União entre OceanPact e CBO fortalece apoio marítimo, amplia frota e prepara nova fase de crescimento no setor offshore brasileiro
Primeiramente, OceanPact Serviços Marítimos S.A. e CBO Holding S.A. anunciaram, em 27 de fevereiro de 2026, a combinação de seus negócios.
A operação foi comunicada ao mercado por meio de Fato Relevante divulgado pelas companhias.
Além disso, a transação será implementada pela incorporação da holding da CBO pela OceanPact.
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Entretanto, o fechamento da operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
Além disso, também serão necessárias aprovações em assembleias gerais das empresas e anuência de credores.
Assim, após a conclusão do processo regulatório, uma companhia integrada passará a operar no setor de apoio marítimo brasileiro.
Fortalecimento da estrutura cria uma das maiores plataformas de embarcações do setor
Com a união das operações, a companhia combinada passará a operar uma frota de 73 embarcações.
Além disso, segundo o comunicado divulgado pelas empresas, a receita anual estimada ultrapassa R$ 4 bilhões.
Ao mesmo tempo, o backlog consolidado alcança cerca de R$ 14 bilhões.
Portanto, a nova estrutura passa a reunir ativos, contratos e capacidades operacionais ampliadas no setor de apoio marítimo.
Além disso, a combinação de negócios foi estruturada sobre quatro pilares estratégicos principais:
- Fortalecimento da geração de caixa, com aumento do potencial de pagamento de dividendos
- Ampliação da capacidade operacional, com uma base maior de ativos e embarcações
- Geração adicional de valor, por meio da integração comercial e operacional
- Complementaridade de frota, com otimização da alocação e redução da idade média das embarcações
Consequentemente, espera-se maior eficiência operacional e diversificação da base de clientes.
Integração de frotas e competências amplia capacidade operacional
De acordo com Flavio Andrade, fundador e CEO da OceanPact, a união das companhias cria novas possibilidades operacionais.
Segundo ele, frotas, equipes e competências complementares estão sendo integradas.
Além disso, a nova estrutura aumenta a flexibilidade para atender contratos mais complexos.
Assim, será possível otimizar a alocação de embarcações e capturar ganhos de eficiência operacional.
Além disso, o executivo destacou novas oportunidades em serviços especializados.
Entre elas estão:
- operações submarinas
- descomissionamento de instalações offshore
- projetos ambientais
Por outro lado, Marcos Tinti, CEO do Grupo CBO, destacou o momento estratégico do setor.
Segundo ele, a união fortalece a capacidade das empresas para apoiar o crescimento da produção de petróleo de seus clientes.
Além disso, a integração permitirá gerar valor para clientes, colaboradores e acionistas.
Nova estrutura de governança e liderança executiva
Com a combinação das empresas, uma nova estrutura de liderança executiva foi definida.
Nesse contexto, Flavio Andrade assumirá o cargo de CEO da companhia combinada.
Ao mesmo tempo, Eduardo de Toledo será o CFO.
Além disso, Marcos Tinti atuará como vice-presidente de Navegação.
Paralelamente, Haroldo Solberg será vice-presidente responsável pela integração das operações.
Além da gestão executiva, um novo Conselho de Administração foi estruturado com sete membros.
A composição inclui:
- três conselheiros independentes
- três indicados por Vinci Compass, Patria e Flavio Andrade
- um representante indicado pela BNDESPar
Segundo o comunicado das empresas, Luís Araujo presidirá o Conselho de Administração.
Nova estrutura acionária da companhia combinada
Após a conclusão da operação, a nova estrutura acionária da companhia será distribuída entre diferentes investidores.
Assim, a participação societária será composta da seguinte forma:
- Vinci Compass — 21,8%
- Fundos de infraestrutura geridos pelo Patria — 21,8%
- Flavio Andrade — 13,0%
- BNDESPar — 10,9%
- Executivos da OceanPact — 3,8%
- Mercado — 28,7%
Além disso, conforme informado pela OceanPact, uma apresentação pública aos investidores foi marcada para 2 de março de 2026, às 9h.
Sustentabilidade e inovação ganham escala com a união das empresas
Além dos ganhos operacionais, a combinação de negócios também é vista como um catalisador para inovação sustentável.
Assim, a nova estrutura busca integrar inteligência operacional, segurança e soluções preditivas.
Consequentemente, a companhia pretende conectar desempenho operacional, gestão de riscos e geração de valor de longo prazo.
Nesse contexto, a OceanPact, listada no Novo Mercado da B3 e integrante do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), já adota estratégias estruturadas em horizontes de curto, médio e longo prazos.
Entre as iniciativas estão:
- gestão das emissões de gases de efeito estufa
- promoção da eficiência energética
- desenvolvimento de soluções de baixo carbono
Paralelamente, o Grupo CBO alcançou em 2024 um marco relevante no setor naval brasileiro.
Na ocasião, a empresa obteve junto ao Fundo da Marinha Mercante prioridade para financiamento de projeto de retrofit de motores utilizando etanol como combustível.
Segundo o comunicado corporativo, a aprovação poderá viabilizar um projeto pioneiro de pesquisa e desenvolvimento nessa área.
Assim, a iniciativa reforça o compromisso do grupo com inovação tecnológica e redução de emissões no setor naval.

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