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Paraguai real que a mídia não mostra: youtuber entra no Mercado 4, paraíso da pirataria, encontra camisas de time a 15 reais, perfumes de mil por cem, iPhone barato e um camelódromo gigante cheio de tudo

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 10/12/2025 às 12:19
Assista o vídeoParaguai real no Mercado 4, paraíso da pirataria com camisas de time baratas e iPhone barato, mostra camelódromo gigante que atrai brasileiros por preços baixos.
Paraguai real no Mercado 4, paraíso da pirataria com camisas de time baratas e iPhone barato, mostra camelódromo gigante que atrai brasileiros por preços baixos.
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Em Assunção, vídeo de youtuber mostra o Paraguai real dentro do Mercado 4, paraíso da pirataria onde camisas de time baratas, perfumes falsos e iPhone barato revelam um camelódromo gigante ignorado pela mídia brasileira tradicional em gravação de 2025, com preços em alta no Brasil e corrida por produtos importados.

Em uma gravação recente feita em Assunção, capital do Paraguai, um youtuber brasileiro de viagens decide mostrar o Paraguai real por trás do estereótipo de “paraíso da pirataria”. Guiado por uma moradora local, ele entra no Mercado 4, um complexo de ruas, galerias e barracas onde se vende de alimentos a eletrônicos, passando por roupas falsificadas, perfumes de luxo e utensílios domésticos, com preços muito abaixo dos praticados no Brasil.

Ao longo do vídeo, o youtuber registra que, no dia da visita, cada real equivalia a cerca de 300 guaranis e transforma essa cotação em referência para explicar por que tanta gente cruza a fronteira em busca de preços mais baixos. A narrativa alterna deslumbramento com crítica: enquanto exibe camisas de time a cerca de 15 reais e perfumes que custam em torno de 100 reais no Mercado 4 e mais de mil reais no Brasil, ele tenta responder se essa economia justifica abastecer o armário com produtos falsificados e que tipo de Paraguai real está sendo mostrado ali.

Vídeo desmonta estereótipos e apresenta o Mercado 4 como cidade paralela

Paraguai real no Mercado 4, paraíso da pirataria com camisas de time baratas e iPhone barato, mostra camelódromo gigante que atrai brasileiros por preços baixos.

Logo no início da visita, o youtuber posiciona a câmera “na frente do Mercado 4 em Assunção” e resume o objetivo da gravação: investigar se o país vizinho é mesmo “paraíso dos falsificados” ou se parte dessa fama é “mentira da mídia”.

A partir daí, ele convida o público a conhecer o Paraguai real que a mídia não mostra, circulando por corredores estreitos, barracas improvisadas e pequenas lojas que funcionam como extensão da rua.

O Mercado 4 é descrito como um “camelão” que ocupa vários quarteirões, com casas, prédios e uma espécie de “bairro-comércio” em que a linha entre rua e mercado se mistura.

Para o youtuber, a sensação é a de estar em uma cidade brasileira dos anos 1990 ou em um município de interior, com ônibus passando, padarias, farmácias e até um pequeno cassino ao lado da área de comida de rua.

Ao final do percurso, ele conclui que o mercado “não é só um lugar de falsificados, mas um centro onde os paraguaios também compram itens do dia a dia”.

Pirataria, camisas de time a 15 reais e perfumes de mil por cem

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Vídeo do YouTube

Na parte dedicada às compras, o vídeo entra na zona em que o “Paraguai real” se aproxima do imaginário brasileiro: bancas de camisas de futebol, tênis de marca e perfumes importados, quase todos falsificados, com visual muito semelhante aos produtos originais.

Em uma lojinha, o youtuber encontra camisa do Inter Miami, time de Lionel Messi, por 35 mil guaranis, o equivalente a cerca de 15 reais.

O vendedor confirma o valor e reforça que a peça é bem aceita pelo público brasileiro.

Em seguida, ele testa a reação a tênis como Nike Dunk, Nike Shox, New Balance e Adidas Campus, com preços entre 80 e 90 reais, segundo a conversão feita a partir dos valores em guaranis.

O youtuber observa que, quando era criança no Brasil, quem usava produtos falsos era alvo de bullying, mas que, com o aumento dos preços, muita gente passou a considerar “idiota” pagar preço cheio em itens originais.

Na avaliação dele, o alto custo de camisas oficiais da seleção e de clubes empurrou parte do consumo para réplicas de boa qualidade, vindas de lugares como Paraguai, Tailândia e China.

A seção de perfumes reforça a lógica de arbitragem de preços que compõe esse Paraguai real consumista.

Em uma barraca, frascos similares a marcas como One Million, Sauvage e Invictus são vendidos por cerca de 120 mil guaranis, algo próximo de 100 reais, enquanto o youtuber afirma que, no Brasil, o perfume original pode chegar a mil reais.

Ele pergunta se “vale a pena” pagar tão pouco em uma cópia e deixa a resposta para os comentários do público.

