Uso dos bombardeiros B-52 no Irã marca nova fase da ofensiva, amplia pressão sobre Teerã e indica enfraquecimento das defesas aéreas
Os bombardeiros B-52 americanos passaram a operar sobre o Irã na Operação Epic Fury, em um movimento que marca nova etapa do conflito, indica degradação das defesas iranianas e amplia a capacidade dos Estados Unidos de realizar ataques amplos sem receio de perdas.
B-52 entram em nova fase da ofensiva
A confirmação do uso dos B-52 no Irã representa uma escalada no coflito e sugere que Washington avalia ter superioridade aérea suficiente para empregar esses bombardeiros em missões diretas sobre o território iraniano.
A presença dessas aeronaves também indica que os EUA consideram as defesas aéreas do Irã suficientemente degradadas.
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Sem esse enfraquecimento, o emprego do B-52 seria arriscado, já que a aeronave é grande, não furtiva e vulnerável.
O B-52 Stratofortress voou pela primeira vez em 1955 e segue como uma das aeronaves americanas há mais tempo em serviço.
Ao longo de décadas, foi usado em conflitos como a Guerra do Golfo, do Afeganistão e do Iraque.
Capacidade de destruição e apoio
Descritos como enormes caminhões-bomba voadores, os B-52 costumam apoiar ofensivas massivas e podem destruir infraestrutura em larga escala.
Também conseguem prestar apoio aéreo a tropas terrestres, lançando munições de precisão conforme a necessidade operacional.
Além do efeito material, o B-52 também funciona como instrumento de guerra psicológica. Seu tamanho e poder de fogo reforçam o impacto da presença e ampliam a pressão sobre o inimigo em meio ao avanço da campanha.
A variante B-52H, a mais moderna, pode atingir múltiplos alvos simultaneamente. Cada bombardeiro tem capacidade para transportar 31.751 kg de armamento em uma única missão, o que amplia seu valor em operações prolongadas.
Como a campanha aérea avança
Guerras modernas costumam avançar por fases. A primeira geralmente busca cegar o inimigo com caças furtivos, guerra eletrônica, ataques cibernéticos e mísseis de cruzeiro voltados a radares, centros de comando e sistemas terra-ar.
Na segunda etapa, o objetivo passa a ser a superioridade aérea. Caças não furtivos e drones são empregados para interceptar aeronaves inimigas e eliminar sistemas defensivos remanescentes que ainda possam limitar o avanço das operações.
A fase atual, apontada como a terceira, envolve o emprego de plataformas como o B-52 para ataques em larga escala.
Esse estágio costuma incluir campanhas contínuas de bombardeio e marca o momento em que as guerras se intensificam.
Alvos prováveis e recado a Teerã
Entre as armas que o B-52 pode levar estão bombas convencionais Mk-82 e Mk-84, além das munições guiadas GBU-31 e GBU-38 JDAM.
A aeronave também permanece muitas horas no ar e pode disparar mísseis de cruzeiro.
Especialistas apontam que os alvos mais prováveis no Irã incluem locais de produção de mísseis e bunkers subterrâneos.
Os bombardeiros também podem saturar e destruir aeródromos, centros de comando e polos logísticos que ainda restam no país.
Esse uso do B-52 também tem valor simbólico. Ao colocar em operação bombardeiros considerados vulneráveis, os Estados Unidos transmitem a Teerã a mensagem de que se sentem confiantes o bastante para atacar em qualquer lugar e a qualqeur momento.
Com informações de Interesting Engineering.
