Nova cepa surge por recombinação genética, mantém risco moderado segundo a OMS e amplia monitoramento internacional
Uma atualização epidemiológica de impacto internacional foi divulgada recentemente pela Organização Mundial da Saúde.
A OMS confirmou, em fevereiro de 2026, o surgimento de uma nova variante recombinante da Mpox, formada pela combinação genética entre duas linhagens distintas do vírus.
O evento ocorreu quando dois tipos do MPXV infectaram o mesmo indivíduo e, consequentemente, trocaram material genético.
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Esse processo é natural e é conhecido como recombinação viral.
A confirmação foi possível após sequenciamento genômico completo, técnica essencial para identificar cepas recombinantes.
Casos confirmados em dois continentes
Dois casos foram oficialmente documentados.
O primeiro foi detectado no Reino Unido em dezembro de 2025.
O segundo foi identificado na Índia em janeiro de 2026.
Entretanto, a amostra indiana havia sido coletada em setembro de 2025.
No Reino Unido, o paciente era viajante retornado da região Ásia-Pacífico em outubro de 2025.
Na Índia, o paciente havia viajado para país localizado na Península Arábica.
Ambos apresentaram manifestações clínicas semelhantes às observadas em outras clades da Mpox.
Nenhum dos casos evoluiu para quadro grave.
Na Índia, o paciente foi internado.
Ainda assim, não houve complicações médicas.
Posteriormente, a recuperação foi completa.
No Reino Unido, contatos foram rastreados.
Não foram identificados casos secundários.
Da mesma forma, na Índia, também não houve transmissão adicional confirmada.
Revisão técnica revela ligação genética entre os casos
Além disso, pesquisadores compararam os genomas virais e constataram que os dois pacientes adoeceram com semanas de diferença.
Mesmo assim, análises confirmaram infecção pela mesma cepa recombinante.
A variante detectada na Índia apresentou mais de 99,9% de similaridade genética com a do Reino Unido.
Portanto, especialistas apontam histórico evolutivo comum.
O sequenciamento identificou 34 tratos recombinantes na amostra indiana.
Enquanto isso, cientistas encontraram 28 tratos na sequência britânica.
Entre esses segmentos, 16 apareceram em ambas as amostras.
Além disso, o caso indiano representa a detecção mais antiga conhecida dessa cepa.
Assim, ele antecedeu o episódio confirmado no Reino Unido.
Inicialmente, testes de PCR classificaram o caso britânico como clade Ib.
Por outro lado, exames apontaram clade IIb na Índia.
Entretanto, esses testes isolados não identificam recombinações com segurança.
Por isso, a OMS reforça o uso do sequenciamento genômico completo.
Avaliação de risco permanece inalterada
Atualmente, a OMS mantém sua avaliação de risco global inalterada.
Especificamente, a organização classifica o risco como moderado para homens que fazem sexo com homens com parceiros novos ou múltiplos.
Além disso, profissionais do sexo e pessoas com múltiplos parceiros casuais também integram esse grupo.
Para a população geral sem fatores específicos, o risco permanece baixo.
Diante do número reduzido de casos confirmados até fevereiro de 2026, especialistas consideram prematuro definir padrões de transmissibilidade.
Assim, a OMS enfatiza vigilância contínua.
Recomendações ampliam vigilância epidemiológica
Além disso, a OMS informa que múltiplas cepas do MPXV circulam por redes sexuais interconectadas em vários países.
Consequentemente, coinfecções, embora raras, podem ocorrer.
Quando isso acontece, novas cepas recombinantes podem surgir naturalmente.
A transmissão dessa variante já envolveu pelo menos quatro países em três regiões da OMS.
Portanto, especialistas acreditam que a circulação pode ser mais ampla do que a atualmente documentada.
Entretanto, a origem da cepa permanece desconhecida.
Diante desse cenário, a OMS recomenda manter vigilância epidemiológica ativa e notificação imediata de eventos incomuns.
Além disso, a entidade orienta realizar sequenciamento genômico em todos os casos confirmados em surtos iniciais.
Em contextos de transmissão comunitária, autoridades devem analisar pelo menos 10% das amostras confirmadas.
Adicionalmente, a organização recomenda fortalecer gestão clínica, prevenção e controle de infecção.
Também incentiva ampliar estratégias de vacinação contra Mpox e integrar serviços de HIV/IST.
Por fim, com base nas informações disponíveis até fevereiro de 2026, a OMS não recomenda restrições para viagens ou comércio.
Diante desses dados, a vigilância genômica se consolidará como principal ferramenta para acompanhar a evolução dessa nova variante da Mpox?
