câmeras de lapso de tempo para registrar qualquer movimento, além de uma estação meteorológica de alta resolução para capturar pequenas variações na velocidade do vento.
Os cientistas estavam preparados para uma longa espera até ter alguma resposta. Segundo Richard, a expectativa era pelo menos de 5 a 10 anos até que uma pedra se movesse. Contudo, a resposta chegou mais cedo do que esperavam.
Apenas dois anos após o começo do projeto, em 4 e 20 de dezembro de 2013, a equipe conseguiu o impensável: capturar um vídeo onde pedras de 320 kg se movem. Em um desses eventos, mais de 60 rochas se moveram ao mesmo tempo, algumas viajando até 224 metros em vários episódios no Vale da Morte.
Entenda como as pedras de 320 kg se movem sozinhas
A explicação para as pedras que se movem sozinhas acabou sendo uma espécie de dança entre gelo e o vento. Durante o inverno, quando uma piscina rasa se forma no antigo lago, a água congela em uma camada muito fina de gelo, com 3 a 6 milímetros de espessura.
Quando o sol da manhã começa a derreter esse gelo, grandes painéis flutuantes se formam e, empurrados por brisas suaves de 4 a 5 metros por segundo, empurram as rochas em padrões determinados pela direção do vento e pelo fluxo de água sob o gelo.
É um espetáculo natural no Vale da Morte, porém, é bastante raro. As pedras se movem apenas uma vez a cada dois ou três anos, e seus rastros permanecem visíveis por três ou quatro anos. Vale mencionar ainda que as rochas deixam rastros diferentes a depender de sua superfície.

