O Geely EX5 EM-i desembarca no mercado brasileiro como o primeiro super híbrido plug-in da marca no país, combina autonomia de até 1.300 quilômetros, até 112 km em modo 100% elétrico, pacote amplo de conectividade e segurança, e ainda abre uma nova fase industrial com produção nacional prevista para 2026 em São José dos Pinhais
O Geely EX5 EM-i chegou oficialmente ao Brasil em 15 de abril de 2026 como o primeiro super híbrido plug-in da marca a ser comercializado no país. O SUV estreia em três versões, PRO, MAX e ULTRA, com preços a partir de R$ 199.990, mirando um dos segmentos que mais crescem no mercado nacional. Inicialmente importado, o modelo desembarca com um discurso forte de eficiência, tecnologia e segurança, mas já com um passo seguinte bem definido: será o primeiro veículo da Geely produzido no Brasil ainda em 2026, no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, no Paraná.
O Geely EX5 EM-i chega cercado por números que chamam atenção mesmo em um mercado cada vez mais disputado. Segundo a base enviada, ele entrega até 1.300 km de autonomia total, alcança 112 km no modo 100% elétrico na versão ULTRA, acelera de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e reúne 262 cv de potência combinada com 380 Nm de torque. É um lançamento que tenta entrar no radar não apenas pelo consumo e pela ficha técnica, mas pelo pacote completo, da produção local à integração com a Renault, da bateria ao cockpit digital, do powertrain híbrido ao posicionamento de marca.
O SUV chinês chega para disputar espaço em um dos segmentos mais quentes do mercado

A Geely apresenta o Geely EX5 EM-i como seu primeiro híbrido plug-in no Brasil e também como uma ampliação direta da oferta da marca no país, que já inclui os modelos 100% elétricos Geely EX2 e Geely EX5. Segundo Alex Chen, diretor comercial da Geely Brasil, o novo SUV entra em um segmento que vem crescendo rapidamente no mercado brasileiro.
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Essa chegada não acontece isoladamente. O Geely EX5 EM-i é tratado como uma peça importante de uma estratégia maior, que envolve presença comercial, produção nacional e integração com uma estrutura industrial já existente no Paraná. O lançamento, portanto, vai além de uma estreia de catálogo. Ele já nasce com ambição de escala.
Os números que colocam o Geely EX5 EM-i no centro da conversa
Poucos pontos ajudam tanto a posicionar um carro quanto seus números centrais, e o Geely EX5 EM-i chega com dados que claramente foram escolhidos para abrir espaço na disputa. O SUV oferece autonomia total de até 1.300 km, enquanto a versão ULTRA pode rodar 112 km em modo 100% elétrico, segundo dados do Inmetro citados na base.
No conjunto mecânico, o modelo trabalha com 262 cv de potência combinada e 380 Nm de torque total do sistema, o que permite acelerar de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos. No consumo urbano, a marca informa 14,8 km/l, enquanto a eficiência energética é apresentada como 0,55 MJ/km. Na prática, a Geely tenta vender a ideia de que o EX5 EM-i não é apenas um SUV eletrificado, mas um modelo que chega para jogar pesado na eficiência e na autonomia.
O Geely EX5 EM-i será importado agora, mas já tem produção confirmada no Paraná
Um dos pontos mais relevantes do lançamento é que o Geely EX5 EM-i não ficará restrito à importação. A base informa que ele também será o primeiro veículo da Geely produzido no Brasil, ainda em 2026, no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, no Paraná.
Esse dado muda o peso do lançamento. Quando um modelo estreia importado, mas já entra no mercado com produção local prevista para o mesmo ano, ele deixa de ser apenas um produto de chegada e passa a carregar também uma promessa industrial. No caso do EX5 EM-i, isso ainda ganha força porque a produção acontecerá dentro do contexto da cooperação estratégica entre Geely e Renault do Brasil.
A parceria com a Renault ajuda a explicar por que esse lançamento importa tanto
A base lembra que a cooperação entre Renault Group e Geely no Brasil foi formalizada em 3 de novembro de 2025, quando a Geely assumiu 26,4% de participação na Renault do Brasil. A intenção declarada é intensificar o desenvolvimento das duas marcas no país e abrir caminho para novos veículos de zero e baixas emissões.
Nesse contexto, o Geely EX5 EM-i surge como um primeiro movimento de forte valor simbólico e comercial. Ele não chega apenas como um SUV novo, mas como uma vitrine concreta do que essa aproximação entre Geely e Renault pode significar em produto, tecnologia e produção nacional.
