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Crânio de criança de 4 mil anos impressiona arqueólogos ao revelar antigo sepultamento em abrigo rochoso usado por 7.500 anos na Noruega

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 07/07/2026 às 21:51 Atualizado em 07/07/2026 às 21:53
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Fragmentos do crânio de uma criança de um enterro de 4.000 anos encontrados em Skipshelleren. – Crédito: Thomas Bruen Olsen, Museu Universitário, Universidade de Bergen (UiB)
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Achado em Skipshelleren integra o projeto INDICAVE e pode ajudar pesquisadores a entender a ocupação humana, a alimentação e as origens das primeiras comunidades agrícolas da costa oeste da Noruega

Um crânio infantil com cerca de 4 mil anos foi encontrado por arqueólogos em Skipshelleren, abrigo rochoso na costa oeste da Noruega. O achado, ligado ao projeto INDICAVE, ajuda pesquisadores a entender como viviam as primeiras comunidades agrícolas da região e reforça a importância do sítio pré-histórico.

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Crânio infantil foi localizado em área que ainda não havia sido estudada

A descoberta ocorreu durante novas escavações em Skipshelleren, local situado próximo a um fiorde e protegido por uma grande saliência rochosa. Essa formação mantém o interior seco mesmo em períodos de chuva intensa.

Essa condição favoreceu a preservação de vestígios arqueológicos por milhares de anos. Segundo os pesquisadores, o abrigo foi utilizado por cerca de 7.500 anos, registrando diferentes fases da presença humana na região.

O local já havia sido escavado em 1931. Na época, acreditava-se que todo o material arqueológico havia sido removido. As novas pesquisas, porém, revelaram uma área preservada sob antigas camadas de escavação.

Foi nesse trecho intocado que os arqueólogos encontraram o crânio de uma criança. As análises iniciais indicam que ela morreu entre os dois e quatro anos de idade.

Achado raro na Noruega: crânio infantil de 4 mil anos é encontrado em abrigo pré-histórico que também serviu como moradia e cemitério
Foto durante a escavação. Arqueólogos Knut Andreas Bergsvik (à esquerda) e Erlend Kirkeng Jørgensen (à direita). – Crédito: Thomas Bruen Olsen, Museu Universitário, Universidade de Bergen (UiB)

Descoberta do crânio retoma história iniciada em 1955

O achado também ajudou a esclarecer uma descoberta feita há sete décadas. Em 1955, a moradora Bjørg Dæmring Berge encontrou partes do mesmo esqueleto nas proximidades do abrigo.

Durante a atual campanha arqueológica, ela voltou ao sítio e indicou aos pesquisadores o ponto exato onde havia encontrado os ossos. A informação permitiu localizar outros fragmentos pertencentes ao mesmo sepultamento.

Com isso, os arqueólogos conseguiram reunir novas evidências sobre o enterro infantil e ampliar a compreensão sobre o uso de Skipshelleren durante a pré-história.

Abrigo reuniu moradia, sepultamento e milhares de vestígios

As escavações também revelaram que Skipshelleren não era apenas um abrigo temporário. O conjunto de materiais indica que o espaço serviu como local de moradia e também como cemitério durante a Idade da Pedra.

Os pesquisadores recuperaram aproximadamente 40 mil ossos de animais, incluindo restos de peixes, aves e mamíferos.

Esse material será identificado e catalogado para ajudar a reconstruir a relação dos antigos habitantes com o ambiente.

Também foram encontrados instrumentos de pedra e osso, fragmentos de cerâmica e anzóis. Algumas camadas arqueológicas escavadas têm cerca de 7 mil anos.

Achado raro na Noruega: crânio infantil de 4 mil anos é encontrado em abrigo pré-histórico que também serviu como moradia e cemitério
Fragmentos do crânio de uma criança de um enterro de 4.000 anos encontrados em Skipshelleren. – Crédito: Thomas Bruen Olsen, Museu Universitário, Universidade de Bergen (UiB)

DNA e isótopos podem revelar dieta e origem dos antigos habitantes

Além dos objetos e ossos, a equipe coletou amostras de solo com vestígios de plantas, material para datação e DNA antigo preservado nas camadas sedimentares.

O esqueleto da criança será submetido a análises de DNA e isótopos. Esses exames podem indicar informações sobre alimentação, características biológicas e possíveis origens das populações que viveram na costa norueguesa no início da agricultura.

O projeto INDICAVE, conduzido por equipes da Universidade de Bergen e da Universidade de Tromsø, investiga cavernas e abrigos rochosos ao longo da costa da Noruega para entender quem ocupou esses locais e como eles foram usados ao longo da pré-história.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do material fornecido e do Archaeology News, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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