O navio Tang Hong chegou ao Porto de Paranaguá vindo de Nasha, na China, com 3.370 veículos elétricos da Geely, registrando o maior desembarque desse tipo já feito de uma só vez no Paraná e consolidando o terminal como peça cada vez mais estratégica na logística automotiva nacional
O navio Tang Hong entrou no centro de uma operação inédita no Porto de Paranaguá ao trazer 3.370 automóveis elétricos da fabricante Geely, marca parceira da Renault no Brasil. A descarga foi concluída na segunda-feira, 23 de março de 2026, no terminal paranaense, e estabeleceu o maior desembarque de veículos elétricos importados já realizado de uma só vez no estado.
A operação começou na noite de domingo, 22 de março, e durou 17 horas, mesmo com chuva na área portuária. Mais de cem trabalhadores participaram apenas do primeiro turno, entre estivadores, profissionais de apoio, fiscais e outros agentes. O resultado foi uma média de 220 veículos por hora, desempenho acima do registrado em outros portos brasileiros, que operam entre 150 e 180 veículos por hora, segundo os dados apresentados pela Portos do Paraná.
Como o navio vindo da China bateu o recorde no Paraná
O desembarque conduzido a partir do navio Tang Hong se destacou não apenas pelo volume, mas também pela forma como foi executado. Toda a atividade ocorreu no berço 219, área exclusiva para esse tipo de operação, o que ajudou a dar fluidez ao processo e permitiu que a descarga seguisse no horário previsto, apesar das condições climáticas.
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O recorde reforça o papel do Porto de Paranaguá no cenário nacional da movimentação de veículos, especialmente em um momento em que a importação de automóveis eletrificados ganha mais espaço. A chegada de uma carga dessa dimensão mostra que o terminal já opera em um patamar capaz de receber lotes muito maiores e com mais regularidade.
Os números que explicam o tamanho da operação

A escala do desembarque chama atenção em vários pontos. O navio trouxe 3.370 carros elétricos, todos da Geely, em uma operação concluída em 17 horas. Isso resultou em uma média de 220 veículos por hora, índice que, segundo o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, supera o intervalo de produtividade de 150 a 180 veículos por hora visto em outros portos brasileiros.
Outro dado relevante está no esforço humano envolvido. Mais de cem trabalhadores atuaram apenas no primeiro turno, o que mostra que uma operação desse porte exige coordenação intensa, mão de obra treinada e alto nível de atenção para evitar avarias e manter o ritmo previsto.
Para onde vão os carros descarregados pelo navio
Depois de saírem do navio e passarem pela operação em Paranaguá, todos os veículos serão encaminhados para o pátio da Renault em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A partir dali, a distribuição será feita para diferentes partes do país.
Esse fluxo reforça a integração logística entre o porto e a indústria automotiva instalada no Paraná. A proximidade com montadoras e centros de distribuição transforma Paranaguá em uma base eficiente para receber, organizar e redirecionar esse tipo de carga em grande escala.
Por que Paranaguá ganhou força no setor automotivo
O crescimento desse tipo de operação não aconteceu por acaso. A base informa que, em 2025, o Porto de Paranaguá passou a contar com uma nova linha marítima do segmento automotivo, com a chegada do navio Neptune Hellas, embarcação da grega Neptune Lines especializada no transporte de veículos e cargas rolantes.
A primeira operação dessa linha ocorreu em setembro de 2025 e foi conduzida pela empresa Ascensus Gestão e Participações, responsável por uma das áreas reguladas do Porto Organizado, com 74,1 mil metros quadrados e capacidade estática para 4 mil veículos. Essa ampliação ajudou a consolidar o terminal como um dos principais corredores logísticos do setor automotivo no Brasil.
A estrutura especializada por trás do desembarque
O desempenho do porto também se explica pela combinação entre posição geográfica e estrutura dedicada. Paranaguá está próximo de montadoras instaladas no Paraná e na região Sul, o que reduz tempo de deslocamento e facilita a conexão entre importação, armazenagem e distribuição.
Além disso, a existência de áreas específicas para operações com veículos permite um controle mais preciso do fluxo. Esse tipo de desembarque exige cuidado constante, porque a produtividade só se sustenta quando velocidade e segurança caminham juntas, especialmente em cargas de alto valor e suscetíveis a danos visuais e estruturais.
O que o recorde diz sobre a nova rota de importação
A chegada do navio Tang Hong vindo da China ajuda a mostrar que Paranaguá está se consolidando dentro de uma nova lógica de importação automotiva. A nova rota ampliou conexões com outros países e ajudou o porto a alcançar a marca de cinco linhas fixas de veículos.
Isso significa que o terminal deixa de ser apenas um ponto ocasional de entrada de automóveis e passa a funcionar como elo mais estável de uma cadeia internacional. Quando um porto reúne linhas fixas, área dedicada, proximidade com montadoras e produtividade elevada, ele se aproxima do perfil de hub logístico com peso nacional.
O volume anual confirma a força do terminal
Os dados de movimentação de 2025 reforçam esse avanço. Segundo a Portos do Paraná, foram movimentados mais de 106 mil veículos ao longo do ano, somando operações de importação e exportação.
Esse número ajuda a entender por que uma descarga recorde como a do navio Tang Hong não é um evento isolado, mas parte de uma curva de crescimento mais ampla. O porto vem acumulando escala, frequência e especialização, fatores que ajudam a explicar por que cargas maiores estão encontrando em Paranaguá uma porta de entrada cada vez mais relevante.
A parceria com a Geely e a conexão com a Renault ampliam o peso da carga
O lote recebido em Paranaguá também chama atenção pelo vínculo entre a Geely e a Renault no Brasil. Isso dá à carga um significado maior do que o simples desembarque de veículos importados, porque conecta a operação portuária a uma engrenagem comercial e industrial com alcance nacional.
Quando o navio chega da China com milhares de carros elétricos de uma marca parceira da Renault, a operação deixa de ser apenas portuária e passa a dialogar diretamente com a reorganização do mercado automotivo e da eletrificação no país.
O que esse desembarque indica para os próximos movimentos
O recorde de 3.370 veículos elétricos mostra que Paranaguá pode ganhar ainda mais espaço na movimentação de automóveis importados nos próximos anos. A estrutura dedicada, a nova rota marítima e a conexão com a indústria automotiva do Sul criam condições para novos lotes de grande porte.
Ao mesmo tempo, a operação reforça a imagem do porto como um terminal preparado para responder a uma demanda mais exigente, tanto em volume quanto em organização logística. O navio Tang Hong não trouxe apenas uma carga recorde, mas um sinal claro de que Paranaguá está entrando em uma fase mais robusta no corredor automotivo brasileiro.
Se um navio já conseguiu descarregar 3.370 carros elétricos em 17 horas e bater recorde no Paraná, será que Paranaguá está perto de se tornar a principal porta de entrada desse tipo de veículo no Brasil?


Gosteia mais pra mim estou muito longe desta realidade minha idade está avançada pra trabalhar tanto pra comprar um carro deste é muita tecnologia é muito caro pra mim!!
Quando o Brasil vai produzir seus próprios veículos?
Brasil está se tornando um depósito de lixo???