Entenda por que o pangolim é um animal único, como vive, por que está entre os mamíferos mais traficados do mundo e quais medidas de conservação buscam garantir a sobrevivência da espécie.
O pangolim, único mamífero do planeta coberto por escamas de queratina, enfrenta uma ameaça cada vez maior provocada pelo tráfico internacional de animais silvestres. Atualmente, a preservação da espécie depende da redução do comércio ilegal, da proteção dos habitats naturais e da continuidade das ações de conservação.
Além disso, organizações ambientais e acordos internacionais vêm reforçando medidas para conter a captura desses animais. Ainda assim, milhares de exemplares continuam sendo retirados da natureza todos os anos.
O que torna o pangolim um mamífero único?
Antes de tudo, o pangolim se destaca por ser o único mamífero conhecido com o corpo revestido por escamas de queratina. Essa característica o diferencia de todas as demais espécies existentes.
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Além disso, os pangolins são encontrados principalmente na Ásia e na África. Quando percebem qualquer ameaça, o corpo é enrolado em formato de bola. Dessa forma, as escamas funcionam como uma proteção natural contra predadores.
Como vivem os pangolins?
Embora sua aparência lembre a de alguns répteis, o pangolim é um mamífero
de hábitos predominantemente noturnos.
Além disso, sua alimentação é composta principalmente por formigas e cupins, capturados com o auxílio de uma longa língua especializada.
Atualmente, oito espécies de pangolins são reconhecidas. Enquanto algumas vivem em árvores, outras passam grande parte do tempo escavando tocas no solo.
Por que o pangolim corre risco de extinção?
Segundo informações amplamente divulgadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), o principal risco enfrentado pelo pangolim é o tráfico ilegal de animais silvestres.
Além disso, as escamas são utilizadas ilegalmente em produtos ligados à medicina tradicional, embora não exista comprovação científica de benefícios.
Da mesma forma, em algumas regiões, a carne também é considerada um item de luxo, fator que amplia a pressão sobre as populações selvagens.
Como funciona o tráfico internacional de pangolins?
Enquanto isso, o comércio clandestino movimenta elevados valores e envolve redes criminosas internacionais.
Nesse processo, os animais são retirados da natureza e transportados em condições extremamente cruéis.
Entre os principais fatores que alimentam esse mercado ilegal estão:
- Venda ilegal das escamas para mercados clandestinos;
- Consumo da carne como símbolo de status em determinadas culturas;
- Comércio ilegal de animais vivos destinado a compradores e colecionadores clandestinos;
- Destruição do habitat natural, causada pelo avanço urbano e agrícola.
Quais medidas buscam proteger a espécie?
Desde 2016, todas as espécies de pangolim passaram a receber proteção máxima no âmbito da CITES, que restringe o comércio internacional desses animais ameaçados.
Além disso, organizações ambientais atuam continuamente no combate ao tráfico, na preservação dos habitats naturais e em ações de conscientização para reduzir a procura ilegal pela espécie.
Ao mesmo tempo, pesquisas científicas seguem contribuindo para ampliar o conhecimento sobre esses mamíferos e fortalecer estratégias de conservação.
A sobrevivência do pangolim depende da conservação
Por fim, embora o pangolim seja considerado um dos mamíferos mais traficados do planeta, a espécie ainda recebe menos atenção pública do que outros animais ameaçados.
Assim, sua preservação dependerá, nos próximos anos, da continuidade das ações contra o comércio ilegal, da proteção dos ambientes naturais e da aplicação das políticas internacionais de conservação.
Dessa maneira, conforme destacam a IUCN e a CITES, o futuro do pangolim está diretamente ligado ao fortalecimento das medidas de proteção e à redução da demanda que sustenta o tráfico internacional de animais silvestres.