O design do Geely EX5 EM-i foi pensado para chamar atenção sem disfarçar porte de SUV grande
O Geely EX5 EM-i foi desenhado com dimensões de SUV da categoria D. São 4,74 metros de comprimento, 1,90 metro de largura, 1,68 metro de altura e 2,75 metros de entre-eixos. A proposta visual combina superfícies curvas esculpidas com precisão, linha frontal alta, barra central de LED e uma presença que a marca descreve como elegante e imponente.
As rodas são de 18 polegadas na versão PRO e de 19 polegadas nas versões MAX e ULTRA. Há ainda cinco opções de cor de carroceria, com destaque para o Verde Jungle, escolhido para o lançamento e que pode ser combinado ao interior exclusivo em tom caramelo. É um SUV que tenta equilibrar sofisticação, robustez e apelo tecnológico já no primeiro olhar.
O interior aposta em cockpit digital, conforto e conectividade como argumento de convencimento

Por dentro, o Geely EX5 EM-i traz um ambiente assumidamente tecnológico. O sistema FLYME AUTO organiza a interação em três telas, um painel digital de 10,2 polegadas, uma central multimídia de 15,4 polegadas e um head-up display de 13,8 polegadas. A marca destaca ainda que a tela central usa tecnologia LCD LTPS, com maior precisão, melhor nitidez e eficiência energética superior.
O SUV também oferece Android Auto e Apple CarPlay sem fio, som premium FLYME Sound com 16 alto-falantes e 1.000 watts, carregador por indução, conectividade 4G, Wi-Fi, atualização remota OTA e assistente de voz com o comando “Olá, Geely!”. O recado é claro: o EX5 EM-i quer ser percebido não só como eficiente, mas como um carro de experiência digital completa.
O espaço interno tenta responder à autonomia de longa viagem com conforto real
O Geely EX5 EM-i também foi desenhado para sustentar a proposta de uso em deslocamentos longos. O porta-malas oferece 428 litros, podendo chegar a 2.065 litros com os bancos traseiros rebatidos. O interior conta com mais de 30 porta-objetos e aproveitamento de espaço ampliado graças à arquitetura GEA.
Os bancos dianteiros usam estrutura com espuma recortada em alta precisão e nove camadas, com ventilação e aquecimento em três níveis nas versões superiores. Os passageiros traseiros têm espaço amplo para cabeça, joelhos e pernas, além de saídas de ar dedicadas. Em um SUV que aposta forte em autonomia, esse conforto interno deixa de ser acessório e passa a ser parte central do argumento de venda.
O conjunto híbrido é o coração do projeto e tenta unir força, eficiência e inteligência de operação
O Geely EX5 EM-i nasce sobre a plataforma GEA e usa o sistema Super Híbrido EM-i, descrito pela marca como seu primeiro modelo com essa tecnologia. O conjunto reúne motores elétricos com 160 kW e 262 Nm, combinados a um motor a combustão 1.5 de quatro cilindros, que atua prioritariamente como gerador, mas também pode trabalhar junto ao sistema elétrico na tração.
A marca descreve o funcionamento como altamente inteligente, com sete combinações distintas de operação, alternando automaticamente entre modo elétrico, potência máxima, autonomia estendida, paralelo, tração direta, recarga e recuperação de energia. Em linguagem de mercado, o EX5 EM-i tenta vender mais do que um híbrido plug-in. Ele tenta vender um powertrain sofisticado, capaz de escolher sozinho a forma mais eficiente de mover o carro.
Os modos de condução ajudam a contar a história do carro
O motorista pode escolher entre Electric, Hybrid e Sport. No modo Electric, o Geely EX5 EM-i prioriza a condução silenciosa e de baixo custo, com até 112 km de autonomia elétrica na versão ULTRA. No Hybrid, o sistema alterna automaticamente entre as fontes de energia para buscar melhor eficiência. No Sport, motor a combustão e motores elétricos trabalham juntos para entregar aceleração mais forte.
Essa estrutura reforça um ponto importante do lançamento. O EX5 EM-i quer ser interpretado como um SUV de múltiplas personalidades, capaz de atuar como elétrico no deslocamento urbano, como híbrido inteligente no uso misto e como utilitário de desempenho mais vigoroso quando exigido.
