Durante obras de expansão do museu, arqueólogos encontraram fundações monumentais, uma escadaria do século 1 e um larário do século 2, achados que iluminam técnicas construtivas romanas e história local
Durante as obras para a criação de um percurso subterrâneo no Museu MiQua, museu judaico localizado em Colônia, na Alemanha, arqueólogos se depararam com um conjunto de estruturas romanas conservadas em ótimas condições. O achado alterou o ritmo dos trabalhos e trouxe à tona camadas da história que permaneceram escondidas por séculos.
A base de uma grande basílica construída no século 4 foi reexaminada pela equipe do Museu Romano-Germânico.
Após a escavação, uma seção transversal expôs a dimensão da fundação da abside, que atingia quatro metros de espessura. A descoberta permitiu compreender melhor a escala monumental do edifício.
-
Huawei vai colocar baterias chinesas em 24 cidades da Amazônia, em projeto de R$ 850 milhões que pode virar o maior sistema de armazenamento de energia do Brasil
-
China liga à rede elétrica a maior estação de armazenamento com baterias ultragrandes já construída no mundo e fecha contrato bilionário que consolida uma tecnologia capaz de sustentar cidades inteiras com energia limpa
-
Pesquisa revela indícios de que o autismo pode representar várias condições diferentes em vez de um único transtorno, transformando estratégias médicas, acelerando avanços na neurociência e ampliando a precisão de intervenções para milhões de pessoas
-
Genes neandertais ainda vivem em você e podem influenciar a carga viral de infecções comuns, revela estudo genético sobre imunidade humana
Camadas seladas pelo tempo
Trincheiras profundas atravessaram depósitos arqueológicos que normalmente desaparecem com intervenções posteriores.
Nesse caso, os vestígios romanos permaneceram selados sob antigos aterros, o que ajudou a manter paredes, escadas e detalhes arquitetônicos em estado notável.
Entre os elementos revelados está uma escadaria do final do século 1. A estrutura conectava uma área superior do complexo a um nível mais baixo, próximo ao rio.
Embora os pontos exatos de início e fim ainda sejam desconhecidos, o trecho encontrado mostra como a circulação interna era adaptada ao terreno.
Descoberta rara ao norte dos Alpes
Em uma sala do século 2 do pretório, arqueólogos identificaram um larário, pequeno altar doméstico dedicado aos Lares, espíritos protetores do lar.
O achado é considerado incomum, pois exemplares semelhantes são frequentes em Pompeia e em cidades vesuvianas, mas quase desconhecidos ao norte dos Alpes.
O larário de Colônia consiste em um nicho embutido na parede. Ainda é possível ver vestígios de gesso pintado, além de buracos de prego acima e ao lado, indicando onde guirlandas e fitas eram penduradas durante rituais.
Uma linha abaixo do nicho revelou a posição original de um prato de altar, que foi recuperado e poderá ser reutilizado na restauração.
Materiais e técnicas de construção
Análises na alvenaria apontaram que os construtores romanos empregaram um método distinto de seus padrões mais comuns.
Camadas de tufo, basalto e calcário foram organizadas em fiadas regulares e unidas com argamassa densa, rica em tijolo triturado e cascalho.
A mistura formou uma massa que se manteve praticamente intacta.
Segundo a Archaeology News, a preservação também foi favorecida por grandes depósitos de terra adicionados no final do período romano.
Esses aterros elevaram o nível do solo e selaram as partes inferiores das construções, protegendo-as de demolições e desgastes.
Hoje, os objetos e estruturas encontrados integrarão a futura exposição, permitindo que visitantes caminhem por corredores onde o passado voltou a respirar, quase intacto e silencioso.
Com informações de Aventuras na História.

Seja o primeiro a reagir!