1. Início
  2. / Ciência e Tecnologia
  3. / Ondas gigantes deixaram de ser lenda, mas o oceano esconde um fenômeno ainda mais estranho que a ciência comprovou e ninguém conseguiu ver até hoje
Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 0 comentários

Ondas gigantes deixaram de ser lenda, mas o oceano esconde um fenômeno ainda mais estranho que a ciência comprovou e ninguém conseguiu ver até hoje

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 20/03/2026 às 19:37
Ondas gigantes já foram medidas, e ciência também confirmou buracos profundos no mar, fenômeno raro que segue sem observação direta.
Ondas gigantes já foram medidas, e ciência também confirmou buracos profundos no mar, fenômeno raro que segue sem observação direta.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
31 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

A comprovação científica das ondas gigantes e dos chamados buracos de ondas gigantes reacendeu relatos históricos de marinheiros, expôs o quanto o oceano ainda segue pouco compreendido e mostrou que fenômenos extremos no mar podem ser mais reais, complexos e perigosos do que se pensava

As ondas gigantes deixaram de ser tratadas como mito pela ciência moderna, mas o oceano ainda guarda fenômenos pouco compreendidos, entre eles os chamados buracos de ondas gigantes. A existência dessas depressões oceânicas anormalmente profundas foi comprovada em 2011, embora elas ainda não tenham sido observadas diretamente a olho nu.

Ondas gigantes e o fenômeno invertido

As ondas gigantes, também chamadas de ondas monstruosas, ondas gigantes ou ondas de tempestade extremas, são ondulações imensas e espontâneas que não têm relação com tsunamis nem com fenômenos geológicos. Segundo o material, elas surgem de interações não lineares, quando uma onda concentra em si a energia das vizinhas, formando um ponto de grande intensidade.

Os buracos gigantes são descritos como o oposto dessas formações. Conforme o estudo de 2012 citado no material, eles aparecem como uma depressão súbita e localizada na superfície do oceano, ladeada de forma simétrica por duas grandes cristas, como se fossem a imagem espelhada invertida de uma onda gigante.

Confirmação científica e ausência de observação direta

Os cientistas conseguiram comprovar a existência dos buracos de ondas gigantes em 2011. Ainda assim, o texto destaca que, ao contrário das ondas gigantes, esses buracos nunca foram vistos de forma acidental nem observados diretamente.

Essa ausência de registros visuais é associada ao desconhecimento ainda existente sobre o oceano. O material afirma que uma grande parte do oceano global segue sem mapeamento detalhado e que menos de 0,001% do fundo do mar foi visualizado diretamente.

Relatos antigos e o olhar dos marinheiros

O texto também recupera relatos históricos de marinheiros que teriam testemunhado fenômenos extremos no mar. Segundo o material, navegadores do passado observavam o oceano com mais atenção que os atuais, já que dependiam diretamente do mar, do céu e de sinais naturais, sem GPS nem ferramentas avançadas.

Um dos casos citados ocorreu em agosto de 1498, durante a terceira viagem de Cristóvão Colombo, quando a tripulação relatou uma onda “tão alta quanto os mastros dos navios”. Outro episódio destacado aconteceu em 1861, na costa oeste da Irlanda, onde a força da água teria superado um penhasco de 40 metros e mais 26 metros da estrutura de um farol.

A medição que mudou a oceanografia

Apesar dos relatos antigos, a primeira onda gigante medida só foi registrada em 1995. A onda Draupner atingiu um gasoduto submarino no Mar do Norte, ao largo da Noruega, em 1º de janeiro, com 25,6 metros de altura.

De acordo com o texto, essa medição mudou a oceanografia. A partir dela, as ondas gigantes passaram a ser reconhecidas como reais, embora ainda fossem consideradas extremamente raras.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

Compartilhar em aplicativos
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x