Obras da AL-102 Norte, em Maceió, revelaram mais de 500 peças arqueológicas, entre fragmentos cerâmicos, artefatos em pedra, garrafas e louças, com monitoramento técnico e acionamento do Iphan em novos achados
Mais de 500 peças arqueológicas foram encontradas durante as obras da rodovia AL-102 Norte, no trecho que cruza o bairro Riacho Doce, em Maceió, em achado divulgado em 24 de março. Os achados incluem vestígios de ocupações antigas, fragmentos cerâmicos, artefatos em pedra e materiais históricos ligados a diferentes períodos de presença humana na região.

Obra tem monitoramento arqueológico
Segundo a Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano de Alagoas, a construção da rodovia conta com um Programa de Monitoramento Arqueológico.
Os materiais encontrados pelos trabalhadores são encaminhados a uma instituição de guarda e pesquisa, responsável pelo cuidado e estudo das peças.
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A previsão informada é que os trabalhos na rodovia continuem até julho.
Peças indicam ocupações antigas na região
Até o momento, foi identificado um sítio arqueológico com vestígios de ocupações antigas. Entre os materiais estão fragmentos cerâmicos e artefatos em pedras produzidos por grupos nativos nos períodos pré-colonial e colonial.
Também foram encontradas garrafas em cerâmica e vidro, além de fragmentos de louça inglesa dos séculos XVIII e XIX, indicando a passagem de diferentes grupos sociais pela área ao longo do tempo.
Novos achados interrompem a obra
A secretaria informou que, sempre que um novo sítio arqueológico é localizado, as obras são imediatamente interrompidas e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional é acionado.
O órgão orienta a população a não remover materiais arqueológicos encontrados na área da obra. A comunicação pode ser feita à equipe técnica pelo telefone (81) 99637-0820 ou pelo site multicastarqueologia.com.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano de Alagoas, com dados, números e orientações preservados conforme o material consultado.


Toda vez que voces fazem uma matéria com esse tipo de chamada acabam por prejudicar nossa profissão e nosso fazer de arqueólogos.
Os achados não paralisam obras e nem inviabilizam, no máximo atrasam em alguns meses.
Os países democráticos do mundo, que buscam preservar e valorizar a sua história, fazem esse tipo de monitoramento arqueologico.
Igualmente, o trabalho arqueológico gera emprego, temos empresa, pagamos impostos e somos parte da economia produtiva do país.