Camelódromo gigante, setores especializados e presença de lojistas taiwaneses

À medida que avança pelos corredores, o youtuber descobre que o Mercado 4 funciona com zonas especializadas, o que ajuda a explicar a organização interna do Paraguai real retratado no vídeo.

Há áreas dominadas por vendedores de roupas de frio, em geral de origem boliviana; setores de perfumes e cosméticos, frequentemente operados por lojistas asiáticos; e corredores dedicados a brinquedos, malas, mochilas, artigos de festa e decoração.

Uma das guias locais explica que muitos comerciantes identificados como “chineses” pelos brasileiros são, na verdade, de Taiwan.

O youtuber registra que o Paraguai é um dos poucos países que reconhecem oficialmente Taiwan como território independente, o que contribui para uma relação comercial intensa com esse mercado.

Nas imagens, vitrines de eletrônicos exibem fones de ouvido, relógios inteligentes, celulares e até iPhones usados ou recondicionados, reforçando a percepção de um camelódromo tecnológico com oferta ampla e informal.

Outra característica apontada é a prática de dois preços: o “normal”, para quem compra uma unidade, e o “atacado”, mais baixo, para quem leva três, quatro ou mais.

Em uma loja de brinquedos que “parece um shopping”, o youtuber mostra etiquetas com essa dupla referência, indicando que parte do público do Mercado 4 é formado por pequenos revendedores que abastecem suas próprias bancas em outras regiões.

Tereré na Stanley, fumo mascado e a rotina de consumo local

O vídeo também dedica espaço ao consumo cotidiano de quem vive o Paraguai real fora do circuito turístico. Em barracas de fumo, o youtuber encontra produtos prontos para mascar, ainda comuns em áreas rurais, e ouve explicações sobre o uso desse tabaco em fazendas e pequenos municípios.

Em seguida, ele mostra uma banca repleta de copos e garrafas térmicas similares aos da marca Stanley, usados não para cerveja, como se popularizou no Brasil, mas principalmente para tereré, bebida gelada feita com erva-mate e misturas de ervas.

A guia explica que, diante de temperaturas na casa dos 36 graus, muita gente bebe tereré diariamente, sempre com água e gelo.

A imagem dos copos grandes, cheios de gelo e erva, ajuda a ligar o Paraguai real à cultura do mate compartilhada com Argentina, Uruguai e o Rio Grande do Sul.

Na mesma linha, o youtuber registra barracas vendendo árvores de Natal de plástico, bandeiras, roupas simples e utensílios domésticos, muitas vezes a preços na faixa de 20 a 60 reais, reforçando o caráter de mercado popular que abastece a população local.

Guarani, escravidão e herança cultural preservada

Um dos trechos mais didáticos do vídeo é a conversa sobre a formação do povo paraguaio.

A guia, que fala português, espanhol, inglês e guarani, explica que o país tem duas línguas oficiais e que, no cotidiano, muitos falantes usam o “jopará”, mistura de espanhol com guarani.

Segundo ela, o Paraguai não passou pelo mesmo modelo de escravidão implantado no Brasil, o que teria permitido conservar mais elementos da cultura indígena.

O youtuber contrasta esse Paraguai real com sua experiência no Brasil, onde afirma raramente ver pessoas indígenas nas ruas.

A guia descreve a população como resultado de mistura entre povos guarani e colonizadores espanhóis, destacando que, apesar da discriminação, a presença indígena segue visível e que tradições como o uso de cântaros de cerâmica para manter a água gelada e beber tereré ainda estão vivas.

O relato inclui até uma breve “aula” sobre as cédulas de guaranis, com personagens históricos e figuras religiosas estampadas nas notas.

Mercado 4 como espelho de um Paraguai parecido e diferente do Brasil

Ao final do passeio, o youtuber resume sua impressão: o Mercado 4 é ao mesmo tempo familiar e estrangeiro.

A feira lembra grandes mercados de capitais brasileiras e cidades do interior, com vendedores anunciando ofertas em microfones, comida de rua, ônibus cortando as ruas estreitas e uma mistura de sotaques.

O que chama atenção, afirma ele, é ver esse cotidiano do Paraguai real coexistindo com o rótulo de “paraíso da pirataria” repetido há décadas no Brasil.

Na análise dele, o país é pequeno, cercado de fronteiras e depende de comprar e revender mercadorias para sustentar parte de sua economia informal.

O vídeo também mostra que, enquanto produtos de marca “verdadeira” são comprados em shoppings para ocasiões especiais, muitos paraguaios recorrem ao Mercado 4 para roupas, calçados e itens de uso diário, avaliando que a qualidade das réplicas é suficiente para o dia a dia.

Diante dessa realidade, o registro sugere que entender o Paraguai real passa por enxergar tanto o camelódromo de falsificados quanto a vida cotidiana dos moradores, que compram comida, remédios, roupas simples e objetos de uso doméstico nas mesmas ruas onde turistas buscam camisas e perfumes baratos.

Na sua opinião, o Paraguai real mostrado no Mercado 4 é um retrato injusto, exagerado ou fiel do que acontece hoje nas fronteiras de consumo entre Brasil e Paraguai?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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