1. Início
  2. Economia
  3. O transporte virou o novo peso pesado do orçamento: gasto dispara mais de 25 pontos percentuais, aperta o bolso das famílias e ajuda a explicar por que fechar as contas ficou tão difícil
Faça um comentário 3 min de leitura

O transporte virou o novo peso pesado do orçamento: gasto dispara mais de 25 pontos percentuais, aperta o bolso das famílias e ajuda a explicar por que fechar as contas ficou tão difícil

Imagem de perfil do autor Viviane Alves
Escrito por Viviane Alves Publicado em 15/07/2026 às 13:07 Atualizado em 15/07/2026 às 13:09
Ônibus do transporte público circula por corredor urbano ao lado de estação e carros, em cenário ligado ao aumento das despesas familiares.
Ônibus circula por corredor exclusivo em uma avenida movimentada, enquanto os custos de transporte e combustíveis avançam entre as principais despesas das famílias.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Pesquisa do FGV Ibre mostra que o transporte ganhou espaço entre as principais despesas, enquanto alimentação, serviços públicos e moradia continuam dominando o orçamento familiar.

O transporte voltou a ocupar uma parcela relevante do orçamento das famílias brasileiras em junho de 2026.

Dados do FGV Ibre mostram que 27,6% dos entrevistados colocaram o transporte entre as três despesas que mais pesaram no mês.

O percentual registrado em junho de 2025 era de apenas 2%.

A diferença representa um avanço de 25,6 pontos percentuais em apenas um ano, a maior variação identificada no levantamento.

A 13ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho foi divulgada em 14 de julho de 2026.

Alimentação continua no topo das despesas familiares

A alimentação permaneceu como o principal gasto apontado pelos brasileiros.

O item foi citado por 75% dos entrevistados em junho de 2026.

O resultado registrado no mesmo mês de 2025 havia sido de 74,2%.

As contas de serviços públicos também ganharam espaço no orçamento.

O percentual subiu de 36,8% para 50,3%.

Os gastos com aluguel ou financiamento da moradia avançaram de 42,2% para 45,6%.

As despesas com saúde passaram de 31% para 32,7%.

As dívidas cresceram de 19,2% para 23,3%.

O lazer aumentou de 12,8% para 21,1%.

A educação apresentou variação menor, passando de 17,7% para 18,5%.

Combustíveis ajudam a explicar a alta do transporte

Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV Ibre, relaciona o avanço aos custos de deslocamento.

Os combustíveis aparecem como um dos principais fatores dessa pressão.

O conflito no Oriente Médio aumentou as incertezas no mercado internacional de petróleo, segundo o pesquisador.

Os preços dos combustíveis e dos transportes individual e coletivo foram diretamente afetados.

Tobler avalia que esse gasto poderá permanecer em nível elevado.

Gustavo Assis, CEO da Asset Wealth Management, também destacou a volatilidade do grupo de transportes no IPCA.

Combustíveis, tarifas de transporte público e custos dos veículos influenciam diretamente esse comportamento.

Menos famílias conseguem pagar as contas essenciais

A pesquisa mostra que 69,1% dos entrevistados pagaram as despesas essenciais entre abril e junho de 2026.

O percentual vem apresentando queda desde fevereiro.

O indicador registrado naquele mês era de 72,4%.

Menos famílias, dessa maneira, conseguem encerrar o mês com todas as contas essenciais em dia.

Tobler avalia que o principal problema está na pressão dos custos.

A renda não necessariamente caiu, mas os gastos aumentaram.

O crescimento dos rendimentos também perdeu força em comparação com períodos anteriores.

O mercado de trabalho, ainda assim, permanece relativamente estável.

A alta das despesas reduz a percepção de bem-estar financeiro.

Orçamento fica preso aos gastos que não podem esperar

André Matos, CEO da MA7 Negócios, destaca a concentração das despesas em necessidades básicas.

Alimentação, contas públicas e moradia não podem ser adiadas.

Esses compromissos absorvem grande parte da renda disponível.

As famílias, consequentemente, possuem menos espaço para lazer, educação e outras despesas.

Satisfação com o trabalho também recua

A satisfação dos trabalhadores caiu no trimestre encerrado em junho de 2026.

O percentual de entrevistados satisfeitos ficou em 64%.

O índice registrado em janeiro havia alcançado 68%.

A parcela de insatisfeitos passou de 5,7% para 6,9%.

A baixa remuneração foi apontada como principal motivo por 57,9% dos participantes insatisfeitos.

A dificuldade para conseguir emprego também preocupa.

A pesquisa mostra que 41% dos entrevistados consideram difícil encontrar uma oportunidade no Brasil.

Tobler identifica cautela entre os trabalhadores diante de uma possível desaceleração econômica.

Matos também chama atenção para a informalidade e o trabalho por conta própria.

Novas fontes de renda podem surgir com rapidez nesse cenário.

Essas ocupações, porém, normalmente não oferecem FGTS, seguro-desemprego ou proteção financeira.

O mercado, dessa forma, oferece alguma oportunidade de renda, mas não garante segurança diante de uma eventual perda de ganhos.

Na sua opinião, o transporte continuará pesando cada vez mais no orçamento ou os preços dos combustíveis ainda podem aliviar essa pressão? Deixe seu comentário!

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x