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Operários da construção civil encontram canhão gigante de mais de 1.000 kg enterrado durante obra

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 04/03/2026 às 10:23
Atualizado em 04/03/2026 às 21:44
Arqueólogos acreditam que o canhão possa datar do final do século XVII ou do século XVIII. Prefeitura de Hull
Arqueólogos acreditam que o canhão possa datar do final do século XVII ou do século XVIII. Prefeitura de Hull
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Operários da construção civil localizaram um canhão com mais de 1.000 kg enterrado durante trabalhos de escavação em uma obra, surpreendendo equipes no local e mobilizando autoridades e especialistas para avaliar a origem, o estado de conservação e o possível contexto histórico do artefato

Um achado inesperado interrompeu momentaneamente o ritmo de uma obra quando operários da construção civil se depararam com um objeto metálico de dimensões incomuns enterrado no solo.

O que parecia inicialmente apenas um grande bloco acabou revelando algo muito mais impressionante, levantando questionamentos sobre sua origem, idade e como foi parar ali.

Enorme canhão encontrado por trabalhadores da construção civil.

Segundo reportagem da BBC, a descoberta ocorreu quando trabalhadores realizavam escavações para a instalação de um reservatório de água dentro do projeto de requalificação do parque Queen’s Gardens, localizado no centro da cidade portuária de Hull, cerca de 320 quilômetros ao norte de Londres.

O objeto foi localizado pelo operário Jon Jacobs, de 51 anos. Durante o trabalho com equipamentos de escavação, ele percebeu que a máquina havia atingido algo sólido enterrado no solo.

Inicialmente, Jacobs acreditou que pudesse ter encontrado uma bomba da Segunda Guerra Mundial. Ao verificar o material escavado, no entanto, constatou que se tratava de um grande canhão de ferro fundido enterrado no local.

Segundo especialistas que analisam a peça, o canhão mede cerca de 2,6 metros de comprimento e pesa mais de uma tonelada. As primeiras avaliações indicam que ele pode ter sido produzido há mais de três séculos.,

O canhão de ferro fundido será avaliado por especialistas antes que a Câmara Municipal de Hull decida o que fazer com ele.

Descoberta inesperada durante escavações da construção civil

O canhão foi encontrado enquanto equipes da construção civil realizavam trabalhos de escavação para a instalação de um reservatório de água dentro do projeto de restauração do Queen’s Gardens. O local está passando por um amplo processo de requalificação urbana.

Jacobs afirmou que nunca havia encontrado algo semelhante durante suas atividades profissionais. Ele relatou que normalmente são encontrados apenas objetos pequenos ou descartados, como garrafas e outros materiais sem relevância histórica.

A descoberta ocorreu em uma área que anteriormente abrigava a maior doca do Reino Unido. O espaço foi transformado em parque público em meados do século XX pelo arquiteto e paisagista Frederick Gibberd.

Arqueólogos acreditam que o canhão possa datar do final do século XVII ou do século XVIII. 
Prefeitura de Hull

Projeto multimilionário de requalificação urbana em Hull

As obras no Queen’s Gardens fazem parte de um projeto de restauração multimilionário conduzido pela cidade de Hull. A iniciativa busca melhorar a acessibilidade do parque e ampliar as condições ambientais e de uso do espaço.

Entre os objetivos da intervenção estão o estímulo à biodiversidade, melhorias na gestão da água e a criação de um espaço mais flexível para eventos e atividades públicas. As obras começaram em junho de 2023 e devem ser concluídas na primavera de 2026.

Durante os trabalhos da construção civil, a presença de vestígios históricos já era considerada possível devido ao passado portuário da região. O canhão encontrado reforça a relevância histórica do local onde o parque foi implantado.

Análise arqueológica busca identificar origem do canhão

Arqueólogos estão estudando o canhão encontrado na obra da construção civil a pedido da Prefeitura de Hull. O objetivo é determinar sua origem e decidir qual será o destino do artefato histórico.

Investigações preliminares indicam que a peça pode ter sido fundida entre o final do século XVII e o século XVIII. Os especialistas também avaliam que o objeto provavelmente permaneceu enterrado por cerca de 90 a 100 anos.

O bocal do canhão está tampado, o que sugere que ele foi desativado antes de ser enterrado. Mesmo assim, pesquisadores acreditam que ele pode ter sido utilizado anteriormente em funções defensivas ligadas à proteção de portos.

Segundo Peter Connelly, gerente de arqueologia da Humber Field Archaeology, ainda não é possível determinar se o canhão foi usado em navios ou instalado na orla para defender a entrada do porto.

Possível reutilização do canhão como estrutura portuária

Após deixar de ser utilizado como arma, o canhão pode ter sido reaproveitado como poste de amarração para navios que atracavam no antigo cais da cidade. Esse tipo de reutilização era comum em portos entre o final do século XIX e o início do século XX.

Em Hull, alguns postes de amarração feitos com canhões antigos ainda podem ser observados atualmente. Essa prática reforça a possibilidade de que a peça descoberta tenha sido reutilizada antes de ser enterrada.

Pesquisadores acreditam que o objeto possa ter sido empurrado para a área do cais antes do aterramento da região, processo que ocorreu na década de 1930. A partir desse momento, o canhão teria permanecido soterrado.

Outras descobertas arqueológicas recentes em Hull

O canhão não é o único vestígio histórico encontrado recentemente em Hull durante trabalhos de escavação. No início deste ano, equipes localizaram os restos das muralhas medievais da cidade.

As estruturas de tijolos datam de aproximadamente 1356 e foram encontradas durante a instalação de um novo sistema de aquecimento. O achado reforçou a presença de camadas históricas preservadas sob áreas urbanas da cidade.

Arqueólogos também investigam um antigo cemitério utilizado entre 1783 e 1861. Muitos esqueletos encontrados no local apresentam fraturas no rosto, nas mãos ou nas costelas.

Uma das hipóteses analisadas pelos pesquisadores é que o boxe possa ter sido uma atividade comum na cidade naquele período. As investigações continuam em andamento para compreender melhor o contexto histórico dos vestígios encontrados.

 
 
 
 
 
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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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