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Em vez de perder energia quando o sol e o vento produzem além do necessário, Engie garante por dez anos o uso de 625 MWh em baterias que devem operar na Espanha em 2028

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 07/07/2026 às 14:24 Atualizado em 07/07/2026 às 14:30
Armazenamento de energia em baterias entra no centro da estratégia da Engie na Espanha
Armazenamento de energia em baterias entra no centro da estratégia da Engie na Espanha
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Armazenamento de energia em baterias entra no centro da estratégia da Engie na Espanha, onde 625 MWh serão usados para guardar a sobra de energia solar e eólica. O contrato de dez anos prepara a entrega de eletricidade nos momentos de maior procura e reforça o papel das baterias na estabilidade da rede elétrica.

A Engie fechou com a Ignis um acordo de longo prazo que dará à empresa acesso, por dez anos, à flexibilidade de sistemas de armazenamento de energia em baterias instalados em diferentes regiões da Espanha. A capacidade total prevista é de 625 MWh, com operação esperada para 2028.

Em palavras simples, as baterias funcionam como reservatórios de eletricidade. Elas recebem parte da energia solar e eólica produzida em horários de sobra e podem liberar esse volume quando o consumo aumenta.

As informações foram divulgadas por ENGIE Supply & Energy Management, unidade global de gestão e comercialização de energia. O anúncio foi publicado em 3 de julho de 2026 e estabelece que a Ignis ficará responsável pela operação dos equipamentos.

625 MWh mostra quanta energia as baterias poderão guardar

Os 625 MWh indicam o volume de eletricidade que poderá ficar armazenado nas baterias. MWh significa megawatt hora, uma medida usada para mostrar a quantidade de energia que pode ser guardada para uso posterior.

625 MWh mostra quanta energia as baterias poderão guardar
625 MWh mostra quanta energia as baterias poderão guardar

Esse número não mostra a rapidez de entrega da eletricidade. A velocidade é indicada pela potência, que define quanto de energia uma bateria consegue receber ou liberar em determinado tempo.

A diferença é importante porque uma bateria pode guardar uma quantidade grande de energia, mas precisa ter capacidade de entrega adequada para ajudar a rede nos horários de maior necessidade. O acordo cobre projetos com 625 MWh de capacidade total instalada.

Contrato de dez anos dá à Engie acesso à flexibilidade elétrica

A chamada flexibilidade elétrica é a possibilidade de escolher melhor o momento de guardar ou liberar energia. Isso ajuda a rede a lidar com mudanças rápidas na geração solar e eólica e também com o aumento do consumo.

A Engie terá acesso a essa flexibilidade durante dez anos no mercado de energia do dia seguinte. Esse mercado organiza a compra e a venda de eletricidade que será entregue no dia posterior.

Quando houver muito sol ou vento, as baterias poderão receber a energia disponível. Quando a procura subir, a eletricidade guardada poderá voltar para a rede, reduzindo a necessidade de depender apenas da produção daquele instante.

ENGIE Supply & Energy Management, unidade global de gestão e comercialização de energia, detalhou que a Ignis operará os sistemas e buscará o melhor uso das baterias nos serviços de equilíbrio da rede elétrica.

Bateria ligada a parque renovável e bateria independente atendem funções diferentes

Uma bateria pode ficar ligada diretamente a um parque solar ou eólico. Nesse caso, ela guarda parte da energia produzida no próprio empreendimento quando a geração ultrapassa a necessidade daquele momento.

Também existem baterias independentes, conectadas à rede elétrica sem depender de uma única usina. Elas podem receber energia do sistema e entregar esse volume em outro horário, ajudando a equilibrar oferta e consumo.

A diferença muda a forma de usar a estrutura. A bateria ligada a uma usina ajuda a organizar a energia daquele parque. A bateria independente pode atender à rede em horários definidos pela necessidade elétrica e pelas condições do mercado.

Bateria ligada a parque renovável e bateria independente atendem funções diferentes
Bateria ligada a parque renovável e bateria independente atendem funções diferentes

A Ignis já atua com baterias independentes na Espanha. O novo acordo amplia a presença da empresa no armazenamento de energia e cria uma relação de longo prazo com a Engie.

Projetos previstos para 2028 devem guardar sobra de energia solar e eólica

Os sistemas incluídos no contrato ainda não estão em operação. A previsão é que as baterias comecem a funcionar em 2028, armazenando eletricidade nos períodos de maior geração renovável.

A energia solar produz mais durante o dia. A energia eólica também varia conforme a força dos ventos. Nem sempre essa geração acontece no mesmo horário em que casas, empresas e indústrias mais precisam de eletricidade.

As baterias não criam energia nova. Elas mudam o horário de uso da energia já produzida. Esse ponto pode reduzir perdas de geração renovável e dar mais estabilidade ao sistema elétrico.

O acordo foi estruturado para reduzir a exposição às oscilações do mercado de energia e ampliar a capacidade de resposta da rede nos momentos de maior demanda.

Espanha já tem contrato privado e Brasil prepara leilão de baterias

O caso espanhol envolve um contrato privado entre Engie e Ignis, voltado para baterias distribuídas em várias regiões do país. O uso da energia guardada será definido pela operação dos sistemas e pelas necessidades do mercado elétrico.

No Brasil, o armazenamento de energia em baterias avança por outro caminho. Há previsão de um leilão nacional voltado à contratação desses equipamentos no segundo semestre de 2026, com regras específicas para o sistema elétrico brasileiro.

O Ministério de Minas e Energia, órgão federal responsável pela política energética nacional, publicou as diretrizes do leilão destinado ao armazenamento de energia em baterias.

Para o Nordeste brasileiro, onde a energia solar e eólica têm grande presença, o exemplo da Espanha ajuda a entender o valor das baterias. Guardar parte da eletricidade produzida em excesso pode dar mais opções para usar essa energia quando a rede precisar.

Baterias passam a ter valor além da energia que conseguem guardar

O acordo entre Engie e Ignis mostra que o armazenamento de energia em baterias deixou de ser apenas uma estrutura de apoio. A capacidade de guardar eletricidade e usar esse volume no melhor horário passa a ter valor próprio para empresas e para a rede elétrica.

Com 625 MWh de capacidade prevista e operação esperada para 2028, as baterias poderão ajudar a aproveitar melhor a produção renovável na Espanha durante os próximos anos.

Na sua opinião, guardar o excesso de energia solar e eólica em baterias pode reduzir desperdícios e fortalecer a rede elétrica brasileira? Deixe sua visão nos comentários e compartilhe esta publicação.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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