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País usa 230 caixas gigantes de concreto para construção de megaporto em uma ilha que terá 66 berços, capacidade para 65 milhões de contêineres por ano e muralhas submarinas de 9,1 km para transformar o comércio marítimo mundial

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 15/05/2026 às 17:48 Atualizado em 15/05/2026 às 17:50
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Singapura constrói megaporto automatizado com 66 berços, 65 milhões de contêineres por ano e muralhas submarinas.
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Projeto bilionário transforma a costa de Singapura com estruturas submersas gigantes, automação portuária e expansão territorial para criar o maior porto automatizado do planeta, capaz de movimentar até 65 milhões de contêineres por ano e consolidar o país asiático como um dos principais centros logísticos globais.

Singapura avança na construção do Porto de Tuas, projeto planejado para concentrar suas operações de contêineres em um único complexo automatizado, com capacidade prevista de 65 milhões de TEUs por ano quando estiver concluído na década de 2040.

Mesmo sendo um dos menores países do planeta em extensão territorial, Singapura mantém há décadas uma posição estratégica no comércio marítimo internacional, principalmente por estar localizada em uma das rotas mais movimentadas entre o Oceano Índico e o Pacífico.

O novo megaporto foi concebido para ampliar ainda mais essa relevância logística, substituindo gradualmente antigos terminais espalhados pela ilha e centralizando as operações em uma única estrutura altamente tecnológica e integrada.

Com território limitado e posição estratégica nas rotas entre Ásia, Europa e Oriente Médio, o país aposta em aterramento, automação e integração logística para ampliar sua capacidade portuária sem depender de grandes extensões naturais de costa.

Singapura constrói megaporto automatizado com 66 berços, 65 milhões de contêineres por ano e muralhas submarinas.
Singapura constrói megaporto automatizado com 66 berços, 65 milhões de contêineres por ano e muralhas submarinas.

Porto de Tuas terá 66 berços e operação automatizada

O Porto de Tuas foi projetado para ter 66 berços de atracação distribuídos ao longo de 26 quilômetros, em uma área final de cerca de 13,37 km², equivalente a 1.337 hectares.

A meta é reunir no oeste de Singapura as operações hoje espalhadas por outros terminais, reduzindo deslocamentos internos, ampliando a eficiência operacional e criando uma estrutura preparada para navios porta-contêineres de grande porte.

A concentração das atividades portuárias em Tuas também permitirá liberar áreas ocupadas por terminais antigos para futuros projetos urbanos e industriais, algo considerado estratégico para um país que enfrenta limitações geográficas severas para expandir suas cidades e sua infraestrutura.

Segundo a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura, o complexo deverá quase dobrar a movimentação registrada em 2021, quando o país operou 37,5 milhões de TEUs.

Em 2025, o porto singapurense atingiu novo recorde, com 44,66 milhões de TEUs movimentados.

Caixões de concreto sustentam expansão sobre o mar

Uma das etapas mais complexas está na segunda fase do projeto, que envolve 387 hectares de aterramento e a instalação de grandes caixões de concreto fabricados no próprio canteiro.

Singapura constrói megaporto automatizado com 66 berços, 65 milhões de contêineres por ano e muralhas submarinas.
Singapura constrói megaporto automatizado com 66 berços, 65 milhões de contêineres por ano e muralhas submarinas.

Os dados oficiais indicam 227 caixões de concreto para formar uma estrutura de cais de 8,6 quilômetros.

Relatórios técnicos do consórcio responsável também citam 9,1 quilômetros de paredes submarinas na área de contenção marítima.

Essas peças funcionam como blocos estruturais submersos, criando barreiras capazes de conter o mar e permitir a formação de novas áreas operacionais.

A utilização desse tipo de estrutura é comum em grandes obras marítimas, mas a dimensão adotada em Tuas colocou o projeto entre os mais complexos já executados na Ásia em engenharia costeira e expansão territorial sobre o mar.

Em obras desse tipo, os caixões servem de base para cais, pátios e infraestrutura portuária.

A dimensão das estruturas ajuda a explicar a escala do empreendimento.

Publicações especializadas indicam que cada caixão tem cerca de 28 a 30 metros de altura, o equivalente aproximado a um prédio de dez andares.

Singapura aposta em porto único e digitalizado

O Porto de Tuas será desenvolvido em quatro fases e deverá operar como um sistema integrado, com maior uso de automação, digitalização e gestão coordenada de cargas, navios e equipamentos.

A proposta é reduzir gargalos em um país que depende fortemente do comércio marítimo, mas enfrenta limites físicos para expandir seus terminais tradicionais.

Por isso, o projeto combina engenharia costeira, tecnologia portuária e reorganização territorial.

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Além da automação, o complexo deverá operar com sistemas inteligentes de gerenciamento de tráfego marítimo, monitoramento digital de cargas e equipamentos automatizados para transporte interno de contêineres, reduzindo o tempo de operação nos terminais.

O plano também prevê uma integração mais eficiente com zonas industriais, centros logísticos e redes de transporte terrestre, fortalecendo a posição de Singapura como ponto de redistribuição de cargas para diferentes regiões da Ásia.

A PSA, operadora portuária ligada ao projeto, afirma que a integração será um ponto central da operação.

“Tudo funcionará como um único sistema integrado”, disse Liang Hui Tan, vice-presidente de Tuas Development, Strategic Port Technology, Solutions and Services da PSA.

Quando estiver completo, o complexo deve fortalecer o papel de Singapura como hub global de transbordo, atividade em que contêineres chegam em grandes navios, são redistribuídos e seguem para outros destinos regionais ou intercontinentais.

Projeto deve avançar até a década de 2040

O Porto de Tuas foi inaugurado oficialmente em 1º de setembro de 2022, mas sua implantação completa seguirá por etapas até a década de 2040, de acordo com os órgãos oficiais de transporte marítimo de Singapura.

A capacidade final estimada de 65 milhões de TEUs coloca o projeto entre os maiores empreendimentos portuários já planejados, especialmente por combinar escala física, automação operacional e consolidação nacional das operações de contêineres.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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