A bateria e o carregamento entram no discurso como diferencial competitivo
As versões PRO e MAX trazem bateria LFP de 18,4 kWh, com recarga de 30% a 80% em até 20 minutos com carregador DC de 30 kW. Já a versão ULTRA usa uma bateria maior, de 29,8 kWh, apontada pela marca como a maior do segmento, e pode carregar de 30% a 80% em até 16 minutos com carregador DC de até 60 kW.
Esses tempos ajudam a sustentar a imagem de praticidade. Em um mercado em que o medo da recarga ainda afasta muita gente, a Geely tenta mostrar que o EX5 EM-i não depende apenas da autonomia para convencer, mas também de uma rotina de abastecimento elétrico mais amigável.
Segurança é tratada como “DNA” e vem embalada por um pacote ADAS amplo
O Geely EX5 EM-i chega com seis airbags de série e uma arquitetura que, segundo a marca, separa completamente os componentes do motor a combustão dos sistemas elétricos de alta tensão. A estrutura usa um conceito descrito como formato de trevo, redirecionando forças de impacto e formando uma proteção ao redor do tanque e da bateria.
Na segurança ativa, o SUV inclui uma lista extensa de ADAS, como frenagem automática de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, controle inteligente de cruzeiro, assistente de permanência em faixa, assistente de emergência de permanência em faixa, alerta de ponto cego, assistente de mudança de faixa, alertas de tráfego cruzado traseiro, frenagem em manobras de ré e aviso de segurança para abertura das portas. É um pacote robusto, claramente pensado para colocar o carro em um patamar de produto tecnológico e completo.
Versões, preços e estratégia comercial mostram onde a Geely quer posicionar o EX5 EM-i
O Geely EX5 EM-i PRO parte de R$ 199.990, o MAX sai por R$ 219.990 e o ULTRA chega a R$ 244.990. Desde a versão de entrada, o SUV já traz central de 15,4 polegadas, painel digital, conectividade sem fio, seis airbags, conectividade 4G, OTA, AEB, ICC, LKA e função V2L e V2V.
Nas versões superiores, entram itens como teto solar panorâmico, head-up display, sistema de som com 16 alto-falantes, iluminação ambiente com 256 cores, visão panorâmica 540°, assistentes adicionais de segurança e, no caso da ULTRA, a bateria maior de 29,8 kWh. Para o lançamento, a marca ainda promete taxa zero, parcelamento em 36 vezes com entrada de 60% e, para quem optar pela versão ULTRA, wallbox grátis.
O Geely EX5 EM-i chega tentando fazer mais do que barulho
O lançamento do Geely EX5 EM-i mistura produto, discurso tecnológico, ambição industrial e parceria estratégica. Ele chega ao Brasil com preço competitivo para o segmento, ficha técnica forte, promessa de produção local e uma tentativa clara de transformar autonomia e eficiência em argumento emocional e racional ao mesmo tempo.
No fim das contas, o EX5 EM-i quer ser mais do que “mais um SUV chinês eletrificado”. Ele quer ser o modelo que entra no país com até 1.300 km de autonomia, pousa no radar do consumidor com preço a partir de R$ 199.990 e ainda planta no Paraná a ideia de que a próxima disputa não será só de importação, mas também de produção nacional.
Se o Geely EX5 EM-i já chega com 1.300 km de autonomia, 112 km no modo elétrico e produção prevista no Paraná, ele tem força para mudar o jogo entre os SUVs eletrificados no Brasil ou ainda vai esbarrar na desconfiança de um mercado que continua em transição?

O maior problema pra mim é que a bateria maior pra usar no dia a dia como elétrico ainda é pouca, só 112 km… Devia ser 300 km pra viagem curta ser feita em modo elétrico… Pra usar a semana toda sem precisar recarregar todo dia… É só no ultra,o mais caro, o pro e o Max tem bateria ****. Teria que recarregar o tempo todo?!? E por fim. Gasolina. Se vai fabricar aqui tem que virar flex pra receber álcool.
Tenho Song Pro GS só gasolina e é super econômico. Fazer motor flex, como vejo o povo pedir, é bobagem. Considerando a economia real álcool/gasolina, levando em contra preço/consumo, conta que ninguém faz, a vantagem do álcool chega a uns 10%….
Quem faz uso urbano, e anda até 80 km por dia, vantagem zero.
Aliás. nos carros flex que tive, só usava gasolina. O motor fica mais suave…com álcool mais áspero. Achei esse Gelly muito bom de preço, o de entrada. O médio tem preço razoável e o top muito caro…50 mil a mais!!!
Carro maravilhoso. Já encomendei o meu.